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Fonte: PopSugar

Se você é fã de ’13 Reasons Why’, ‘Entre Facas e Segredos’, ou comédias românticas adolescentes como ‘Com Amor, Simon’, então você provavelmente é familiarizado com o nome Katherine Langford. Quando ela estrelou como Hannah Baker no drama da Netflix em 2017, ’13 Reasons Why’, Katherine imediatamente cimentou o seu lugar na indústria do entertenimento e ela não desacelerou desde então.

Agora, ela está saindo da caixa de Hannah Baker e assumindo um novo desafio – na nova série de fantasia da Netflix, ‘Cursed’. Baseada na lenda arturiana, Katherine interpreta Nimue, uma adolescente com um dom misterioso e mágico, que está destinada a se tornar a Senhora do Lago. A série começa quando os paladins vermelhos invadiram a vila dela, matando todo mundo que ela conhece, inclusive sua mãe. Mas antes de sua mãe morrer, ela encarrega Nimue a entregar uma espada antiga para Merlin e no caminho, ela conhece um jovem mercenário, Arthur (Devon Terrell). Nem precisa dizer que isto é apenas o começo de uma aventura bem espetacular e heróica.

Quando eu me sentei com a Katherine em 2019, no set de ‘Cursed’ em Londres, sua confiança quieta e sua paixão pela personagem, Nimue, facilitou para que eu enxergasse o porque de ela ter sido escolhida para o papel. Os criadores Tom Wheeler (Puss In Boots e Empire) e Frank Miller (Sin City) explicou que ela se inscreveu cedo e, mesmo eles sabendo que ela tinha “ótimas habilidades de atuação”, eles não tinham percebido que ela era tão foda até ela entrar completamente no personagem da Nimue. “Toda vez que nós a vemos, ela está coberta de sangue,” Tom Wheeler contou para a PopSugar. “Nós a jogamos na lama por três dias neste pântano infestado de mosquitos e sanguessugas para matar todos os vilãos e ela ainda era tão educada. É simplesmente ótimo sentir, mesmo no início, que ela casa perfeitamente com o mundo do Frank Miller – ela se encaixa bem com esta coleção de personagens como mulheres poderosas.”

O que você pode nos dizer sobre a Nimue e como ela se encaixa na história de ‘Cursed’?
Nimue tem uma jornada bastante épica. Por um lado, ela está passando por esta jornada de uma grande perda pessoal, de um crescimento pessoal, e por outro, também há o grande desafio de superar a adversidade. Uma das melhores coisas que eu percebi através da Nimue é, para mim, nesta série e na história, que ela representa coragem. Ela é uma farol de esperança e também uma heroína interessante, ambos neste mundo da lenda arturiana, mas também, atualmente é uma grande oportunidade e é interessante ver a jornada de uma heroína ao invés de ver a jornada de um herói – e como se diferem e como se assemelham, além dos desafios que ela enfrenta.

O quão familiarizada você era com a Nimue antes e quando você recebeu o roteiro pela primeira vez?
É engraçado, eu sempre fui meio que uma amante secreta de fantasia e ficção científica e também do Frank Miller. Então quando eu li o manuscrito inicialmente do Tom Wheeler, foi algo que me atraiu simplesmente como leitora – era bastante único. Único no sentido de que foi escrito e também através da visão que é onde esta história está sendo contada, porque você já ouviu esta história 100 vezes, essas lendas arturianas com elementos diferentes de conto (cada vez). Mas as personagens femininas e os papéis nestas lendas arturianas são frequentemente ofuscados ou sequer são mencionados. Então, quando eu fui dar uma olhada na Nimue, eu ouvi sobre a Senhora do Lago e pareceu ser uma linda obra de arte da Senhora do Lago, mas a personagem em si mesma, eu sabia pouco sobre. Não havia muita informação sobre ela por aí.

Como você acha que o fato de ser contada por uma perspectiva feminina ao invés de uma masculina, que tradicionalmente tem sido contado, realça a história?
Essa é uma pergunta muito boa. Eu acho que foi uma das primeiras conversas que eu tive com a Zetna Fuentes, que é produtora executiva, e também dirige os dois primeiros episódios (ela já dirigiu episódios de Grey’s Anatomy e Pretty Little Liars). Nós tivemos uma conversa sobre a Nimue como pessoa, mas também no papel como heroína. Essas histórias de herói geralmente são contadas da perspectiva masculina – ou de um ponto de vista de um garoto ou de um homem. O que foi interessante foi construir esta história e olhar para ela como uma mulher que está sendo retratada como uma heroína. O que a faz moderna e aplicável à atualidade é que você verá desafios que ela especificamente encara como mulher. Ao invés de simplesmente inserir uma mulher em uma história de herói. Nós perguntamos a nós mesmas “Qual a jornada pessoal dela? Quais são as dificuldades que ela enfrenta? Quais são as coisas que derrubam ela? Quais são as coisas que ela pode usar?”
Uma das coisas que nós recentemente estamos gravando é a ideia de que como mulher e como garota, você cresce nunca acreditando ou nunca pensando que você pode estar em uma posição de poder. Você nunca pensa que você pode ser um rei. Então, quando a Nimue recebe primeiramente a espada, isso não passa pela cabeça dela. Uma coisa interessante – e eu acho que isso é graças ao Tom Wheeler – é que nesta série, todos os homens buscam poder, mas frequentemente quando é dado a eles, eles destroem ou usam de forma errada. Enquanto todas as mulheres da série, elas não buscam poder, mas mesmo assim é dado à elas aquele poder e aquela responsabilidade. Eu acho que é porque elas não buscam isto, elas chegam ao poder porque elas são líderes naturais e possuem intenções puras.

Nós vimos as fotos de você segurando a espada como Nimue. Como foi interpretar esta personagem sob uma nova luz e então finalmente vê-la segurar a espada?
Foi muito bom. Eu estou feliz por você ter perguntado isto, porque foi interessante. Eu cresci assistindo pessoas como Angelina Jolie em Tomb Raider, Jennifer Lawrence em ‘Jogos Vorazes’, e estes tipos de modelo e personagens são tão inspiradores para mim. Ter a oportunidade de ver este gênero (e esta história em particular) sendo contada através dos olhos de alguém que eu realmente consigo me identificar, ou que outras mulheres e garotas possam se identificar, é realmente especial.
Eu cheguei três semanas antes de nós começarmos as filmagens e aprendi a andar a cavalo e a lutar com espada. E quando nós estávamos escolhendo a espada, eles estavam me entregando espadas diferentes para ver se elas iriam combinar. Eles diziam “esta é a do Russel Crowe em Gladiador”, “esta é a do Timothée Chalamet (de ‘O Rei’)”, “esta é a do Chris Pine (de ‘Legítimo Rei’), então ter a oportunidade de ter uma espada e ficar tipo “esta é a da Katherine Langford” – é tipo, aqui estão todos esses atores incríveis que interpretaram esses personagens incrivelmente poderosos, e ter a oportunidade de segurar uma espada e saber de que agora há uma mulher que está no mesmo universo, que agora há uma presença feminina neste mundo, que as pessoas poderão assistir, é bem inspirador, significa muito para mim.

Nós tivemos a impressão, ao conversamos com o Frank e com o Tom, de que você está coberta de sangue e lama durante grande parte da série. Você está em pântanos, coberta de videiras e empunhando uma espada. Parece que o processo de filmagem da Nimue foi bastante físico, bem como emocionante.
Esta é a primeira vez que eu gravo alguma coisa de época ou da Era Medieval. Então, também é o primeiro papel que eu tive que requisitou alguns componentes físicos: acrobacias, andar a cavalo, lutar com espadas, correr em meio à coisas enquanto estão pegando fogo. Tem sido bastante desafiador, mas também muito empolgante. Isto foi algo que eu conversei com o Frank e com o Tom antes da série começar. Nós temos uma equipe de acrobacias incrível com o Steve Dent – eles simplesmente fazem um trabalho incrível – mas eu realmente quis me certificar que, com a melhor da minha habilidade, eu conseguisse fazer tudo que fosse pedido para a Nimue fazer.

Há alguma parte da Nimue que você conseguiu se identificar pessoalmente ou que você acredita que outras jovens mulheres irão se identificar?
Resposta curta: sim. Eu acho que a parte incrível sobre a Nimue é que você está falando sobre super heróis, modelos e heroínas, e as pessoas em filmes de ação – mas no fim do dia, para mim, a coisa mais maravilhosa nela é o fato de que ela é também muito humana. Eu estou falando isto sem tentar ser clichê, mas a Nimue supera tantas dificuldades, enquanto ainda tem um coração e sem ser um super humano. Ela é igual a qualquer um de nós tendo que lidar com tanta perda pessoal no começo da série, mas depois literalmente carregando o peso do mundo nos ombros dela até chegar no final.
No começo, o que você vê é uma garota que aparenta estar inquieta. Eu me identifico com isto. Eu me mudei 39 vezes no ano passado e eu meio que tenho vivido na estrada por três anos. Ela também não sabe exatamente a onde pertence. Parece que há algo que ela não encontrou ainda – mas ela sabe que está ali, ela está buscando isto. Na essência, a série é definitivamente uma jornada que eu acho que muitos de nós podemos nos identificar e eu gostaria de dizer que eu sou tão corajosa quanto ela, mas interpreta-la me fez ser um pouco mais corajosa e assertiva.

Nos foi dito que muitos dos temas de ‘Cursed’ são relevantes para 2020, seja sobre o sistema político ou assuntos climáticos. Você pode falar sobre algumas das mensagens que são passadas por ‘Cursed’ e como você interpretou o mundo real de uma forma diferente por causa disto?
O que é legal em ‘Cursed’ é que você tem aquela mistura de fantasia e tem sim elementos etéreos, mas também é fundado na humanidade, que é o que a torna aplicável e relacionável para o público atual.
Muitos dos problemas e dificuldades que os personagens enfrentam nesta série, tipo, opressões religiosas, opressão da minoria, causar estragos no meio-ambiente, são coisas que nós podemos nos identificar. Ter a oportunidade de assistir isto durante ‘Cursed’, você meio que percebe que eles estão lidando com coisas muito parecidas com a que nós estamos atualmente. Eu acho que isto talvez é o que vai ressoar com o público. Sim, esta é uma história velha, sim talvez seja fantasia, mas também é fundada na humanidade, então ainda aparenta humana, atual e relevante.



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