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Katherine Langford figura na capa da edição mexicana de junho da revista Glamour. A revista trás uma entrevista e um photoshoot exclusivo realizado com a atriz. Confira a seguir:

No ano passado, o mundo ficou impactado (mas também encantado) com ’13 Reasons Why’. Como protagonista, o que isto significa para você?
É impressionante porque foi o primeiro trabalho que eu tive e eu não esperava isto tudo. Quando eu recebi a chamada, não tinha lido o livro e não percebi o potencial que esta história tinha, até que eu li, e logo depois gravamos. Inclusive neste momento, ninguém da equipe imaginávamos o quão popular seria e o quanto afetaria os espectadores.

Qual foi a primeira coisa que você pensou quando se inteirou bem do que se tratava?
Uma coisa engraçada é que as partes que me mandaram não era tão emocionais, na verdade, eram bastante rápidas, o que me pareceu vital, mais para interpretar Hannah, que é um personagem cheio de vida, cuja história vai se desenrolando pouco a pouco. E o que, na verdade, me atraiu ao projeto era as pessoas que estavam envolvidas: Tom McCarthy, que tinha acabado de ganhar um Oscar (por Spotlight), e o fato de ser algo da Netflix.

Acredita que o público tenha respondido corretamente à temática da série?
Creio que não há uma forma correta ou incorreta de responder a um programa. É televisão, um meio de entretenimento. Ao lidar com problemas e assuntos muitos séries, o que é mais bonito e fundamental é que a pessoa reaja em função de sua própria experiência, de sua história pessoal. Afinal, o que eu espero é que propicie discussões.

Você sente que o programa te ensinou lições valiosas sobre si mesma, sua carreira e sua vida?
Hannah me ensinou a ser uma pessoa mais corajosa. Conhecer os personagens me fez ser mais consciente de como eu tratava as pessoas, mas também a me preocupar e, ao menos, me questionar pelo que as outras pessoas estão passando. Agora que tive a oportunidade de estar em uma série, de conhecer os fãs ou a pessoa que simplesmente se aproxima para me dizer o quão meu trabalho significou para elas, fez eu me preocupar mais com as pessoas, especialmente com os jovens.

É emocionante ver como o público se conectou com a história. Como tem sido sua experiência neste aspecto?
Infelizmente, não tive a oportunidade conhecer tantos fãs quanto queria. Das gravações da primeira temporada, fui direto às coletivas de imprensa e depois disto, fui para as gravações da segunda temporada, sem parar. Mas quando tenho oportunidade de fazê-lo, tem sido algo extremamente positivo. Talvez por terem sido poucas, são experiências que realmente valorizo.

Você considera que a fama mudou a sua vida?
Esta pergunta sempre me faz refletir muito. A conclusão que eu tenho chegado é que a fama não muda muito você em si, como a reação que as pessoas tem perante à você, a qual, de certa maneira, pode fazer que você mude sua conduta. Mas eu me sinto igual, a integridade é uma coisa que eu valorizo, portanto sigo sendo a mesma. Apenas viajo um pouco mais e faço o que eu amo em uma plataforma mais visível.

O que pensa sobre as redes sociais? A série tem um ponto de vista estrito a este respeito.
Quando comecei, eu não tinha muita vontade de deixar minhas redes sociais públicas, porque sempre quis ser uma atriz reconhecida por seus méritos e não por sua popularidade. Mas com a série, eu as abri para que fosse um meio das pessoas que se identificaram com a Hannah se aproximassem. Agora que há passado um ano, mesmo que eu não leia todos os comentários e interações, pode ser positivo que algo assim nos aproxime, mas também pode ser devastador, já que estas vidas incríveis que vemos que as celebridades possuem podem fazer com que as pessoas mais jovens tenham expectativas pouco realistas.Agora mesmo, minhas aspirações em torno das redes sociais é simplesmente ser uma presença positiva em um mundo que pode ser bastante caótico.

Como se sente sabendo que milhões de pessoas vêem o que você faz?
Para mim, quando a série estreou e alguns de nós estávamos sendo reconhecidos pela primeira vez, foi surpreendente, não pela atenção do mundo, mas dos resultados das redes sociais: paparazzi, pessoas que te seguem até sua casa… Coisas que não estão bem. Seu estilo de vida muda quando começa a ser famoso e cada pessoa sente diferentes níveis de conforto em relação a isto, mas eu sempre tento manter uma postura positiva. Também tento não basear toda minha confiança ou minha autoestima no que as pessoas dizem no mundo virtual. Você tem que saber que nem o valor do seu trabalho nem de seu talento dependem das curtidas, nem da quantidade de pessoas que te segue.

Há pouco tempo você protagonizou ‘Com Amor, Simon’. Quais elementos você considera para aceitar um papel?
Ambos os projetos ressoaram nas pessoas de forma impactante, mas eu fiz ‘Com Amor, Simon’ antes de terminar de gravar ’13 Reasons Why’. Não escolhi nenhum dos dois personagens com o tema social em mente, mas isto é algo que me interessa e que eu apoio. Para mim, o que interessa, o que me move, é trabalhar com grandes criadores do cinema e com pessoas que admiro. Amo o trabalho cinematográfico acima de tudo, mas, quanto à justiça social, tento me filiar, seja através do cinema ou atuação, ou de plataformas com redes sociais ou em minha vida pessoal.

Pode me dizer como foi gravar cenas tão fortes, sendo seu primeiro papel protagonista? Deve ter requerido um grande trabalho emocional…
Quando começamos a gravar a primeira temporada, Tom McCarthy me deu um bom conselho: ‘Mantenha a leveza, porque temos um longo caminho adiante.” Tinha razão; foi uma viagem incrível para a minha personagem. No decorrer da série, primeiro vemos a Hannah tão cheia de luz e de vida e em seguida coisas que a vão apagando, assim que, quando chega a parte final, claro, que é mais complexo de se ver. No penúltimo capítulo, vemos a agressão sexual que Hannah sofre e é totalmente doloroso, é testemunha de algo terrível. E no 13º vemos o resultado de toda la conjunção de tudo que ela teve que enfrentar. Para mim, ao ser uma atriz jovem, que se mudou pela primeira vez para longe de sua família durante seis meses, que teve este papel tão importante, creio que os episódios finais foram muito bem pensados, tendo em vista que queríamos autenticidade, mas também tratar com o merecido respeito. A cena que gravei com Justin Prentice, que interpreta Bryce, foi tão deligada que acertou a todos nós, mas ele fez um grande trabalho, foi super profissional. Fazer um papel como o de Bryce foi difícil, sobretudo porque ele é muito diferente na vida real, é extremamente amável e generoso.

No ano passado estivemos presentes no set de gravações e vimos cenas de um julgamento. É interessante observar personagens tão jovens enfrentando situações muito adultas. Sem spoilers, que surpresas haverão na segunda temporada?
(Risos) Ainda bem que você falou dos spoilers, porque não posso falar muito! Mas vamos ver uma Hannah muito diferente, através dos olhos de alguém mas, seja por meio de memórias, flashbacks, alguns são verdade, outros não. Sempre a veremos filtrada. Acredito que isso foi um acerto por várias razões, requereu que eu confiasse muitíssimo em Brian Yorkey (diretor) e cada um dos diretores respeito que fazia falta onde estávamos indo. Vamos continuar o diálogo que começamos no ano passado, mas uma das coisas mais importantes é a busca pela justiça. É possível alcançar em um sistema corrupto? Da mesma forma, desenrolam-se a recuperação e a cicatrização de cada personagem. Exploraremos o que aconteceu com Jéssica, porque Hannah foi vítima de uma agressão sexual e Jessica é uma sobrevivente de uma agressão sexual, e a ter discussões transcendentais ao respeito. Estou muito feliz de ter sido incluída na segunda temporada. Acho que é algo chave para voltar e observar estes trajetos e que Hannah possa ter essas compensações.

Ao fazer parte de elenco novo, você acha que está vivendo uma era de mudança na TV?
Cobrimos vários temas vitais, mas acredito que não havia sido feito antes. O interessante, e o que causou muito efeito entre as pessoas, foi a maneira em que representamos estes assuntos. Agora há mais liberdade, por isto a televisão está se transformando.

Muitas atrizes no ano passado tiveram que lidar com problemas como a diferença salarial ou se sentirem pouco valorizadas. Neste ponto da sua carreira e com o que sabe agora, como pensa refletir essas lições que vamos aprendendo neste panorama que está mudando?
Estou fazendo apenas a minha carreira e trabalhei tão pouco que parece que tenho muito a aprender, no entanto, há muitas coisas que quero aprender. Mas, definitivamente, sinto que agora há uma consciência social ou uma mudança, particularmente para as mulheres, que faz eu me sentir com mais poder, mais forte e também estou mais consciente. Por exemplo, me sinto honrada de ter sido nomeada ao Globo de Ouro pela primeira temporada e foi uma noite incrível, mas o que também foi invrível foi a presença do movimento #TimesUp. Ser incluída nisto, em um evento assim, sendo tão jovem, e estar ao lado de dezenas de mulheres, não só mais maduras do que eu, mas também que ficaram anos lutando por isto, foi inspirador e revelador. Me fez refletir bastante na qualidade da indústria e isso filtra também na vida em geral, pelo menos para mim, creio que a arte e a vida tem uma relação simbiótica. Graças a isto estou mais consciente, inclusive sabendo que estou começando minha carreira e que ainda tenho muito o que aprender em termos de atuação, música e arte, mas também na vida. Estou emocionada por aproveitar cada etapa e vivê-las conforme vão chegando.

Comparando a ficção com realidade, em perspectiva, o que você faria de forma diferente que a Hannah?
Com sorte, espero que quando as pessoas vejam a série se deem conta de que Hannah poderia ter pedido ajuda e que, qualquer pessoa que precise, saiba que pode aumentar a voz. Também tentar ser essa pessoa que esteja presente para os outros e ser mais consciente a respeito do que nós somos e como podemos afetar os outros.

Nesta edição da Glamour, falamos de construir o futuro. Como você se vê em alguns anos?
Agora mesmo é uma boa fase para mim pois tenho a segunda temporada já na Netflix, tenho ‘Com Amor, Simon’ nos cinemas e tive uma nomeação ao Globo de Ouro. Pela primeira vez em anos, tenho um tempo para concentrar em mim mesma; como uma menina que está adentrando na casa dos 20, há muito adiante em termos de vida pessoa, mas também criativamente. Não quero me precipitar, mas estou muito emocionada por poder me aventurar e explorar todas as oportunidades que me oferecem. Vou investir meu tempo e energia em coisas que mais desejo realizar muito tempo, assim que já veremos (risos). Porém, confio que o futuro será artístico, feliz, criativo e que me permita fazer coisas que eu amo. É emocionante ser uma jovem mulher.

SCANS

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