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Fonte: Glamour UK

Katherine Langford ascendeu para a fama após estrelar como Hannah, uma adolescente que tirou sua própria vida em ’13 Reasons Why’. A série da Netflix não só engatou a carreira dela e a rendeu uma indicação ao ‘Globo de Ouro’, engatou uma nova discussão acerca de saúde mental.

Através do poder do Zoom, Katherine sentou à minha frente na sala de seu esconderijo europeu de quarentena, após se encontrar entre seu país natal, Austrália, e os EUA (Katherine é bem privada sobre seu paradeiro, com 16.6 milhões de seguidores no Instagram) e logo após a quarta e última temporada de ’13 Reasons Why’ ser lançada. O visual dela é relaxado e ela está aquecida; ela está usando uma camisa larga, com o cabelo solto e apenas um ponto leve de maquiagem. Ela me conta que começar uma discussão sobre saúde mental tão cedo na carreira dela é uma das coisas que mais a orgulha, mesmo se às vezes custar sua própria saúde emocional.

“Eu acho que de início, apenas ter papéis que se relacionam com saúde mental foi tão importante. Mas eu sou uma pessoa bem empática,” conta a atriz de 24 anos de idade. “Eu aprendi a me controlar fazendo isto agora, porque às vezes se eu ouço a história de alguém e a pessoa está chorando, eu choro com ela porque eu sinto aquela dor. Ouvir as histórias das outras pessoas me fez perceber o quão humanos todos nós somos. Eu senti isto e passei por tantas coisas enquanto eu crescia, mas você percebe que todos nós temos reações parecidas conforme vamos ficando mais velhos.”

Agora, ela aprendeu a cuidar da sua própria saúde mental, eu me pergunto, especialmente tendo em vista as discussões controversas sobre o trabalho dela? “É uma jornada, amor! Eu acho que nós sempre estamos tentando cuidar e sempre aprendendo,” ela responde. Para muitos de nós, os eventos dos últimos meses transformaram esta jornada em uma montanha-russa e a Katherine não é diferente.

Apesar de ter uma nova coleção de plantas para “conversar e cantar” – incluindo uma ficus chamada Eric por causa do Eric Clapton – Katherine passou a maior parte da quarentena sozinha. “Eu estava precisando desacelerar, mas eu passei por alguns altos e baixos porque foi muito esmagador,” ela conta. “Às vezes, você se sente bem solitário. Eu só queria um abraço. Eu sinto falta de abraços.”

É essa relacionabilidade e o fato de ela representar uma nova geração tanto na frente quanto por trás das câmeras que fizeram com que a Katherine fosse recentemente nomeada a mais nova embaixadora da L’Oreal Paris e ‘Woman of Worth’ – ela não é simplesmente um ‘rosto’ ela representa mais do que uma imagem. Apesar dos altos e baixos da vida atualmente, ela sente que vale à pena?

“Ninguém nunca sente 100%, mas você sempre vale à pena,” ela diz, com um rápido sorriso no rosto. “Alguns dias eu acordo e eu não me sinto bem. Como na quarentena agora, quando eu estou sozinha e você está usando o mesmo pijama há três dias e não vê ninguém. Mesmo você não acreditando naquilo naquele momento, você sempre vale aquela atenção. Diga suas próprias afirmações tipo ‘Garota, levante da cama, você vai conseguir’. Qualquer coisa que você quiser fazer, você pode fazer. É esta crença e esta coragem!”

As afirmações positivas certamente são convenientes tendo em vista seu papel mais recente, a resposta da Netflix para ‘Game of Thrones’, ‘Cursed’. Em uma remodelação feminista da lenda Arthuriana, a Nimue de Katherine – LEVE SPOILER: que está destinada a se tornar a ‘Senhora do Lago’ – une forças com um mercenário (Arthur) para entregar a abominável e antiga espada para Merlin. Mas em uma versão verdadeira de 2020, a própria Nimue detém o poder ao invés do futuro Rei Arthur.

Dois anos de produção, com um ano sólido filmando nos lugares mais profundos, sombrios – e naturalmente mais molhados – pelo Reino Unido, desde Cornwall até o país de Gales, as filmagens de ‘Cursed’ não foi sem desafios para Katherine. “A magnitude deste trabalho é algo que eu acho que ninguém esperava,” ela disse, inchando as bochechas. “Eu precisei aprender a lutar com espadas, andar a cavalo e aprender um novo dialeto inglês e mantê-lo durante 16 horas por dia. Eu precisava conseguir fazer essas acrobacias e manter esta energia sem me machucar. Alguns dias nós simplesmente precisávamos conseguir a cena e eu passava muito tempo na água e se você está sentindo frio, seus lábios vão tremer. Então eu aprendi a respirar através do método Wim Hof – uma respiração muito controlada – apenas para filmar poucos segundos em que seus lábios não estivessem tremendo.” Como se isto não fosse suficiente, ela até mesmo co-criou e cantou a música tema da série “I Could Be Your King”. Há ALGO que a Katherine não consegue fazer? Vamos aguarda…

Mostrando a completa resiliência desta nova rainha multifacetada das telas foi algo imperativo para a Katherine. “Fazer com que a Nimue fosse forte deste jeito e uma personagem capaz foi exatamente o que eu queria alcançar. Eu quero que jovens garotas vejam não só que elas podem ser fortes e que podem lutar, mas que elas podem fazer isto de uma forma que as honre, honre o corpo delas e também honre o gênero delas.”

No entanto, a percepção de sua própria força física – e crucialmente mental – aconteceu bem antes da época em que ela assumiu seu assento na mesa redonda do Arthur. Ela cresceu em Perth, Austrália com sua mãe Elizabeth, uma pediatra, seu pai Stephen, um “flying doctor” e sua irmã Josephine, também atriz, que estrelou no romance adolescente da infância dela, ‘After’. Katherine diz: “Eu amava e a Austrália é um dos lugares mais mágicos da Terra para mim. Mas o pensamento de me tornar uma atriz não parecia alcançável, ainda mais a possibilidade de fazer isto por tantos anos.”

Ao invés de perseguir seu sonho de atuação, ela focou em se tornar uma nadadora profissional nacionalmente conhecida, o que deu à ela fé em sua imagem corporal – algo que provou ser inestimável ao entrar em uma indústria que ainda é obcecada com a aparência. “Eu acho que não foi até recentemente e talvez até mesmo durante ‘Cursed’ que eu comecei a dar crédito ao meu corpo pelo que eu estava fazendo ele passar,” ela diz. “Por um lado, eu cresci fazendo esporte com um certo valor no meu corpo. Eu não focava apenas na aparência do meu corpo. Por outro lado, você enfrenta outras críticas como ‘você não vai caber nesta roupa, seu corpo não é deste jeito e você é muito forte’ – não que isto seja grande coisa. Eu sou muito grata por ter mantido este respeito pelas capacidades do meu corpo ao entrar nesta indústria. Eu já ouvi de várias garotas e também de garotos que disseram que adorou ver alguém que parecesse com eles!”

Se sentir refletida e vista não foi algo que cresceu junto com a Katherine, já que ela teve dificuldades em se encontrar quando estava na escola. “Eu não sabia onde eu me encaixava e isto era um grande problema para mim, eu fazia esportes mas eu também era ‘feminina’ e eu gostava de maquiagem, mas eu não queria fazer parte daquele grupo de garotas populares e eu também era nerd. Eu lembro que havia essa ‘revista de meninas’ e haviam fotos de celebridades com uma frase delas. Tinha uma foto da Scarlett Johansson que estava falando algo como ‘Simplesmente seja você mesma’. Eu tinha 12 anos de idade e eu vi isto e eu fiquei pensando ‘Mas quem eu sou? Me diga quem eu devo ser. Eu devo me vestir de uma certa forma e aí eu viro esta pessoa?'” Felizmente para a Katherine, Lady Gaga se tornou sua ‘mamma’ da cultura pop mostrando para ela que nós nascemos de fato desta forma.

Este questionamento de sua própria identidade fluiu de uma forma que ela vislumbrou sua própria jornada da beleza também. “Quando eu era mais nova, beleza ou ser bonita correspondia a ser parecido com outra pessoa,” ela diz. “Eu acho que eu me senti um pouco intimidada com maquiagem, porque a minha mãe não usava muito e eu não queria usar muito por causa do esporte. Então às vezes a beleza parecia bem opressora e conseguir ver isto como algo expressivo e libertador foi simplesmente muito libertador.”

Katherine é certamente libertadora e no controle de sua própria beleza agora, fazendo sua própria maquiagem para o ensaio fotográfico de capa da GLAMOUR sob as instruções da diretora Val Garland, diretora de maquiagem global da L’Oréal Paris, e tirando suas próprias fotos em um iPhone.

Criar fotos para capas é algo que a Katherine ainda diz que “não consegue acreditar” que ela faça parte disto, após uma jornada difícil no começo de sua carreira. “Uma das grandes lições que eu já tive foi quando eu entrei na escola de teatro após fazer testes durante três anos. Me pediram para fazer audições em dois projetos nos EUA e no Reino Unido. Então eu recusei a escola de teatro para fazê-los e fui rejeitada em ambos,” ela me conta, jogando seu longo cabelo da direita para a esquerda.

“Eu voltei para a Austrália sem poder ir para a escola, sem um trabalho e eu precisei pedir meu emprego no bar de volta. Foi naquele momento que eu estava no fundo do poço. Eu não sabia o que eu ia fazer, se eu nasci para fazer isto ou se isto sequer era possível,” ela continuou. “Eu continuei fazendo audições e foi algumas semanas após isto que o meu primeiro projeto, que acabou sendo ’13 Reasons Why’ surgiu. Isto para mim foi um grande ponto de reviravolta. Eu precisei reunir muita força para continuar fazendo isto. Eu quase desisti. Eu acho que eu quase não estaria aqui se eu não tivesse insistido. Eu sou muito grata e agradecida que tudo deu certo e a jovem Katherine continuou insistindo.”

Agora com 24 anos, Katherine certamente está fazendo o que gosta e se assegurando de que sua voz ainda seja ouvida, apesar da narrativa desatualizada sobre “mulheres difíceis” na sociedade. “Você está com tanta vontade de agradar no sentido de fazer o seu trabalho dando o seu melhor,” ela diz. “Você ouve todas essas histórias sobre as pessoas serem ‘difíceis’. Então eu tenho muita consciência de que ‘Eu não quero ser difícil.’ Ainda tem uma parte de mim que reconhece que mesmo se eu disser algo independentemente do quão eloquente ou lógico seja, vai ser visto de uma forma diferente.”

“Com ‘Cursed’ eu não fui reprimida, tipo quando as pessoas te chamam de ‘querida’ ou ‘fofa’. Havia um respeito que eu também aprendi fazendo certas acrobacias. Quando a sua voz pode ser ouvida e as pessoas podem respeita-la, ouvi-la, sem prejudicar ou sem outras ideias, é assim que deveria ser. A voz de todo mundo é igual e todo mundo tem sua própria experiência para contar, a opinião de todo mundo é válida e importante.”

Trabalhar em favor do mundo #MeToo, em que a irmandade é agora mais celebrada do que nunca fez igualmente com que Katherine sentisse que a opinião dela não é só importante mas sim válida. “Minha primeira indicação ao ‘Globo de Ouro’ veio na época do movimento ‘Time’s Up’. Reese Whiterspoon me procurou e nós conversamos no telefone. Eu pensei ‘Ai meu Deus, essa pessoa quer me dar boas vindas’. Nós tivemos uma reunião no dia seguinte e eu entrei neste cômodo com 25 das atrizes mais experientes, eu fiquei em choque, mas ao mesmo tempo eu me senti muito bem vinda. Eu fiquei um pouco chorosa quando eu estava falando com algumas delas, porque, especialmente crescendo nesta indústria, você ouve essas coisas tipo ‘Mulheres são deste jeito, mulheres são daquele jeito’ e pareceu ser tão distante da realidade,” Katherine continua. “Perceber que nós na verdade não precisamos competir – nós somos uma força tão indomável juntas quando nós realmente apoiamos umas as outras e ficamos juntas, isto só serve para nos levantar!”

Com o aumento da apreciação pelo trabalho dela, é seguro dizer que Katherine não vai aceitar ser rotulada – nem agora, nem nunca. “Eu acho que eu ainda não sei 100% quem eu sou e eu não quero colocar rótulos em mim mesma, porque nós colocamos rótulos nas coisas para fazê-las mais fáceis de digerir. Eu ainda me sinto inquieta, mas de uma forma boa porque foda-se isto, foda-se, eu vou ser eu mesma.” Por um segundo, eu sou agraciado um um pouco de como é viver na cabeça da Katherine, enquanto ela pausa e diz: “Desculpa, acabou de vir uma música da Gaga na minha cabeça em que ela canta ‘Mulher forte, eu não preciso de permissão!'”

Este é o espírito de Katherine Langford, ela não está pedindo permissão para ninguém, ela não está pedindo desculpas por seguir seu próprio caminho em uma nova Hollywood.



Fonte: Glamour

Conhecida por seu emblemático papel como Hannah Baker na série 13 Reasons Why (a quarta e última temporada está na Netflix desde o comecinho do ano), a Katherine Langford tem muito o que comemorar. Aos 24, a australiana causou grande impacto em sua geração, muito por conta do seriado, e hoje é uma das principais atrizes questões envolvendo saúde mental.

Com uma nova produção a caminho (ela interpretará a heroína Nimue na série ‘Cursed’, com lançamento previso para 17 de julho), Katherine tem mais uma função para adicionar ao currículo: é a mais nova embaixadora da L’Oréal Paris. Em entrevista exclusiva, a atriz, que estará nas campanhas da gigante de beleza no próximo ano, fala sobre seus planos, referências, rotina de beleza e sustentabilidade. Aos detalhes!

G: Quais mulheres inspiram e fortalecem você?
K: Eu acho que para muitas pessoas, a mãe deles é o modelo número um, e isso é verdade para mim. No entanto, quanto mais velha fico e mais pessoas conheço, percebo que sou continuamente inspirada por mulheres em todo o mundo. Sou fã da Luma Grothe e Val Garland.

G: Quais são seus valores?
K: Meu senso de valor foi moldado por minha própria descoberta ao longo dos anos e pelas pessoas que tenho na minha vida que são importantes para mim. Acho que encontrar seu senso de autoestima é uma jornada que dura a vida toda e, embora eu ainda seja jovem, sinto que entrei muito na minha feminilidade nos últimos dois anos.

G: Pelo que você luta?
K: Saúde mental e igualdade são causas pelas quais sempre me importei profundamente. As questões ambientais e as mudanças climáticas também se tornaram cada vez mais importantes para mim.

G: De que realizações pessoais e profissionais você mais se orgulha?
K: Eu preciso ser melhor em me dar um tapinha nas costas mais regularmente, especialmente com o meu trabalho, pois ainda estou crescendo como atriz. No entanto, tenho um grande senso de alegria sobre os projetos dos quais pude fazer parte e as histórias importantes que eles trazem à tona. O feedback que eu recebo dos fãs é muito pessoal e significa muito para mim ser capaz de ajudar os outros e me conectar com eles de uma maneira significativa.

G: Já se sentiu pressionada por algum padrão estético?
K: Me senti pressionada a obedecer a uma definição comum de “bonita” muitas vezes quando assistia a anúncios que apenas promoviam o ideal padrão de beleza. Às vezes parecia que a beleza era opressiva, mas agora acho a beleza uma ótima forma de expressão, pois se tornou muito mais inclusiva e representativa do nosso mundo.

G. Você acha que ainda existem estereótipos no setor?
K: Infelizmente, sim, e sempre haverá estereótipos, a menos que as pessoas se atrevam a ser diferentes e desafiem as convenções da indústria da beleza. É muito importante que as gerações mais jovens vejam a representação na vanguarda da indústria e vejam figuras diversas que podem ser seus modelos. Só espero seguir esse sentimento sendo eu mesmo e, esperançosamente, derrubar quaisquer barreiras ou obstáculos que enfrentar, a fim de pavimentar o caminho para outros que possam se relacionar comigo ou com minha jornada.

G: Qual o papel dos produtos de beleza e do autocuidado em sua vida?
K: Para mim, o autocuidado é uma forma de amor próprio, seja investindo nos cuidados com a pele, criando uma aparência ousada de maquiagem ou penteando o cabelo de uma maneira que faça você se sentir confiante.

G: Qual produtos de beleza você não abre mão?
Tenho dois itens que não dispenso por nada: hidratante e protetor solar. Muito importante!

G: Como ser mais sustentável na nossa rotina de beleza?
K: Atualmente, estou focado em reduzir meus resíduos de plástico, apoiar dietas sustentáveis e optar pelas opções de transporte mais sustentáveis e ecológicos sempre que possível. Em uma escala mais global, tento usar minhas redes para aumentar a conscientização sobre sustentabilidade e educação sobre as mudanças climáticas.



Mesmo que possa parecer prematuro chamar Katherine Langford de estrela, se alguém conjurar um relance de seus últimos anos se dará conta que não. Após o sucesso no mundo todo com a série da Netflix ’13 Reasons Why’, esta atriz australiana de 21 anos da um passo para o cinema com um dos filmes mais esperados do ano, ‘Com Amor, Simon’, e com um papel que, sem dúvida, lembra a Hannah Baker que a trouxe tãos bons momentos. O que ninguém nega é que Katherine tem demonstrado ter muito bom gosto escolhendo roteiros com um determinado conteúdo de atualidade e tratando temas polêmicos como o bullying, a depressão, a descriminação social ou o suicídio. E por isto ‘Com Amor, Simon’ é tão importante, porque ela interpreta Leah Burke, a melhor amiga do protagonista, um adolescente de 16 anos que não tem coragem de revelar sua orientação sexual até que um dia um de seus e-mails chega às mãos erradas e começa a ser chantageado com seu segredo. De tudo isso e de sua eminente carreira como atriz, conversamos com Katherine exclusivamente em Los Angeles.

Por que decidiu participar deste filme?
Eu me lembro que o roteiro me causou várias emoções, uma espécie de tornado que me afetou tanto que precisei aceitá-lo. Sou uma pessoa muito sensível e com ‘Com Amor, Simon’, me dei conta de que é uma versão de uma velha história que se repete. Acabava de terminar meu primeiro trabalho como atriz em ’13 Reasons Why’, e foi nesta época quando eu fiz o teste para o filme e eu tive certeza que eu queria fazer parte de uma história tão bonita.

Você tem apenas 21 anos, mas não tem medo de ficar rotulada com papéis de adolescente?
É verdade que eu só tenho interpretado adolescentes, mas eu reconheço que tenho tido muita sorte, porque, no fundo, são dois papéis muito diferentes.

Me fale sobre seu período de escola, antes de ser a atriz famosa que é atualmente.
É uma fase difícil para todo mundo, independentemente do lugar do mundo. Crescer não é fácil para ninguém. Eu tive sorte e aproveitei muitas experiências, frequentei uma escola para crianças talentosas durante os últimos três anos e tive um grupo de amigos muito liberal, muito solidário. Neste sentido, todos foram muito acolhedores, mas também escutei coisas loucas. Não sou imunes à estas outras experiências que as pessoas podem sofrer na escola.

Seus pais apoiaram a sua dedicação para isto?
Tive uma educação muito normal, já que meus pais não estavam envolvidos nesta indústria e sempre me apoiaram e trabalharam muito duro por mim. Eles sabiam que eu queria aproveitar meus momentos e foi isto que eu fiz. O que eu tenho certeza é que eu ainda tenho muito o que aprender e melhorar e, mesmo que os papéis que eu interpretei até então são parecidos, não tenho que me preocupar com os estereótipos, mas sim tentar participar de projetos que me motivem.

Por que decidiu ser atriz?
Desde pequena eu praticava vários esportes – eu era nadadora em nível internacional até os 14 anos – e eu gostava muito de música e interpretação. Quando encontro algo que realmente amo, algo em que eu me concentro e me foco, posso ser muito intensa. Quando me aceitaram na escola de superdotados e a quantidade de trabalho aumentou, decidi deixar a natação e me concentrar para ser atriz, porque é uma arte que me dá espaço para crescer como pessoa.

Nos seus trabalhos há uma forte carga social. Você sente a responsabilidade de contar histórias assim?
Sou muito jovem e muito sortuda por poder contar histórias que chegam às pessoas que vão além de mero entretenimento. Pessoalmente, meu público são pessoas jovem, quero estar ali para eles porque creio que é importante. Também usar as redes sociais para me aproximar de todos, quero estar a disposição deles e, por isto, usou meu nome e minha voz. Eu amo fazer parte do movimento Time’s Up pela magnitude internacional que há por trás disto e quero que meus seguidores saibam que estou com eles.

Falando sobre as redes sociais… Você está acostumada com elas?
Acho que tudo depende de como elas são utilizadas e, obviamente, de quanto e como você depende delas. As redes sociais tem suas vantagens e desvantagens, como tudo, mas permitem também que você se conecte com as pessoas, com uma comunidade global que as vezes pode ser benéfica e outras não… Pode-se encontrar fora de seu ambiente alguém para se relacionar, mas também a raiva e a inclusão global que gera expectativas pouco realistas. O assédio sem rosto, anônimo, não só estão colocando muitos jovens em cordas bambas, mas também sequer permitem que hajam consequências cara a cara. Senti que era importante fazer parte das redes sociais e criei meu perfil no instagram para todos os que precisam se comunicar ou expressar suas opiniões.

Você anunciou que não estará na terceira temporada de ’13 Reasons Why’. O que pode me contar sobre isto?
Sim, vai ser assim, mas esta série sempre será uma parte especial da minha vida.

Você gosta de investigar a parte psicológica dos seus personagens?
Na verdade, depende de cada projeto. Para a série, como é centrada em temas muitos pessoais, tive que conversar com vários psiquiatras, porque queria contar a história com sinceridade. No caso de ‘Com Amor, Simon’, não tive tempo nem achei que era necessário, mas eu li o livro em que se baseia o filme.

Confira scans da entrevista:



Katherine Langford figura na capa da edição mexicana de junho da revista Glamour. A revista trás uma entrevista e um photoshoot exclusivo realizado com a atriz. Confira a seguir:

No ano passado, o mundo ficou impactado (mas também encantado) com ’13 Reasons Why’. Como protagonista, o que isto significa para você?
É impressionante porque foi o primeiro trabalho que eu tive e eu não esperava isto tudo. Quando eu recebi a chamada, não tinha lido o livro e não percebi o potencial que esta história tinha, até que eu li, e logo depois gravamos. Inclusive neste momento, ninguém da equipe imaginávamos o quão popular seria e o quanto afetaria os espectadores.

Qual foi a primeira coisa que você pensou quando se inteirou bem do que se tratava?
Uma coisa engraçada é que as partes que me mandaram não era tão emocionais, na verdade, eram bastante rápidas, o que me pareceu vital, mais para interpretar Hannah, que é um personagem cheio de vida, cuja história vai se desenrolando pouco a pouco. E o que, na verdade, me atraiu ao projeto era as pessoas que estavam envolvidas: Tom McCarthy, que tinha acabado de ganhar um Oscar (por Spotlight), e o fato de ser algo da Netflix.

Acredita que o público tenha respondido corretamente à temática da série?
Creio que não há uma forma correta ou incorreta de responder a um programa. É televisão, um meio de entretenimento. Ao lidar com problemas e assuntos muitos séries, o que é mais bonito e fundamental é que a pessoa reaja em função de sua própria experiência, de sua história pessoal. Afinal, o que eu espero é que propicie discussões.

Você sente que o programa te ensinou lições valiosas sobre si mesma, sua carreira e sua vida?
Hannah me ensinou a ser uma pessoa mais corajosa. Conhecer os personagens me fez ser mais consciente de como eu tratava as pessoas, mas também a me preocupar e, ao menos, me questionar pelo que as outras pessoas estão passando. Agora que tive a oportunidade de estar em uma série, de conhecer os fãs ou a pessoa que simplesmente se aproxima para me dizer o quão meu trabalho significou para elas, fez eu me preocupar mais com as pessoas, especialmente com os jovens.

É emocionante ver como o público se conectou com a história. Como tem sido sua experiência neste aspecto?
Infelizmente, não tive a oportunidade conhecer tantos fãs quanto queria. Das gravações da primeira temporada, fui direto às coletivas de imprensa e depois disto, fui para as gravações da segunda temporada, sem parar. Mas quando tenho oportunidade de fazê-lo, tem sido algo extremamente positivo. Talvez por terem sido poucas, são experiências que realmente valorizo.

Você considera que a fama mudou a sua vida?
Esta pergunta sempre me faz refletir muito. A conclusão que eu tenho chegado é que a fama não muda muito você em si, como a reação que as pessoas tem perante à você, a qual, de certa maneira, pode fazer que você mude sua conduta. Mas eu me sinto igual, a integridade é uma coisa que eu valorizo, portanto sigo sendo a mesma. Apenas viajo um pouco mais e faço o que eu amo em uma plataforma mais visível.

O que pensa sobre as redes sociais? A série tem um ponto de vista estrito a este respeito.
Quando comecei, eu não tinha muita vontade de deixar minhas redes sociais públicas, porque sempre quis ser uma atriz reconhecida por seus méritos e não por sua popularidade. Mas com a série, eu as abri para que fosse um meio das pessoas que se identificaram com a Hannah se aproximassem. Agora que há passado um ano, mesmo que eu não leia todos os comentários e interações, pode ser positivo que algo assim nos aproxime, mas também pode ser devastador, já que estas vidas incríveis que vemos que as celebridades possuem podem fazer com que as pessoas mais jovens tenham expectativas pouco realistas.Agora mesmo, minhas aspirações em torno das redes sociais é simplesmente ser uma presença positiva em um mundo que pode ser bastante caótico.

Como se sente sabendo que milhões de pessoas vêem o que você faz?
Para mim, quando a série estreou e alguns de nós estávamos sendo reconhecidos pela primeira vez, foi surpreendente, não pela atenção do mundo, mas dos resultados das redes sociais: paparazzi, pessoas que te seguem até sua casa… Coisas que não estão bem. Seu estilo de vida muda quando começa a ser famoso e cada pessoa sente diferentes níveis de conforto em relação a isto, mas eu sempre tento manter uma postura positiva. Também tento não basear toda minha confiança ou minha autoestima no que as pessoas dizem no mundo virtual. Você tem que saber que nem o valor do seu trabalho nem de seu talento dependem das curtidas, nem da quantidade de pessoas que te segue.

Há pouco tempo você protagonizou ‘Com Amor, Simon’. Quais elementos você considera para aceitar um papel?
Ambos os projetos ressoaram nas pessoas de forma impactante, mas eu fiz ‘Com Amor, Simon’ antes de terminar de gravar ’13 Reasons Why’. Não escolhi nenhum dos dois personagens com o tema social em mente, mas isto é algo que me interessa e que eu apoio. Para mim, o que interessa, o que me move, é trabalhar com grandes criadores do cinema e com pessoas que admiro. Amo o trabalho cinematográfico acima de tudo, mas, quanto à justiça social, tento me filiar, seja através do cinema ou atuação, ou de plataformas com redes sociais ou em minha vida pessoal.

Pode me dizer como foi gravar cenas tão fortes, sendo seu primeiro papel protagonista? Deve ter requerido um grande trabalho emocional…
Quando começamos a gravar a primeira temporada, Tom McCarthy me deu um bom conselho: ‘Mantenha a leveza, porque temos um longo caminho adiante.” Tinha razão; foi uma viagem incrível para a minha personagem. No decorrer da série, primeiro vemos a Hannah tão cheia de luz e de vida e em seguida coisas que a vão apagando, assim que, quando chega a parte final, claro, que é mais complexo de se ver. No penúltimo capítulo, vemos a agressão sexual que Hannah sofre e é totalmente doloroso, é testemunha de algo terrível. E no 13º vemos o resultado de toda la conjunção de tudo que ela teve que enfrentar. Para mim, ao ser uma atriz jovem, que se mudou pela primeira vez para longe de sua família durante seis meses, que teve este papel tão importante, creio que os episódios finais foram muito bem pensados, tendo em vista que queríamos autenticidade, mas também tratar com o merecido respeito. A cena que gravei com Justin Prentice, que interpreta Bryce, foi tão deligada que acertou a todos nós, mas ele fez um grande trabalho, foi super profissional. Fazer um papel como o de Bryce foi difícil, sobretudo porque ele é muito diferente na vida real, é extremamente amável e generoso.

No ano passado estivemos presentes no set de gravações e vimos cenas de um julgamento. É interessante observar personagens tão jovens enfrentando situações muito adultas. Sem spoilers, que surpresas haverão na segunda temporada?
(Risos) Ainda bem que você falou dos spoilers, porque não posso falar muito! Mas vamos ver uma Hannah muito diferente, através dos olhos de alguém mas, seja por meio de memórias, flashbacks, alguns são verdade, outros não. Sempre a veremos filtrada. Acredito que isso foi um acerto por várias razões, requereu que eu confiasse muitíssimo em Brian Yorkey (diretor) e cada um dos diretores respeito que fazia falta onde estávamos indo. Vamos continuar o diálogo que começamos no ano passado, mas uma das coisas mais importantes é a busca pela justiça. É possível alcançar em um sistema corrupto? Da mesma forma, desenrolam-se a recuperação e a cicatrização de cada personagem. Exploraremos o que aconteceu com Jéssica, porque Hannah foi vítima de uma agressão sexual e Jessica é uma sobrevivente de uma agressão sexual, e a ter discussões transcendentais ao respeito. Estou muito feliz de ter sido incluída na segunda temporada. Acho que é algo chave para voltar e observar estes trajetos e que Hannah possa ter essas compensações.

Ao fazer parte de elenco novo, você acha que está vivendo uma era de mudança na TV?
Cobrimos vários temas vitais, mas acredito que não havia sido feito antes. O interessante, e o que causou muito efeito entre as pessoas, foi a maneira em que representamos estes assuntos. Agora há mais liberdade, por isto a televisão está se transformando.

Muitas atrizes no ano passado tiveram que lidar com problemas como a diferença salarial ou se sentirem pouco valorizadas. Neste ponto da sua carreira e com o que sabe agora, como pensa refletir essas lições que vamos aprendendo neste panorama que está mudando?
Estou fazendo apenas a minha carreira e trabalhei tão pouco que parece que tenho muito a aprender, no entanto, há muitas coisas que quero aprender. Mas, definitivamente, sinto que agora há uma consciência social ou uma mudança, particularmente para as mulheres, que faz eu me sentir com mais poder, mais forte e também estou mais consciente. Por exemplo, me sinto honrada de ter sido nomeada ao Globo de Ouro pela primeira temporada e foi uma noite incrível, mas o que também foi invrível foi a presença do movimento #TimesUp. Ser incluída nisto, em um evento assim, sendo tão jovem, e estar ao lado de dezenas de mulheres, não só mais maduras do que eu, mas também que ficaram anos lutando por isto, foi inspirador e revelador. Me fez refletir bastante na qualidade da indústria e isso filtra também na vida em geral, pelo menos para mim, creio que a arte e a vida tem uma relação simbiótica. Graças a isto estou mais consciente, inclusive sabendo que estou começando minha carreira e que ainda tenho muito o que aprender em termos de atuação, música e arte, mas também na vida. Estou emocionada por aproveitar cada etapa e vivê-las conforme vão chegando.

Comparando a ficção com realidade, em perspectiva, o que você faria de forma diferente que a Hannah?
Com sorte, espero que quando as pessoas vejam a série se deem conta de que Hannah poderia ter pedido ajuda e que, qualquer pessoa que precise, saiba que pode aumentar a voz. Também tentar ser essa pessoa que esteja presente para os outros e ser mais consciente a respeito do que nós somos e como podemos afetar os outros.

Nesta edição da Glamour, falamos de construir o futuro. Como você se vê em alguns anos?
Agora mesmo é uma boa fase para mim pois tenho a segunda temporada já na Netflix, tenho ‘Com Amor, Simon’ nos cinemas e tive uma nomeação ao Globo de Ouro. Pela primeira vez em anos, tenho um tempo para concentrar em mim mesma; como uma menina que está adentrando na casa dos 20, há muito adiante em termos de vida pessoa, mas também criativamente. Não quero me precipitar, mas estou muito emocionada por poder me aventurar e explorar todas as oportunidades que me oferecem. Vou investir meu tempo e energia em coisas que mais desejo realizar muito tempo, assim que já veremos (risos). Porém, confio que o futuro será artístico, feliz, criativo e que me permita fazer coisas que eu amo. É emocionante ser uma jovem mulher.

SCANS

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Fonte: Glamour

Quando a atriz de ’13 Reasons Why’ e ‘Com Amor Simon’, Katherine Langford, foi convidada para uma reunião do ‘Time’s Up’ antes do Globo de Ouro, ela ficou compreensívelmente afetada. “Eu acho que nós tivemos a oportunidade de ver muitas mudanças desde que as mulheres começaram a falar (sobre abuso sexual),” ela nos disse. “Para mim, não apenas ser uma jovem mulher – mas uma jovem mulher em Hollywood – é muito emponderador, particularmente quando está misturado com os recursos sociais que temos.”

Isso inclui se unir à mulheres poderas como Reese Witherspoon e Brie Larson. “Ter a oportunidade fazer parte do movimento ‘Time’s Up’ no Globo de Ouro e depois do evento, tem tido muito mais discussões que nos permite realmente conversar umas com as outras e unir uma formação tão global,” disse Langford. “Mesmo eu sendo bem jovem e tendo muito o que aprender, eu espero poder continuar usando minha plataforma para trazer os holofotes para assuntos que precisam ser falados e para emponderar as outras pessoas à minha volta.”

Mas quando ela mencionou o quão emocionada ela ficou em sua primeira reunião do ‘Time’s Up’durante uma recente aparição no ‘The Tonight Show Starring Jimmy Fallon’, ele encobriu o porque de ser tão importante para ela.

“Infelizmente, talvez tenha sido mal interpretado o fato de eu estar extremamente emocionada ou muito interessada pelo fator da fama,” Langford explicou. E mesmo ela admitindo que talvez isso faça parte, o real motivo de ela ficar tão emocionada é devido ao poder, à mudança e à discussão que estava acontecendo no momento. “Ser uma mulher que acabou de começar a carreira, é tão inspirador ver essas outras atrizes que são tão solidificadas e talentosas falando e colocando seus próprios nomes para o mundo para ciar a mudança,” ela disse. “Eu acho que este foi o motivo de eu estar tão emocionada – porque ELAS estão falando e pelo que ELAS estão fazendo, isso significa que eu nunca vou precisar passar pelas coisas que elas passaram.”

“É uma mistura de respeito, admiração, gradição e apreciação,” Langford continuou. “Isso também me deixa mais inspirada e emponderada para passar o bastão adiante e agir. Essas mulheres estão segurando a porta aberta para mim, para que eu possa continuar segurando a porta e continuar as discussões. (Eu quero) que as pessoas venham até mim para se beneficiar do que eu tive que passar e do trabalho que foi feito.”

Parte deste trabalho é selecionar papéis que empurra a indústria para frente – como as discussões de saúde mental abordada em seu papel em ’13 Reasons Why’ ou a história de se assumir em ‘Com Amor, Simon’, nos cinemas atualmente. (Langford interpreta a melhor amiga do protagonista)

A beleza deste filme é que é uma história de se assumir relevante para a idade, independente da sexualidade ou gênero. “Há vários personages que o público podem se identificar, e eles irão se identificar baseados em suas histórias pessoais e contexto,” ela explica. “Para mim, (minha personagem) tem uma história tão importante e uma jornada que ela enfrenta durante o filme e, uma delas, é tentar se encontrar. Ela possui uma espécie de armadura e é desta forma porque ela possui essas inseguranças sobre sua aparência, seu corpo e sobre quem ela é. No ensino médio, especificamente, há esse desejo desesperado de ser autêntico à si mesmo, mas, por outro lado, a busca incessante para descobrir quem você é.”

Para Langford, alguns têm a impressão de que ela tem tudo sob controle – pelo menos, no que se refere a sua navegação em Hollywood. “Quando ’13 Reasons Why’ estreou, eu tinha um grupo de pessoas tão diligentes à mnha volta que me apoiaram muito e me encorajaram a permanecer exatamente do jeito que eu era,” ela disse. “(Por causa disto), eu sinto que eu não foi afetada adversamente e eu acho que é porque eu valorizo a integridade e valorizo ser verdadeira.”



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