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Fonte: Publimetro

Baseada no livro homônimo e best-seller, ‘Cursed’ é uma nova versão da lenda do rei Arthur, contada através dos olhos de Nimue, uma jovem com um legado estranho que está destinada a se tornar a ‘Senhora do Lago’, uma mulher com uma história poderosa ainda que trágica.

Quando perde sua mãe, Nimue embarca em uma viagem junto com o mercenário Arthur, com quem sai em busca de Merlin. No caminho, deparam-se com diversos obstáculos que colocam em prova a coragem de Nimue.

‘Cursed’ é uma história de transição para a idade adulta e, mesmo se passando na Idade Média, os assuntos que são abordados são de interesse desta época: a destruição da natureza, o terror religioso, uma guerra sem sentido, dentre outros.

Criada por Tom Wheeler e Frank Miller, a série é protagonizada por Katherine Langford, que interpreta Nimue, além de Devon Terrell (Arthur) e Gustaf Skarsgård (Merlin).

“‘Cursed’ é uma história de ficção fantástica e épica, baseada em uma lenda arturiana, ‘A Senhora do Lago'”, disse Katherine Langford, que relatou como sua personagem se transforma diante dos olhos de todos na série.

“Acompanhamos a vida de uma jovem chamada Nimue, que vai de uma pessoa inquieta e marginalizada para ser, em muitos sentidos, a mártir de todo o povo. No começo da série, vemos a Nimue como uma jovem que está deixando de ser adolescente e se tornando uma adulta e ainda está limitada pelo fato de que ainda depende, de certa forma, de outras pessoa, mas, ao mesmo tempo, também quer explorar o mundo e ver algo diferente. Ela deixa de ser alguém muito solitária e passa a ser alguém que ajuda os outros, que desperta liberdade e coragem nas pessoas que sentem-se indefesas,” acrescentou.

A história tem vários componentes, entre eles alguns de época, fantasia e história. Para a atriz australiana, esta é “uma história que empodera”, pois apesar de ter momentos de tragédia, também há romance, bem como momentos graciosos e devastadores.

“Em geral, é uma história genial. Acreditamos que sabemos muito desta história, mas nunca a vimos desta forma. O que eu amo, em particular, é que possui todos os elementos maravilhosos, mágicos e fantásticos que os amantes de fantasia e história gostam, assim como eu. Vemos homens, reis, a princesa e os magos passarem pelas loucuras que precisam passar. Todas as batalhas, as perdas, a tragédia… E você pensa “Nossa, é muito difícil”, mas, por outro lado, temos uma hsitória contada através dos olhos de uma mulher. Haviam muitas doenças e traições, mas também há os obstáculos de ser uma mulher naquela época. Faz com que eu me sinta inspirada, porque não era difícil sobreviver só como pessoa, mas também como mulher,” disse Katherine.

Sobre outro tema, a atriz também se mostrou orgulhosa por fazer parte de uma série que tem uma personagem feminina forte no centro da história. Reconheceu que é algo que tem acontecido nos últimos anos e confessou que este aspecto foi o que a atraiu definitivamente para fazer parte da produção. “Na época em que a história de ‘Cursed’ se passa, as mulheres precisavam ser muito fortes, portanto foi um privilégio interpretá-la e não esconder a força dela. Quando eu recebi o roteiro, eu em senti imediatamente atraída, pois o Tom Wheeler fez um ótimo trabalho transformando esta história em série.”



Fonte: Elle Rússia

No início do verão, a L’Oreal Paris revelou Katherine Langford como embaixadora de beleza da marca internacional. Assim, uma das atrizes mais promissoras de Hollywood, conhecida pelos projetos “Entre Facas e Segredos” e “Com Amor, Simon”, ficou em pé de igualdade com as lendárias musas da marca: de Jane Fonda a Amber Heard. Segredos de beleza de um novo “modelo”, minutos de fama e projetos para a Netflix – em entrevista à ELLE russa.

Como começou sua colaboração com a L’Oreal Paris? Qual foi sua primeira reação à proposta deles de colaborar?
Eu sempre gostei de maquiagem em filmes, sempre fez parte do meu trabalho, gosto do processo de ser pintada por maquiadores. Mas na vida cotidiana eu prefiro um mínimo de maquiagem, uma imagem muito neutra e simples. Há alguns anos, cheguei a uma reunião no amplo e bonito escritório da L’Oreal Paris em Nova York, e ninguém ficou envergonhado por eu não estar usando maquiagem, todo mundo gostou da minha aparência natural. E para mim – essa abordagem é importante para mim que a cooperação com as principais marcas traduza idéias importantes e corretas que eu me sustento. Portanto, quando a L’Oreal me ofereceu uma colaboração (isso foi no ano passado durante a Paris Fashion Week), e eu mesma aprendi mais sobre história, sobre seus produtos e valores, concordei sem hesitar. Conheço e amo essa marca desde a infância e fico feliz que seja a primeira marca que eu colaboro.

O que torna a L’Oréal especial para você pessoalmente?
Como eu disse, eu cresci com os cosméticos L’Oreal, como muitas outras mulheres. Lembro-me do meu primeiro rímel, a primeira base L’Oreal e sinto uma certa conexão com a marca. Além disso, admiro o conceito da marca, o desejo deles de inspirar mulheres em todo o mundo. O slogan “Você merece” é uma mensagem forte e muito significativa que define o DNA da marca. Tenho a honra de fazer parte da campanha e de transmitir esta mensagem.

Qual é a sua primeira lembrança de maquiagem?
Essas memórias começam desde a infância, quando olhei para minha mãe, queria ser como ela e secretamente pintei meus lábios com seu batom. Mas o momento mais memorável aconteceu aos 16 anos. Encontrei esmalte roxo com partículas de glitter e decidi que queria essa cor nos meus lábios … e achei que duraria para sempre. Sem pensar duas vezes, realizei meu sonho e pintei meus lábios com esmalte. Sim, foi uma loucura, minha mãe tentou por muito tempo remover essa cor roxa da minha boca.

Qual embaixadora da L’Oréal você considera sua musa?
É tão difícil escolher apenas uma pessoa, as embaixadoras da L’Oréal são todas muito diferentes e cada uma é bonita à sua maneira. Sou inspirada por todos, de Jane Fonda à Helen Mirren, ícones reais, atrizes talentosas, ativistas que me inspiram tanto, a outras mulheres incríveis – Viola Davis e Amber Heard. Eu acho que cada uma das embaixadoras da marca inspira e faz do mundo um lugar melhor.

Você se lembra do momento em que acordou famosa?
Um dia, durante as filmagens de ‘Com Amor, Simon’ em Atlanta, minha equipe e eu decidimos viajar para a cidade vizinha de Savannah para passar um fim de semana lá. Jantamos em um pequeno restaurante e a garçonete me reconheceu, depois duas meninas apareceram, depois outra pessoa – e assim continuou o fim de semana inteiro. Eu nem sabia como reagir, era a primeira vez que acontece isto comigo. Felizmente, tive colegas mais experientes comigo que me ajudaram com isso.

Que novos hábitos você descobriu durante o seu isolamento e continuará a praticá-los?
Claro, a situação no mundo continua crítica e muitas pessoas estão passando por eventos trágicos, mas eu gostaria de ver o lado positivo também. A quarentena voltou minha atenção para coisas mais significativas e importantes. Comecei a me comunicar mais com minha família e amigos, dedicando tempo para dormir, ler, cuidar da pele e a fazer uma rotina que nunca tive tempo.

Você pode nos contar um pouco sobre seu papel na nova série da Netflix, ‘Cursed’?
A série reconta uma das lendas do ciclo arturiano. Interpreto o papel da jovem Nimue, que se torna a ’Senhora do Lago’. Muito corajosa, Nimue parte em busca de uma espada antiga que ajudará a justiça a prevalecer. Esta é uma história misteriosa e interessante, muito interessante de assistir. As filmagens ocorreram na Inglaterra, onde muitas vezes tivemos azar com o clima e testemunhamos eventos estranhos. Nevou um dia no meio do verão no País de Gales. Foi fantástico!

Você sai facilmente do personagem ou fica com em seu personagem por um tempo?
Depende se eu estou fazendo um filme ou uma série. Depende muito mais do próprio personagem. Trabalhei em ‘Entre Facas e Segredos’ com uma equipe grande e maravilhosa de profissionais, e essa experiência sempre ficará comigo, como meu personagem. Mas é completamente diferente quando você está filmando uma série: há mais tempo para estudar o herói, entender seu personagem, descobrir seus pontos fortes e fracos. Deixar esse papel é sempre mais difícil. Por exemplo, algumas das coisas que aprendi com meu personagem Nimue na série Netflix definitivamente ficarão comigo, se não por toda a vida, ficarão por um tempo.

Quais são suas principais regras ou truques de beleza?
Eu uso protetor solar diariamente, isso é muito importante. A segunda regra importante é manter o equilíbrio da água, isso melhora a condição da pele. E o terceiro é o cuidado labial.



Fonte: The Sydney Morning Herald

Nenhuma história é mais britânica do que a lenda do Rei Arthur, que é o que torna tão marcante o fato de três australianos estarem estrelando em ‘Cursed’ da Netflix, um reconto da história.

“O quão maravilhoso é ter australianos como protagonistas dessa série enorme,” diz Katherine Langford da Suécia, onde a estrela de ’13 Reasons Why’ passou seu lockdown tentando aprender francês e violão. “Eu sempre fui muito empolgada com o talento lá da Austrália, mas o fato de trazer para um palco internacional e que nós estamos fazendo isto mais vezes me deixa tão empolgada.”

“Eu conheço a Katherine há uns quatro anos,” diz Devon Terrell, que interpreta Arthur na série, fazendo sua estreia na Netflix como um jovem Barack Obama em ‘Barry’, de 2016. Eles se encontraram pela primeira vez na première do filme, ele acrescentou, “e nós nos demos bem logo de cara, dissemos que adoraríamos trabalhar juntos um dia, mas a indústria é tão grande e você nunca sabe se isto irá acontecer.”

(…)

Mas deeixando o orgulho australiano de lado, o maior tópico de discussão provavelmente é o fato do Arthur ser preto.

Quando as primeiras imagens surgiram do Devon, cujo pai é Americano Africano e mãe é Australiana Indiana, o retrocesso foi tão previsível quanto foi rápido.

“É incrível nós termos um Arthur preto e isso deve ser reconhecido,” diz katherine. “Mas o fato de as pessoas estarem fazendo comentários maldosos demonstra o quanto nós precisamos aprender e o quanto nós ainda precisamos crescer.”



Fonte: CBR

A recente moda de mudança de gênero nas propriedades do protagonismo masculino – de Ghostbusters para Ocean’s 8 — aparentaria, de primeira, se aplicar à ‘Cursed’ de Tom Wheeler e Frank Miller. A novela ilustrada, que foi escolhida para uma adaptação televisiva da Netflix antes de ser publicada, coloca uma mulher no centro de romances Arthurianos. “A lenda diz que esta espada pertence a um verdadeiro rei,” o primeiro trailer nos diaz. “mas e se a espeda escolher uma rainha?”

Uma versão feminina do Rei Arthur tem um toque próprio, mas ao invés de escolher o caminh óbvio, ‘Cursed’ opta, no entanto, pelo enxerto da ascenção à prominência de Once and Future King na era Medieval Britânica com diversos personagens pouco usados – Nimue, a futura ‘Senhora do Lago’, interpretada por Katherine Langford (’13 Reasons Why’, ‘Com Amor, Simon’, ‘Entre Facas e Segredos’) na série da Netflix. Ao fazer isto, Wheeler e Miller abre as regras do mito para uma reinvenção radical para um público completamente novo.

Ao conversar com o CBR e outros membros da imprensa no set na Inglaterra no último verão, Katherine descreveu seu personagem como tendo “uma jornada incrível e meio épica. Por um lado, ela está passando por esta jornada de luto, perda pessoal e também crescimento pessoal, e por outro lado, meio que o grande desafio de superar as adversidades. E uma das coisas mais legais que eu acho que eu percebi enquanto interpretava a Nimue nesta série e nas lendas Arthurianas, é que ela meio que representa coragem. E eu acho que ela é um farol colorido e também uma heroína muito interessante neste mundo.”

O papel de mulheres em histórias de fantasia passou por uma mudança na última década ou algo do tipo. Mantendo-se nos ombros de heroínas de filmes de ação como Sarah Connor e Ellen Ripley, Katniss Everdeen de ‘Jogos Vorazes’ lembrou ao atual público que mulheres não apenas fazem o levantamento de peso pesado demandado por uma franquia fantástica cara, mas também a leva para um grande sucesso comercial. Enquanto há muito para se criticar no estereótimo simplista de personagem feminina forte, é uma melhora marcada no lugar tradicional das mulheres no gênero: ou o troféu da missão ou o par amoroso de alguém. Esses papéis foram integrais para as histórias de cavalaria e expedições santas.

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Katherine demonstrou estar bem ciente do quão raros são papéis de mulheres protagonistas nessa área, que foi o que a atraiu para o papel em ‘Cursed’.

“É engraçado, eu sempre meio que fui uma amante secreta de fantasia, de ficção científica e do Frank Miller. Então quando eu li o manuscrito inicialmente de Tom Wheeler, foi algo que me chamou a atenção como leitora. (…) Essa é realmente a primeira vez que nós vemos esta história – uma história antiga – contada através dos olhos de uma mulher e eu lembro, para mim, que eu cresci assistindo pessoas como Angelina Jolie em ‘Tomb Raider’ e Jennifer Lawrence em ‘Jogos Vorazes’… Esse tipo de exemplo e personagens foram tão inspiradores para mim, poder ver este gênero e esta história em particular através de alguém com quem eu consigo me relacionar e que outras mulheres e garotas também consigam, para mim é muito especial.”

“Quando eu cheguei três semanas antes de nós começarmos a filmar para aprender a andar a cavalo e a lutar com espadas, nós estávamos escolhendo a Espada (do Poder) e conforme nós passávamos pelo figurino, eles estavam me mostrando diversas espadas para experimentar e ver se elas combinavam. E eles disseram, esta é a do Russell Crowe de ‘Gladiador’ ou esta é a do Timothée Chalamet, essa é a do Chris Pine… Mas poder segurar uma espada e saber que há uma mulher que é assim neste universo – foi muito legal.” Assim como ‘Gladiador’, Katherine também citou Robin Hood: Prince of Thieves de 1991 e A Knight’s Tale como favoritos do gênero, acrescentando que ela passava grandes fins de semanas preguiçosos assistindo os filmes de ‘Senhor dos Anéis’. Em termos de personagem, Capitã Janeway de Star Trek: Voyager, que ela cresceu assistindo, foi uma figura inspiradora.

A história de ‘Cursed’ tem fortes sub-fundações históricas, entrelaçando invasões Vikings, caça à bruxas e o terrível cenário de um local politicamente instável com magia e misticismo. Para Katherine, isto permitiu que ela contextualizasse a luta da Nimue no clima social da época.

“Uma das primeiras conversas que eu tive com a Zetne (Fuentes), que dirigiu os dois primeiros episódios foi sobre a Nimue como pessoa. Você olha para esses heróis e geralmente, eles são contados de uma perspectiva masculina. Então, o que foi interessante foi olhar para a história de uma mulher que está sendo retratada como heroína e perguntando quais eram os desafios que ela enfrenta? O que era diferente? E também, como você os superaria?”

“Naquela época, como uma garota, você cresce nunca acreditando ou nunca sequer pensando que você poderia estar em uma posição de poder — que você pode ser um rei. E então quando a Nimue recebe a espada pela primeira vez, isso nem passa pela cabeça dela. Uma coisa interessante é que, no decorrer da série, todos os homens buscam poder mas geralmente, quando lhe é dado, eles destroem ou usam da forma errada. Enquanto todas as mulheres desta série não procuram poder, mas mesmo assim de alguma forma elas têm poder e aquela responsabilidade dada à elas. E eu acho que porque elas não procuram, elas passam a ser líderes com o poder e tendo apenas intenções puras.”

A oportunidade de explorar esses problemas é o que Katherine acha que faz de ‘Cursed’ uma abordagem “relevante” de verdade em seu material fonte para o público atual, “ao invés de apenas ser uma história de herói que nós estamos inserindo um personagem feminino no meio.” Isso foi traduzido no guarda-roupas da personagem dela, o que fez a atriz perceber o quão em desvantagem as mulheres daquela época estavam, mesmo nas facetas mais inocentes de suas vidas.

“O que tem sido incrivelmente perspicaz em fazer isto com um componente físico é que as mulheres lutam de forma diferente. E também vocie percebe que na Idade Média, quando esta história se passa, há tantas coisas que impediam as mulheres de se tornar essas heroínas — algo tão básico como as roupas dela, por exemplo, a base do que você usa todos os dias. A Nimue muda o visual dela conforme avançamos na série por causa do estilo, mas também pela funcionalidade. Quando eu tentei subir em um cavalo pela primeira vez no começo da temporada, eu estava usando um vestido e (…) eu fisicamente não conseguia subir e você pensa nossa, algo tão básico como a sua roupa impediu você de simplesmente fazer coisas funcionais.”

Fantasia é inescapavelmente influenciado pelas experiências e pelas visões de mundo do criador, independente do quão longe esteja de duendes, Deuses e espadas mágicas. Assim como assuntos de gênero, a luta entre religião e mágica em ‘Cursed’ que a Nimue se encontra envolvida, em essência, natureza revidando contra a civilização humana. Em um senso mais universal, este conflito cria uma conexão próxima através das eras de um período de tremenda agitação até o nosso atual.

“Muitos dos tópicos das adversidades que os personagens enfrentam na série, como opressão religiosa, opressão de minorias, humanos destruindo a natureza — são coisas que nós conseguimos nos identificar,” Katherine ressaltou. “Quer dizer, a Amazônia acabou de pegar fogo, o que é um grande revvés para o nosso mundo. E também ter a oportunidade de assistir isto através de ‘Cursed’, você percebe que eles estão lidando com coisas muito parecidas com o que nós estamos atualmente. Eu acho que isso talvez vá ressoar com o público – sabendo que, sim, esta é uma história antiga. Sim, pode ser fantasia, mas também é humana, atual e relevante.”



Fonte: Cosmopolitan Filipinas

Aqui na Cosmo, nós somos grande fãs de filmes e séries com personagens femininas fortes e uma série como ‘Cursed’, que é o reconto das famosas lendas Arthurianas que foca na misteriosa ‘Senhora do Lago’! Acrescente isso ao fato de que é estrelado pela talentosa atriz australiana e estrela de ’13 Reasons Why’, Katherine Langford.

‘Cursed’ – que está agora disponível na Netflix – é baseada na novela ilustrada de mesmo nome de Thomas Wheeler e Frank Miller. Conta a história da jovem Nimue (Katherine), uma garota que tem poderes extraordinários e qeu está destinada a ser a ‘Senhora do Lago’. Ela embarca em uma missão para entregar a lendária espada (conhecida pela maioria de nós como Excalibur) para o mago Merlin (Gustaf Skarsgard), e conhece um mercenário chamado Arthur (Devon Terrell) no caminho! Ela também acaba encontrando os Paladinos Vermelhos, um grupo religioso que mira em “limpar” o mundo e remover aqueles que “não são limpos”.

Durante uma conferência de vídeo, a Cosmopolitan Filipinas teve a oportunidade de conversar com as estrelas de ‘Cursed’ Katherine Langford e Gustaf sobre a relevância da série, seus personagens femininos favoritos e a preparação intensa deles para a série!

Como você se preparou para a série?
Eu cresci sendo uma grande fã de fantasia e meio que de ação. Eu lembro de assistir Jennifer Lawrence como Katniss Everdeen e Angelina Jolie em Tomb Raider. Mas para mim, este projeto foi um desafio completamente novo, não apenas em termos de gênero, mas também em termos de preparação. Eu acho que na preparação, grande parte dela foi aprender a lutar com espadas, a fazer acrobacias, aprender a andar a cavalo. Nós fizemos isto em um per´ôdo curto de tempo e meio que fomos direto para as filmagens e então mantivemos durante toda as gravações.

O que eu realmente amei no desenvolvimento e o que eu realmente quis abordar foi que nós estávamos contando a história de uma heroína de verdade. Uma história que meio que reconhece a experiência feminina de se tornar um herói, com todos esses obstáculos que surgem no caminho dela. Então quando eu estava olhando, não muito para a equitação, mas particularmente para a luta com espadas, a armaria que nós vemos tem sido utilizada, tradicionalmente, é toda feita para homens e para a forma que eles lutam. E é bem diferente como mulher, como você usa sua fisicalidade e como você usa suas forças. Então eu trabalhei muito com o nosso cordenador de luta para meio que desenvolver este estilo que fosse único para a Nimue. E quando você assiste, ele é bem fluído, quase de uma forma japonesa. E isso meio que tem a ver com a forma que ela usa magia com a espada e também como ela luta e as forças dela.

Como você se recuperou dessas gravações desafiadoras?
Eu acho que eu provavelmente dormi por quatro dias quando nós acabamos as filmagens. Mas em toda seriedade, eu acho que conforme o tempo passava, é uma habilidade que vocie precisa aprender… Eu passei a ter muito mais respeito por séries como esta e séries desta escala que lidam com todos esses componentes diferentes e habilidades. Porque realmente te faz entender porque pessoas treinam por oito, doze meses para elas. Mas também, no fim do dia, você sempre deseja ter tido mais tempo. Mas eu realmente amo este elemento da personagem da Nimue e da jornada dela. Eu era nadadora. Então, como uma ex atleta, qualquer oportunidade para usar o meu corpo foi realmente empolgante.

De uma forma engraçada, eu descobri que quando nós estamos na água fria, ou quando nós estávamos fazendo essas gravações difíceis, realmente acrescentava muito para a personagem. E foi bom de certa forma porque todo mundo meio que precisava se unir para sobreviver às gravações e criar o que nós criamos. Então de várias formas, mesmo sendo – eu acho – desafiador às vezes, também é muito recompensador. E em um sentido, isto meio que anula o desafio de tudo porque traz muita alegria, simplesmente fazer parte de algo como isto. Realmente te preenche, eu acho, um pouco da sua criança interior poder brincar com espadas e cavalos.

Além da Nimue, qual outra personagem feminina forte da série você mais admira?
Eu vou ter que falar primeiro e dizer que a Kaze, que é interpretada pela Adaku Ononogbo. A personagem dela é uma pessoa que nós vemos na segunda metade da série e ela interpreta essa guerreira lutadora incrível que foi parar neste lugar de outras terras. E ela, como muitas pessoas da série, está enfrentando opressão e sendo perseguida para fugir de suas casas e seus países. Há um poder verdadeiro e uma verdadeira presença nela. Não apenas pelo fato da personagem da Kaze ser muito pé no chão de várias formas, sendo a voz da razão da Nimue. Ela meio que dá à Nimue o empurrão que ela precisa para aceitar os poderes dela e também aceitar a liderança que de várias formas é colocada sobre ela. Mas também como pessoa, a Adaku é tão forte, engraçada e legal e realmente trás uma graça tão incrível e força para o papel.

Como este reconto da lenda do Rei Arthur é relevante para a atualidade e porque as pessoas devem assistir á série?
Gustaf: Neste momento louco que nós estamos vivendo atualmente, é uma pausa muito emocionante e bem vinda da situação que vivemos. Você tem a oportunidade de escapar para um mundo fantástico por um tempo, então há um elemento de escapismo, mas tematicamente, também é muito relevante. É sobre a opressão de pessoas, opressões religiosas. É sobre a eliminação do mundo natural, é sobre a legitimidade de poder e sobre a prossecução de minorias – esses são assuntos altamente relevantes para a atualidade.

Katherine: Eu concordo com isto. Eu acho que em um período tão surreal, é bom trazer um pouco de leveza e um pouco de entretenimento para a atual situação. Mas também de várias formas, eu acho que aborda alguns assuntos que são muito prevalentes atualmente. E neste sentido, eu acho que o público vai se identificar, independente de você gostar do gênero ou não, mas realmente traz um pouco de luz e escapismo.

Qual cena os fãs do livro devem esperar ansiosamente?
Apesar da série ser baseada no livro, eles são bem diferentes eu acho que em termos de interpretações… Eu acho que há um relacionamento entre o Monge Chorão e o Esquilo. No livro, há alguns detalhes lindos que eu acho que eles arrasaram completamente na série. A dinâmica entre o Daniel Sharman e o Billy Jenkins, que interpretam o Monge Chorão e o Esquilo, tem uma química tão bonita na tela. E meio que te faz rir e sentir tanta coisa por eles. Então se as pessoas leram o livro, eu definitivamente os diria para manter um olho neste relacionamento.

O que separa esta série das outras adaptações da lenda do Rei Arthur?
Eu acho que de várias formas, as lendas Arthurianas são uns dos contos mais conhecidos que nós temos. Geralmente, quando você pensa nas lendas Arthurianas, vocie pensa no Rei Arthur, Merlin e nos Cavaleiros da Mesa Redonda. Já houveram tantas versões diferentes desta história contada, mas cada vez é meio que ignorado muitos dos papéis femininos deste conto – mais especificamente a Senhora do Lago, que é este personagem poderoso e prolífico, mas mesmo assim nós sabemos muito pouco ou nada sobre ela.

Então o que foi interessante foi ver esta lenda Arthuriana ser contada pelos olhos de uma das personagens mais poderosas. E, de certa forma, ver através dos olhos de uma mulher é também muito especial. Especialmente durante este período, mesmo sendo fantasia e não se passar historicamente no nosso mundo, ainda é um mundo de homens. Então a jornada dela para se tornar uma heroína é bem diferente do que você veria para o Arthur e qualquer um desses personagens.



Fonte: HobbyConsolas

Você está procurando uma nova série para se apaixonar? Bem, a partir de hoje, a série ‘Cursed’ estará disponível na Netflix, uma série de ficção baseada no romance gráfico ilustrado por Frank Miller e escrito por Tom Wheeler, estrelando Katherine Langford (conhecida por ter interpretado a falecida Hannah série ’13 Reasons Why’, também da Netflix), na qual o mito do rei Arthur é reinventado a partir da perspectiva da personagem de Langford.

De acordo com a sinopse, a série ‘Cursed’ segue os passos de Nimue, uma heroína adolescente com um dom misterioso, que em breve se tornará a ‘Senhora do Lago’.
Depois do falecimento de sua mãe, ela encontra uma inesperada aliança em Arthur (Devon Terrell), um jovem mercenário que a acompanhará na missão de encontrar Merlin (Gustaf Skarsgård) para entregar a espada antiga: a Espada do Poder.

Ao longo de sua missão, Nimue se tornará o símbolo de coragem e rebelião contra os terríveis Paladinos Vermelhos, cuja missão é exterminar os Fey, criaturas fantásticas, as quais Nimue pertence.

Graças à Netflix, tivemos o prazer de entrevistar os criadores: Frank Miller e Tom Wheeler, que nos contaram sobre suas fontes de inspiração, os detalhes das filmagens e como se sentiram ao ver seu trabalho ser transferido, bem como com o elenco principal: Devon Terrell, que interpreta Arthur e Gustaf Skarsgård, mais conhecido por seu papel como Floki em Vikings, que interpreta Merlin.

Mas, sem dúvidas, foi muito especial poder falar com Katherine Langford, a jovem heroína que interpreta a protagonista Nimue.

Como você se sente interpretando a Nimue, depois de o público te conhecer como Hannah Baker por dois anos?
Esse processo em particular é muito especial para mim, no sentido de que realmente parece que é diferente de tudo que já fiz antes. E também parece que estou contando uma história diferente. É algo como ter amadurecido e crescido de alguma forma, também como pessoa. Nós realmente vimos essa jovem se tornar uma mulher adulta. E acho que é uma história e uma jornada que muitas vezes não são contadas, ou das quais não vemos muito. Você sabe, ’13 Reasons Why’ foi o meu primeiro papel e algo pelo qual sou muito grato e, obviamente, ter esse ótimo relacionamento com a Netflix é uma feliz coincidência, pois eles são responsáveis. Mas acho que também me sinto bem por ter uma folga, por encerrar esse capítulo há dois ou três anos e ter espaço para fazer alguns outros papéis antes de assumir outro grande compromisso como esta série.

Como isso pode ser algo importante para uma jovem? Porque Nimue é uma menina, mas ela se torna uma guerreira. Você acha que essa série será algo que inspirará jovens mulheres?
Espero que sim, de qualquer forma, apenas no sentido de representação e de ver a história da heroína, a realidade é que, como mulher ou mulheres, independentemente e ao longo da história, sempre fomos heróis, você sabe, nós sempre fizemos coisas extraordinárias.

Mas talvez em nossa sociedade não tenhamos sido autorizadas a ser vistas ou reconhecidas por essas realizações. Então, eu acho que é realmente importante que as pessoas possam ver e se conectar com histórias que talvez reflitam potencial para elas ou contar histórias que ressoam com elas. E definitivamente, você sabe, crescendo e sendo tão fã do gênero fantasia, é realmente um espaço em que raramente vemos histórias de mulheres, e muito menos vemos mulheres localizadas no epicentro desses contos lendários. Só de ter a chance de contar essa história, não apenas uma parte da lenda arturiana que nunca vimos, mas também explorar o que é essa jornada para uma mulher e a história e a jornada de uma verdadeira heroína foram uma verdadeira honra e algo realmente emocionante. Obrigada.

Eu me pergunto, como você se preparou para esse papel? Você leu as lendas arturianas e como é Nimue em outras histórias?
Eu cresci sendo fã do gênero de fantasia e ficção científica e também sou fã de história, adoro saber sobre a história. E sinto-me como muitas pessoas, nós crescemos familiarizados com essa lenda arturiana e é uma das lendas mais antigas e conhecidas que temos. Mas, novamente, quando pensamos nas lendas arturianas, frequentemente pensamos em Arthur, Merlin, os Cavaleiros da Mesa Redonda, mas na verdade não sabemos muito sobre os outros personagens dessa lenda. Especificamente, essa poderosa personagem icônica, a ‘Senhora do Lado’.

Ela é uma personagem recorrente, no entanto temos pouca ou nenhuma informação sobre ela. Então, quando me inscrevi no projeto, peguei o manuscrito de Tom e do Frank e comecei a tentar pesquisar sobre ela e, embora haja muita arte preciosa e acho que algumas influências folclóricas ou coisas que foram criadas sobre ela como a ’Senhora do Lago’, não há realmente nada sobre ela antes que ela se torne essa figura icônica. Então, tentei me familiarizar o máximo que pude com o autor e a lenda, mas também sabia de alguma forma que era uma tabula rasa. E assim, meu tipo de Bíblia era o livro e essa história, que evoluíram ao longo da série. E como resultado disso, acho que o personagem de Nimue também evoluiu.

Então, não temos o passado de todos os personagens, mas, obviamente, é uma figura muito conhecida, a ‘Senhora do Lago’ surge e passa a ser uma figura bastante conhecida, houve alguma pressão ao interpreta-la e também interpretar uma versão diferente dessa personagem, um que é completamente diferente do que as pessoas talvez conheçam?
Acredito, mais uma vez, que a lenda arturiana é muito popular, acho que a pressão é que você não quer contar essa história que foi contada centenas e centenas de vezes da mesma maneira que já foi dita tantas vezes. Mas também ao mesmo tempo, acho que isso não era algo que necessariamente me preocupava, nem aos criadores, porque o que estou dizendo é que as lendas arturianas são grandes histórias, é um capítulo que nunca vimos antes. É bastante libertador porque é uma tabula rasa, essa história não foi realmente contada.

Nesse sentido, nos deu muita liberdade criativa. Mas também acho que o que é realmente emocionante é que não apenas vemos a história ou ouvimos este capítulo, que nunca ouvimos antes, mas também podemos ver esses personagens que conhecemos e amamos de uma maneira que nunca foram vistos antes. E eu acho que tudo isso foi realmente emocionante e revigorante, sendo capaz de recontar uma história que foi contada centenas e centenas de vezes através de uma lente completamente nova. Você sabe, é uma oportunidade incrível e algo de que tenho muito orgulho na versão que demos.

Sua personagem Nimue é uma personagem muito complexa. Há alguma semelhança entre Katherine e Nimue?
Obrigada. Ela é muito corajosa e determinada. E o que ela consegue é algo que eu só poderia associar. Mas estou contente em me colocar no lugar dela todos os dias. Eu acho que isso foi digno o suficiente. Há esse lado deles onde ela é tão corajosa e se torna o rosto dessa rebelião para o seu povo. Mas também, ao mesmo tempo, acho que o que é interessante nela, e o que também é essencial para ela não é ser o super-herói perfeito. E sinto que, como sociedade, nos afastamos daquela representação em preto e branco do bem e do mal.

Ela faz coisas corajosas, mas no final do dia, acho que o que faz de um herói um herói é como alguém supera obstáculos. E a adversidade que lança neles. E ela é alguém que passou por muitas adversidades, tristezas e lutas. E então eu acho que ela é muito forte e corajosa, mas também é muito compassiva. Como a maioria das pessoas que sofreu uma perda tremenda ou passa por coisas realmente difíceis, essas pessoas sabem como é isso e não quer que outras pessoas se sintam assim. Então, você vê essa garota que, por um lado, é muito corajosa, mas também é extremamente compassiva, mesmo com estranhos. Ela não quer que ninguém seja ostracizado, oprimido ou basicamente injustiçado, ela não quer injustiça e, na verdade, sofreu muito, muito. Então, acho que de alguma forma, Gostaria de pensar que sou uma pessoa empática, sinto a dor das pessoas e adoro ouvir as histórias das pessoas. E acho que a injustiça é algo que também não parece muito bom comigo, provavelmente ninguém. Então, nesse sentido, sim, eu diria que provavelmente somos um pouco parecidas.

Como foi o relacionamento com o elenco? Seu personagem tem conexões tão fortes com outros personagens, isso foi refletido nos bastidores?
Sim. Sim. Eu me sinto muito sortuda com esse elenco, acho que todo mundo também. Todos nós nos damos muito bem. E não apenas existem atores incríveis, mas as performances também são incríveis, são pessoas incríveis e muito divertidas. E quando você está fazendo algo dessa magnitude, que é muito pesado, é sempre bom ter alguma leveza nos bastidores e depois voltar a fazer essas coisas pesadas. Eu acho que, especialmente para mim, há muitas vezes que eu estava sozinha no set. E pode ser assim que você se sentiria um pouco sozinho, talvez. Mas, novamente, eu também tive essas cenas e viagens incríveis com quase todo mundo no elenco. Então, ser capaz de conhecer pessoas individualmente e passar muito tempo com elas em diferentes momentos da temporada, foi muito bom, poder conhecer pessoas gradualmente ao longo da temporada. Não sei se teremos a chance de fazer isso de novo, mas se o fizermos, seria bom voltarmos a reunir-nos em uma grande reunião.

Em quanto tempo você aprendeu a usar a espada e como foi o treinamento das cenas aquáticas?
Eu costumava nadar e treinar como atleta, como a maioria dos adolescentes da minha infância. Então, ter um papel que me permitiu usar minha aptidão para atuar foi algo que realmente me empolgou. Acho que sempre desejei ter mais tempo com essas coisas. Porque houve aproximadamente três semanas em que realmente aprendemos essas habilidades e depois mergulhávamos na temporada e, de alguma forma, continuávamos assim.

Mas em termos de luta com espadas, o que foi realmente interessante foi que, obviamente, junto com todos os componentes físicos, houve também um diálogo que queria começar sobre como Nimue lutaria, o armamento é predominante e historicamente usado por homens e a maneira como os homens lutam é bem diferente da agilidade e força de uma mulher. Temos estilos de luta diferentes, como eu acho que quando você olha artes marciais, o Wing Chun é projetado especificamente para mulheres porque satisfaz nossos pontos fortes. E isso era algo que eu realmente queria seguir: criar esse estilo de luta feminino, que na verdade é bastante japonês, é bastante fluido e forte, mas também tem muita resistência.

Mais uma vez, como nadadora, acho que poderia ter me proporcionado uma vantagem e crescido na Austrália, eu amo a água, por isso estou muito agradecida por você saber que é algo que realmente gostei. Foi muito divertido, mas também foi uma experiência realmente nova e um pouco assustadora, porque em uma das cenas você só agora vê um segundo do que filmamos naquele tanque por doze horas.

Há uma tomada em particular em que estava basicamente ancorada ao fundo deste tanque, e você desce e não pode ver, pode ouvir, mas só recebe oxigênio quando solicita, o que é um sentimento surreal que surge completamente debaixo d’água e amarrar ao fundo. De alguma forma, vai contra todos os seus instintos. Mas nós superamos e filmamos em um espaço realmente incrível, foi no Pinewood Studios, que é onde tudo foi filmado, os filmes de James Bond, então eu estava em boas mãos e, realmente, adorei me jogar lá e aprender aqueles habilidades.



Fonte: NME

Há um vídeo enorme da Katherine Langford rodando no meio da Times Square, mas provavelmente não há chances de ela sequer ver. Colocado para promover ‘Cursed’, a nova fantasia épica da Netflix, Katherine desliza sobre as encruzilhadas do mundo, girando uma grande espada medieval para todos os Nova Iorquinos usando máscaras faciais. Ainda presa em quarentena em algum lugar da Suécia, Katherine precisou se contentar com postar a foto de outra pessoa no Instagram.

“É tão incrível ver as imagens lá em cima!” ela conta ao NME via Zoom. “Mas tudo isto é simplesmente tão surreal agora. Eu adoraria ver pessoalmente, mas eu estava na Europa quando tudo isso começou, então eu tenho estado presa morando com amigos por meses, simplesmente esperando tudo passar, como todas as pessoas”.

As próximas audições foram canceladas, planejamentos de projetos foram colocados em espera, a atriz australiana de 24 anos de idade está tentando dar o seu melhor desde março – aprendendo uma nova língua e tentando pegar o violão. “Eu tentei me manter produtiva,” ela ri. “Eu comecei tentando trabalhar a minha lista de desejos, mas eu basicamente só comprei plantas. Agora eu sou uma mãe orgulhosa de plantas. Eu tenho uma dioneia chamada Schnappers e eu tenho uma Chinese Lily chamada Chris, por causa do comediante australiano (Chris Lilley). Eu estou mantendo elas vivas, então eu devo estar fazendo algo certo!”

Conseguir o protagonismo de ‘Cursed’ – uma série que se passa em algum lugar entre Game Of Thrones, a fantasia da Disney ‘Malévola’ e o cheio de sangue ‘300’ de Gerard Butler – e recém estrelada ao lado de Daniel Craig, Chris Evans e Jamie Lee Curtis no thriller do ano passado aclamado pelos críticos, ‘Entre Facas e Segredos’, Katherine claramente tem feito algo certo há algum tempo já. Há apenas 4 anos, ninguém sequer sabia o nome dela.

Crescer sendo filha de médicos no subúrbio de Perth, Katherine era nadadora profissional antes de participar de workshops locais de atuação, encontrar seu próprio agente, recusar uma vaga em uma universidade e ir em direção a um dos maiores e mais difíceis papéis de adolescente do planeta.

A primeira temporada de ’13 Reasons Why’ saiu em 2017, com Katherine assumindo o papel protagonista de Hannah Baker – uma garota do ensino médio que se mata a pós sofrer assédio mental e físico de quase todas as pessoas de sua vida, deixando para trás uma coleção de fitas de áudio para as pessoas responsáveis. Com cenas de estupro, bullying e violência emocional em quase todos os episódios (incluindo uma cena chave de suicídio que a Netflix precisou cortar porque era muito gráfica), é difícil pensar em um primeiro papel mais desafiador para um jovem ator assumir.

“Eu acho que eu estou começando a me dar mais crédito por isto,” ela diz, agora dois anos após deixar a série. “Mas naquela época foi a primeira coisa que eu tinha feito, então eu acho que eu encarei tudo superficialmente. Aquela experiência foi a minha única experiência em um set de filmagens. É um papel pelo qual eu sou muito grata por ter interpretado e uma história que eu sou muito grata de ter contado. Mas sim, quando eu olho para trás agora, eu acho que foi provavelmente o primeiro papel mais difícil por diversos motivos. Mas por uma quantidade esmagadora de outros motivos também foi o melhor. Eu tive sorte de estar rodeada por pessoas maravilhosas e criadores incríveis naquele trabalho. É um trabalho que eu sempre vou ter no meu coração.”

Mas não foi apenas o papel em si só que Katherine precisou enfrentar naquela época. Criticado de uma forma massante por sua retratação inflexível de suicídio e auto-mutilação, Katherine de repende se encontrou no centro de um dilúvio terrível de Relações Públicas envolvendo profissionais da saúde, Netflix e muito barulho de gente brava nas redes sociais.

“Eu tive alguns anos para me separar de tudo aquilo agora,” ela diz, escolhendo cuidadosamente suas palavras. “Em se tratando de fãs, ou especificamente de redes sociais, eu acho que é muito difícil entender isto. Quando eu comecei a atuar, e até agora, a minha prioridade número um é o trabalho. É o motivo de eu estar aqui. Eu amo o que eu faço e eu realmente não estava naquela série por qualquer outro motivo a não ser atuar e performar. O meu relacionamento com as redes sociais é algo que eu acho que evoluiu desde então, mas conforme os fãs tocam em assuntos mais profundos, eu realmente acredito que esta é uma parte incrivelmente humilde do trabalho. Ouvir que o que você faz afeta alguém de uma forma positiva ou que muda a perspectiva de tudo de alguém… É incrível.”

Saindo da série após a segunda temporada, Katherine assumiu um papel mais leve na brilhante comédia romântica adolescente ‘Com Amor, Simon’ antes de seu grande papel como a filha de Tony Stark em ‘Avengers: Endgame’. O único problema? As cenas dela foram cortadas da versão final.

“É uma memória que eu sou muito grata por ter, mas agora infelizmente é apenas uma memória!” ela ri, encolhendo os ombros com o fato de que ela foi cortada do maior filme de todos os tempos. “Foi uma experiência incrível e surreal. Trabalhar com os irmãos Russo, trabalhar com o Robert Downey Jr. no último dia que ele era o Homem de Ferro, na última cena dele?! Eu sou uma fã tão grande da Marvel e havia tanta coisa para eu absorver. Eu estava pisando no set de uma das maiores franquias do mundo, então para mim tudo girava em torno de absorver o máximo possível daquilo.”

Felizmente, ela teve a chance de recompensar por isto com ‘Entre Facas e Segredos’, se juntando a outro impressionante elenco (incluindo seu quase colega de elenco de Avengers, Chris Evans) conforme ela ajudou a subir a audiência do mistério de assassinato do diretor Rian Johnson. “Eu tenho tantas tantas coisas para falar sobre aquele filme e toda aquela experiência,” ela diz. “Todo mundo naquele filme simplesmente carrega tanto talento e história, mas o Rian é um cara tão humilde e maravilhoso. Eu ouvi rumores sobre uma sequência e isso me deixa tão empolgada… Mas para ser sincera eu gostaria de fazer literalmente qualquer coisa que o Rian escreve ou dirige!”

Mas antes de tudo isso, voltando para balançar uma espada no meio de um gênero fantasia – com ‘Cursed’ vendo Katherine assumir as lendas Arthurianas, maldições antigas e o buraco enorme deixado por ‘Game Of Thrones’. Adaptado de uma novela gráfica escrita por Tom Wheeler e Frank Miller (Sin City, 300), ‘Cursed’ reescreve a história de Nimue – mais conhecida como ‘Senhora do Lago’ que eventualmente entrega ao Rei Arthur sua espada mágica, Excalibur.

“Me enviaram o livro e eu simplesmente não conseguia parar de ler,” ela diz. “Eu estava procurando por algo que fosse desafiador e diferente, mas eu definitivamente não estava procurando uma grande série para fazer. Quando eu desci do avião em Londres para começar a pré-produção, já havia se tornado nessas enormes gravações de 11 meses de duração e este enorme comprometimento. Eu não acho que alguém tenha imaginado isto! Isto me fez perceber quanto tempo, dinheiro e esforço vão na criação dessas obras épicas, mas isto é muito diferente em alcance e magnitude de qualquer coisa que eu já fiz antes.”

Talvez ela tenha sobrevivido à tortura emocional de ’13 Reasons Why’, mas Katherine anda tinha muita coisa para aprender antes de assumir o papel da Nimue – uma rainha guerreira que está pulando em cavalos em meio a construções em chamas, lutando com lobos e arrancando cabeças antes de chegar no episódio 3.

“Eu não fiquei intimidada neste aspecto de forma alguma, sério,” ela diz. “Eu já fui atleta, então na verdade eu estava muito empolgada para usar o meu corpo para um papel, porque eu nunca tinha feito isto antes. Mas eu também não entendia muito da realidade do que eu estava entrando! Eu faço isso às vezes – eu sigo a minha intuição depois eu preciso me inteirar do que está acontecendo!”

Treinar intensivamente por quatro semanas para aprender equitação, lutar come spadas, coreografia e acrobacias, o grande desafio de Katherine veio em ter que ficar debaixo do clima inglês. “Os dois primeiros dias de gravaçõs foram no meio do inverno e eu precisei gravar esta cena de luta na chuva,” ela ri. “Todos os dias eu terminava ensopada. Eles basicamente jogavam outro balde de água fria em cima da minha cabeça antes de cada tomada. O dia todo. A noite toda. Por 14 horas!” 11 cansativos meses de gravações seguiram, levando Katherine mais ao limite do que nunca.

Valeu à pena? Agora quentinha e seca na Suécia, toda feliz aguando Chris Lily e Schnappers, as gravações parecem que foram há muito tempo – e a atriz está ansiosa para ver o que os fãs vão achar da série, enquanto ela espera a flexibilização do lockdown. “Crescer como fã de fantasia, não haviam muitos exemplos femininos,” ela diz. “Quando eles estavam me entregando espadas de filmes diferentes para tentar descobrir como deveria ser a Excalibur, cada espada que eles me entregavam pertencia a um homem – atores incríveis de incríveis papéis diferentes, mas eles ainda eram todos reis, cavaleiros e personagens masculinos. Nós estamos colocando uma mulher no centro deste conto lendário e isto é algo que me deixa tão orgulhosa em ‘Cursed’. Eu mal posso esperar para que todos vejam.”



Fonte: Glamour México

Não há dúvidas de que vivemos um período emocionante no mundo do entretenimento, onde as atrizes têm a oportunidade de interpretar personagens surpreendentes, bem construídos e que contam histórias de coragem e força e, finalmente, eliminando a ideia de que as mulheres são apenas “donzelas em perigo”, chega Katherine Langford com uma série espetacular, que será a favorita dos amantes de histórias épicas.

Este mês estreia ‘Cursed’, a nova série da Netflix inspirada no livro homônimo, desenhado por Frank Miller; é protagonizada – além de por Katherine Langford – por Devon Terrell, Gustaf Skarsgard e Daniel Sharman e nesta história nós conhecemos a Nimue: uma mulher corajosa, aprendiz perspicaz e a primeira a pessoa a encontrar a espada Excalibur (sim, antes do Rei Arthur). Assim, toda a sua jornada para se tornar uma lenda será cheia de poder, inspiração e maturidade.

O mundo inteiro conheceu Katherine Langford por seu papel grandioso em ’13 Reasons Why’, a série da Netflix que, sem dúvidas, mexeu no mundo do entretenimento pelos temas tão crus e reais que foram tratados. Tanto que, justamente uma das cenas de Katherine Langford no final da série, foi uma das mais impactantes e comoveu muitas pessoas. Ela ganhou o reconhecimento do público e de diretores por seu grandioso trabalho; para mostra, os dois primeiros episódios de ‘Cursed’ foram dirigidos por Zetna Fuentes, que em entrevista para a Glamour México, falou do grande prazer que foi trabalhar com Katherine: “Dirigi-la foi espetacular. Amo o mundo dela, a forma que ela trabalha me encanta, ela tem um talento enorme e é cheia de vida… Ela dá tudo de si mesma para que as coisas funcionem. Ela deu tudo para a Nimue, inclusive ela fez muitas perguntas para aperfeiçoar o papel, ela se entregou para a história. Definitivamente é um prazer trabalhar com ela.”

Depois se despedir de ’13 Reasons Why’, Katherine Langford já está marcando seu território na indústria com papéis em grandes séries e filmes como ‘Com Amor, Simon’, ‘Entre Facas e Segredos’ e, inclusive, teve um papel na saga de ‘Avengers’. Mas agora precisamos falar da série que nos dará uma nova heroína em uma aventura épica: ‘Cursed’.

Katherine Langford confessou para a Glamour que foi muito enriquecedor interpretar uma personagem como Nimue, da história medieval na linha de personagens como o Rei Arthur e Merlin. “Foi algo muito interessante para mim em diversos níveis. Eu mesma cresci vendo histórias do gênero fantasia e lembro, por exemplo, de ver a Jennifer Lawrence interpretar a Katniss em ‘Jogos Vorazes’, ou também da Angelina Jolie em ‘Tomb Raider’.” Grandes influências! Não há duvidas de que Katherine tirou delas uma boa inspiração para sua personagem, que desde o primeiro episódio entra no modo batalha para sobreviver e agora se juntará à lista de personagens corajosos.

O que amamos nas atrizes como Katherine Langford interpretando um papel como este é que nestas histórias, atores já não são mais considerados protagonistas, mas as mulheres também podem criar histórias deste nível. “Personagens como o meu são muito interessantes, ainda mais quando são baseados em lendas. ‘Cursed’ é baseada em uma das lendas mais importantes da literatura inglesa, portanto é interessante conhecer a fundo a lenda desta mulher que muita gente não conhece, que também é conhecida como ‘Senhora do Lago’. Estou muito feliz, não apenas por dar vida à Nimue para a sua história seja conhecida a nível mundial, mas também por ter a possibilidade de narrar um caminho que uma mulher passa para se tornar uma heroína. Foi tudo uma honra e também um desafio, porém um desafio muito divertido.”

Bom, Katherine Langford é conhecida por ter interpretado um drama muito intenso como foi ’13 Reasons Why’, agora vem o desafio de tentar novos estilos e gêneros e fazer com que ‘Cursed’ faça uma mudança total em sua filmografia. “É a primeira vez que faço algo deste nível e com este gênero. É a primeira vez também que tive que aprender uma grande quantidade de novas habilidades: aprendi equitação, lutar com uma espada. Esta era uma das razões pelas quais eu estava tão empolgada com este papel, haviam muitas coisas novas para aprender!” E qual é o maior aprendizada que a Katherine Langford leva deste papel? “Depois de tudo isto, passei a ter uma nova perspectiva sobre este mundo, especialmente me fez começar a respeitá-lo profundamente. As histórias épicas demandam muito trabalho, tanto por parte do elenco quanto da produção, eles investem tanto esforço e energia nestas histórias que, de verdade, agradeço a oportunidade de ter isto na minha vida.”



Fonte: Glamour UK

Katherine Langford ascendeu para a fama após estrelar como Hannah, uma adolescente que tirou sua própria vida em ’13 Reasons Why’. A série da Netflix não só engatou a carreira dela e a rendeu uma indicação ao ‘Globo de Ouro’, engatou uma nova discussão acerca de saúde mental.

Através do poder do Zoom, Katherine sentou à minha frente na sala de seu esconderijo europeu de quarentena, após se encontrar entre seu país natal, Austrália, e os EUA (Katherine é bem privada sobre seu paradeiro, com 16.6 milhões de seguidores no Instagram) e logo após a quarta e última temporada de ’13 Reasons Why’ ser lançada. O visual dela é relaxado e ela está aquecida; ela está usando uma camisa larga, com o cabelo solto e apenas um ponto leve de maquiagem. Ela me conta que começar uma discussão sobre saúde mental tão cedo na carreira dela é uma das coisas que mais a orgulha, mesmo se às vezes custar sua própria saúde emocional.

“Eu acho que de início, apenas ter papéis que se relacionam com saúde mental foi tão importante. Mas eu sou uma pessoa bem empática,” conta a atriz de 24 anos de idade. “Eu aprendi a me controlar fazendo isto agora, porque às vezes se eu ouço a história de alguém e a pessoa está chorando, eu choro com ela porque eu sinto aquela dor. Ouvir as histórias das outras pessoas me fez perceber o quão humanos todos nós somos. Eu senti isto e passei por tantas coisas enquanto eu crescia, mas você percebe que todos nós temos reações parecidas conforme vamos ficando mais velhos.”

Agora, ela aprendeu a cuidar da sua própria saúde mental, eu me pergunto, especialmente tendo em vista as discussões controversas sobre o trabalho dela? “É uma jornada, amor! Eu acho que nós sempre estamos tentando cuidar e sempre aprendendo,” ela responde. Para muitos de nós, os eventos dos últimos meses transformaram esta jornada em uma montanha-russa e a Katherine não é diferente.

Apesar de ter uma nova coleção de plantas para “conversar e cantar” – incluindo uma ficus chamada Eric por causa do Eric Clapton – Katherine passou a maior parte da quarentena sozinha. “Eu estava precisando desacelerar, mas eu passei por alguns altos e baixos porque foi muito esmagador,” ela conta. “Às vezes, você se sente bem solitário. Eu só queria um abraço. Eu sinto falta de abraços.”

É essa relacionabilidade e o fato de ela representar uma nova geração tanto na frente quanto por trás das câmeras que fizeram com que a Katherine fosse recentemente nomeada a mais nova embaixadora da L’Oreal Paris e ‘Woman of Worth’ – ela não é simplesmente um ‘rosto’ ela representa mais do que uma imagem. Apesar dos altos e baixos da vida atualmente, ela sente que vale à pena?

“Ninguém nunca sente 100%, mas você sempre vale à pena,” ela diz, com um rápido sorriso no rosto. “Alguns dias eu acordo e eu não me sinto bem. Como na quarentena agora, quando eu estou sozinha e você está usando o mesmo pijama há três dias e não vê ninguém. Mesmo você não acreditando naquilo naquele momento, você sempre vale aquela atenção. Diga suas próprias afirmações tipo ‘Garota, levante da cama, você vai conseguir’. Qualquer coisa que você quiser fazer, você pode fazer. É esta crença e esta coragem!”

As afirmações positivas certamente são convenientes tendo em vista seu papel mais recente, a resposta da Netflix para ‘Game of Thrones’, ‘Cursed’. Em uma remodelação feminista da lenda Arthuriana, a Nimue de Katherine – LEVE SPOILER: que está destinada a se tornar a ‘Senhora do Lago’ – une forças com um mercenário (Arthur) para entregar a abominável e antiga espada para Merlin. Mas em uma versão verdadeira de 2020, a própria Nimue detém o poder ao invés do futuro Rei Arthur.

Dois anos de produção, com um ano sólido filmando nos lugares mais profundos, sombrios – e naturalmente mais molhados – pelo Reino Unido, desde Cornwall até o país de Gales, as filmagens de ‘Cursed’ não foi sem desafios para Katherine. “A magnitude deste trabalho é algo que eu acho que ninguém esperava,” ela disse, inchando as bochechas. “Eu precisei aprender a lutar com espadas, andar a cavalo e aprender um novo dialeto inglês e mantê-lo durante 16 horas por dia. Eu precisava conseguir fazer essas acrobacias e manter esta energia sem me machucar. Alguns dias nós simplesmente precisávamos conseguir a cena e eu passava muito tempo na água e se você está sentindo frio, seus lábios vão tremer. Então eu aprendi a respirar através do método Wim Hof – uma respiração muito controlada – apenas para filmar poucos segundos em que seus lábios não estivessem tremendo.” Como se isto não fosse suficiente, ela até mesmo co-criou e cantou a música tema da série “I Could Be Your King”. Há ALGO que a Katherine não consegue fazer? Vamos aguarda…

Mostrando a completa resiliência desta nova rainha multifacetada das telas foi algo imperativo para a Katherine. “Fazer com que a Nimue fosse forte deste jeito e uma personagem capaz foi exatamente o que eu queria alcançar. Eu quero que jovens garotas vejam não só que elas podem ser fortes e que podem lutar, mas que elas podem fazer isto de uma forma que as honre, honre o corpo delas e também honre o gênero delas.”

No entanto, a percepção de sua própria força física – e crucialmente mental – aconteceu bem antes da época em que ela assumiu seu assento na mesa redonda do Arthur. Ela cresceu em Perth, Austrália com sua mãe Elizabeth, uma pediatra, seu pai Stephen, um “flying doctor” e sua irmã Josephine, também atriz, que estrelou no romance adolescente da infância dela, ‘After’. Katherine diz: “Eu amava e a Austrália é um dos lugares mais mágicos da Terra para mim. Mas o pensamento de me tornar uma atriz não parecia alcançável, ainda mais a possibilidade de fazer isto por tantos anos.”

Ao invés de perseguir seu sonho de atuação, ela focou em se tornar uma nadadora profissional nacionalmente conhecida, o que deu à ela fé em sua imagem corporal – algo que provou ser inestimável ao entrar em uma indústria que ainda é obcecada com a aparência. “Eu acho que não foi até recentemente e talvez até mesmo durante ‘Cursed’ que eu comecei a dar crédito ao meu corpo pelo que eu estava fazendo ele passar,” ela diz. “Por um lado, eu cresci fazendo esporte com um certo valor no meu corpo. Eu não focava apenas na aparência do meu corpo. Por outro lado, você enfrenta outras críticas como ‘você não vai caber nesta roupa, seu corpo não é deste jeito e você é muito forte’ – não que isto seja grande coisa. Eu sou muito grata por ter mantido este respeito pelas capacidades do meu corpo ao entrar nesta indústria. Eu já ouvi de várias garotas e também de garotos que disseram que adorou ver alguém que parecesse com eles!”

Se sentir refletida e vista não foi algo que cresceu junto com a Katherine, já que ela teve dificuldades em se encontrar quando estava na escola. “Eu não sabia onde eu me encaixava e isto era um grande problema para mim, eu fazia esportes mas eu também era ‘feminina’ e eu gostava de maquiagem, mas eu não queria fazer parte daquele grupo de garotas populares e eu também era nerd. Eu lembro que havia essa ‘revista de meninas’ e haviam fotos de celebridades com uma frase delas. Tinha uma foto da Scarlett Johansson que estava falando algo como ‘Simplesmente seja você mesma’. Eu tinha 12 anos de idade e eu vi isto e eu fiquei pensando ‘Mas quem eu sou? Me diga quem eu devo ser. Eu devo me vestir de uma certa forma e aí eu viro esta pessoa?'” Felizmente para a Katherine, Lady Gaga se tornou sua ‘mamma’ da cultura pop mostrando para ela que nós nascemos de fato desta forma.

Este questionamento de sua própria identidade fluiu de uma forma que ela vislumbrou sua própria jornada da beleza também. “Quando eu era mais nova, beleza ou ser bonita correspondia a ser parecido com outra pessoa,” ela diz. “Eu acho que eu me senti um pouco intimidada com maquiagem, porque a minha mãe não usava muito e eu não queria usar muito por causa do esporte. Então às vezes a beleza parecia bem opressora e conseguir ver isto como algo expressivo e libertador foi simplesmente muito libertador.”

Katherine é certamente libertadora e no controle de sua própria beleza agora, fazendo sua própria maquiagem para o ensaio fotográfico de capa da GLAMOUR sob as instruções da diretora Val Garland, diretora de maquiagem global da L’Oréal Paris, e tirando suas próprias fotos em um iPhone.

Criar fotos para capas é algo que a Katherine ainda diz que “não consegue acreditar” que ela faça parte disto, após uma jornada difícil no começo de sua carreira. “Uma das grandes lições que eu já tive foi quando eu entrei na escola de teatro após fazer testes durante três anos. Me pediram para fazer audições em dois projetos nos EUA e no Reino Unido. Então eu recusei a escola de teatro para fazê-los e fui rejeitada em ambos,” ela me conta, jogando seu longo cabelo da direita para a esquerda.

“Eu voltei para a Austrália sem poder ir para a escola, sem um trabalho e eu precisei pedir meu emprego no bar de volta. Foi naquele momento que eu estava no fundo do poço. Eu não sabia o que eu ia fazer, se eu nasci para fazer isto ou se isto sequer era possível,” ela continuou. “Eu continuei fazendo audições e foi algumas semanas após isto que o meu primeiro projeto, que acabou sendo ’13 Reasons Why’ surgiu. Isto para mim foi um grande ponto de reviravolta. Eu precisei reunir muita força para continuar fazendo isto. Eu quase desisti. Eu acho que eu quase não estaria aqui se eu não tivesse insistido. Eu sou muito grata e agradecida que tudo deu certo e a jovem Katherine continuou insistindo.”

Agora com 24 anos, Katherine certamente está fazendo o que gosta e se assegurando de que sua voz ainda seja ouvida, apesar da narrativa desatualizada sobre “mulheres difíceis” na sociedade. “Você está com tanta vontade de agradar no sentido de fazer o seu trabalho dando o seu melhor,” ela diz. “Você ouve todas essas histórias sobre as pessoas serem ‘difíceis’. Então eu tenho muita consciência de que ‘Eu não quero ser difícil.’ Ainda tem uma parte de mim que reconhece que mesmo se eu disser algo independentemente do quão eloquente ou lógico seja, vai ser visto de uma forma diferente.”

“Com ‘Cursed’ eu não fui reprimida, tipo quando as pessoas te chamam de ‘querida’ ou ‘fofa’. Havia um respeito que eu também aprendi fazendo certas acrobacias. Quando a sua voz pode ser ouvida e as pessoas podem respeita-la, ouvi-la, sem prejudicar ou sem outras ideias, é assim que deveria ser. A voz de todo mundo é igual e todo mundo tem sua própria experiência para contar, a opinião de todo mundo é válida e importante.”

Trabalhar em favor do mundo #MeToo, em que a irmandade é agora mais celebrada do que nunca fez igualmente com que Katherine sentisse que a opinião dela não é só importante mas sim válida. “Minha primeira indicação ao ‘Globo de Ouro’ veio na época do movimento ‘Time’s Up’. Reese Whiterspoon me procurou e nós conversamos no telefone. Eu pensei ‘Ai meu Deus, essa pessoa quer me dar boas vindas’. Nós tivemos uma reunião no dia seguinte e eu entrei neste cômodo com 25 das atrizes mais experientes, eu fiquei em choque, mas ao mesmo tempo eu me senti muito bem vinda. Eu fiquei um pouco chorosa quando eu estava falando com algumas delas, porque, especialmente crescendo nesta indústria, você ouve essas coisas tipo ‘Mulheres são deste jeito, mulheres são daquele jeito’ e pareceu ser tão distante da realidade,” Katherine continua. “Perceber que nós na verdade não precisamos competir – nós somos uma força tão indomável juntas quando nós realmente apoiamos umas as outras e ficamos juntas, isto só serve para nos levantar!”

Com o aumento da apreciação pelo trabalho dela, é seguro dizer que Katherine não vai aceitar ser rotulada – nem agora, nem nunca. “Eu acho que eu ainda não sei 100% quem eu sou e eu não quero colocar rótulos em mim mesma, porque nós colocamos rótulos nas coisas para fazê-las mais fáceis de digerir. Eu ainda me sinto inquieta, mas de uma forma boa porque foda-se isto, foda-se, eu vou ser eu mesma.” Por um segundo, eu sou agraciado um um pouco de como é viver na cabeça da Katherine, enquanto ela pausa e diz: “Desculpa, acabou de vir uma música da Gaga na minha cabeça em que ela canta ‘Mulher forte, eu não preciso de permissão!'”

Este é o espírito de Katherine Langford, ela não está pedindo permissão para ninguém, ela não está pedindo desculpas por seguir seu próprio caminho em uma nova Hollywood.



Fonte: Polygon

Na linha de ‘Game of Thrones’, a Netflix liderou as indicações de novas fantasias televisivas épicas, com séries como ‘The Witcher’, ‘The Dark Crystal’ e ‘The Letter for the King’ dentre suas produções originais. A próxima da fila é ‘Cursed’, uma reimaginação da lenda Arthuriana baseada em um livro do escritor Tom Wheeler e do escritor e ilustrador Frank Miller. O novo foco desta antiga lenda é Nimue, a ‘Senhora do Lago’, que no conto original presenteia o Rei Arthur com a espada mágica, a Excalibur. Em ‘Cursed’, é ela quem é destinada a empunhar a espada.

Durante uma visita no set britânico de ‘Cursed’, Katherine Langford admitiu que seu conhecimento sobre o mito Arthuriano era limitado, com algumas exceções. “Eu definitivamente assistia (a série da BBC de 2008) Merlin quando eu era mais nova e cresci aqui, então este era o meu único ponto de entendimento real das lendas do Rei Arthur,” ela disse durante um tempo livre entre as filmagens. Mas este relativo desconhecimento e a demanda física de uma reinvenção de uma história de 1000 anos de idade, foram os motivos que fizeram com que a atriz quisesse entrar de cabeça. “Essa é a primeira audição de fantasia que eu consegui então eu estava muito empolgada. Também é o primeiro papel que eu já tive que exigiu um componente físico. Há lutas de espada, passeios a cavalo, correr entre as coisas que estão pegando fogo – tem sido um tipo de processo bem diferente.”

Para Katherine, a diferença significante de ‘Cursed’ foi em centralizar a mulher que geralmente é esquecida, até mesmo em atualizações modernas do mito Arthuriano. A atriz viu o valor ao ver este tipo de interpretação: “Eu já ouvi falar da ‘Senhora do Lago’ e eu já vi desenhos incríveis dela, mas não havia muita informação por aí sobre ela – nós sabemos a jornada do herói, mas nós não sabemos direito sobre a história da heroína. E eu acho que o que faz aplicável atualmente é que você vai ver os desafios que ela especificamente enfrenta.”

Assim como esta subversão do conto clássico, a série tenta se diferenciar por si só através do design de produção. Katherine elogiou Marianne Agertoft, a chefe de figurino de ‘Cursed’, por “criar as peças de figurino mais incríveis,” e Erika Okvist, que deu uma identidade à série através do cabelo, maquiagem e próteses. “Elas realmente estão fazendo disto um mundo que parece ser único e sobrenatural.”

As grandes funcionalidades do figurino foi importante para o uso prático e também para alcançar a visão da Nimue. “Na Idade Média haviam tantas coisas que evitavam que as mulheres se tornassem heroínas,” Katherine disse. “Algo tão básico quando às roupas delas, a base do que você usa todos os dias. A Nimue vai mudando seu visual conforme nós avançamos na série, por causa do estilo, mas também pela funcionalidade, porque quando eu tentei subir em um cavalo pela primeira vez no início da temporada, eu estava usando um vestido e quando eu fui subir na sela, eu fisicamente não conseguia subir.”

Sem mencionar o apelo estético também: “Ela começa em o que eu gosto de chamar de um saco de batata glamuroso. Ela começa como uma monja medieval, então ela parecia um saco gigante que coçava o dia inteiro. E então ela passou por uma transformação… Coisas medievais padrões, mas legais.”

Katherine leva um tempo antes de elaborar, “Ela tem umas calças de couro que são muito legais. Talvez eu as roube.”



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