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24.05
2018
Katherine Langford é entrevistada pela Vogue Espanha do mês de junho

Fonte: Tradução dos Scans

Tomar café da manhã. Ir para a escola. Chegar atrasada na aula de natação. Correr para o terceiro trabalho de meia jornada da semana. Dormir e recomeçar. A rotina de Katherine Langford (Perth, 1996) não era mais alta do que o sonho de uma adolescente australiana há dois anos, mas a empresa Netflix estava a ponto de mudar o anódino de sua normal existência com um cheque-mate. O cheque-mate tem o nome de ’13 Reasons Why’, a série que lançou na Espanha em 31 de março de 2017, abordando de maneira gráfica e direta temas como o bullying na escola, assédios sexuais e o suicídio entre a população jovem. Katherine interpreta Hannah Baker, uma jovem estudante que, diferentemente de seu alter-ego, se suicida e deixa 13 fitas contando seus motivos e apontando diretamente as pessoas que provocaram sua decisão.

“Comecei a gravar com apenas 20 anos.” Com qual experiência? “Nenhuma! Mas este foi o melhor início que posso imaginar para uma jovem atriz como eu pela complexidade da minha personagem, mas também por todo o aprendizado que me deu na forma de tratar problemas que, frequentemente, relevamos e ignoramos completamente.”

Katherine recém chegou em Roma para apresentar a segunda temporada da série, na qual Hannah Baker deixa de ser a narradora para dar a vez aos 13 culpados de seu suicídio, confessa que as expectativas geradas pela renovação da série não superou seus cálculos. Langford fala sobre a mudança drástica que ocorreu devido a uma série tão geradora de debate e críticas a educação parental.

“O início do primeiro episódio não é uma primeira cena fictícia, mas sim uma apresentação real do que vamos abordar nos próximos episódios. ’13 Reasons Why’ é uma série que fala de coisas difíceis e reais, e ao expô-las, esperamos ajudar os espectadores a falar sobre seus problemas e a compartilhar com sua família e amigos. No início, me pareceu uma abordagem desafiadora, mas os criadores levaram o trabalho de investigação tão a sério que sempre estive em boas mãos.”

A série fictícia é inspirada no romance de Jay Asher, localizada em uma periferia dos EUA perfeitamente estereotipada, constantemente trazendo a tona a cruel realidade de como os adolescentes se encontram desarmados perante os desafios juvenis e os pais preferem, por muitas vezes, escondê-los ou ignorá-los.

“Desde que a série estreou na Netflix, comecei a entender o quão necessária era a proposta. Com o tempo, pude conversar com meninos e meninas do mundo todo com problemas parecidos e que, de uma forma ou outra, conseguimos ajudá-los a contar seus problemas em suas comunidades. Não têm sido fácil interpretar Hannah e eu sabia que eu iria receber uma responsabilidade enorme, mas eu digo que ela me ajudou a ser mais consciente das batalhas que as pessoas da minha idade lidam diariamente, e este foi o melhor presente de todos.”

A carreira de Katherine parece, ao menos prometedora, a julgar pela projeção que sua filmografia recente teve. Pouco antes de terminar a primeira temporada de ’13 Reasons Why’, começou a gravar o filme ‘Com Amor, Simon’, de Greg Berlanti. “Surgiu a oportunidade, mas isso significava praticamente o dobro da minha agenda, mas eu achei que seria uma gravação tão incrível que não pude dizer não.”

O filme narra a história de um estudante de 16 anos que, após conhecer outro garoto pela Internet e descobrir que este também esconde sua homossexualidade, ganha coragem para sair do armário para sua família e amigos. Um caminho para a liberdade que já virou um enorme sucesso nos Estados Unidos e que chegará a Espanha no dia 22 de junho. “Suponho que meu começo como atriz se condicionou no que eu quero fazer no futuro: projetos com alma, com uma história que uma pessoa pode se identificar e que fale de personagens reais, não isentos de conflitos internos e externos.”

Uma incrível reflexão para uma intérprete que nem sempre vi o cinema como um objetivo.

“No colégio, meu hobbie era a natação até que descobri a música. Tentei me matricular na Academia de Artes Cênicas de Perth, minha cidade natal, no fim do ensino médio. Mas até os 18 anos não tinha feito nenhum teste para um papel dramático. A conclusão dos diretores de elenco que cruzaram meu caminho foi clara: precisava de mais experiência no que eles chamam de “bagagem da vida”.

Um diploma em teatro musical, três trabalhos de meia jornada e uma incansável quantidade de aulas de teatro, eles diziam ser a resolução do problema da inexperiência. Um ano depois, quando vários agentes visitaram sua escola australiana em busca de talento, Langford ja não era a pequena e inexperiente Katherine. “Pouco depois, soube que me aceitaram na Academia de Artes Cênicas da Austrália (WAAPA), mas alguns dos agentes que haviam me visto já tinham me pedido para continuar com as leituras dramáticas para eu conseguir atuar.” Quando recebeu a primeira luz verde para a ficção que supostamente seria seu pulo para o estrelato, o método acadêmico ficou estacionado por motivos óbvios.

Mas além de ficcção pura, Katherine é apaixonada pela música. (“Comecei a cantar em frente ao computador músicas da Lady Gaga, quem eu amo, e não descarto fazer algo no futuro”), e assume o feminismo como uma causa interiorizada, maravilhada perante o debate que supostamente há na indústria que agora faz parte. “O Globo de Ouro do início do ano foi minha primeira aparição em um tapete vermelho. Não quero parecer orgulhosa, mas foi incrível que coincidiu com uma noite em que muitas mulheres que admiro e respeito se uniram, não apenas na hora de vestir preto, mas também por denunciarem a situação de desigualdade que afeta o cinema praticamente desde o seu início histórico. Isso não é uma moda, isso é uma conversa que não vai acabar no futuro. O caminho é grande, mas o medo já não existe mais.”

E ainda que não tenha se juntado há uma causa concreta, pretende se esforçar fazendo sua parte nas redes sociais. A cantora Selena Gomez, produtora de ’13 Reasons Why’, foi a encarregada de que tornasse seu perfil do Instagram público e, desde então, o lema da #TimesUp não saiu de sua biografia. “Não uso frequentemente as redes sociais, porque sempre fui bastante preocupada com a minha privacidade. Mas sei que foi me dado uma voz e sei muito bem como quero utilizá-la no futuro.”. Isso inclui também o padrão de decisões na hora de aceitar futuros projetos, dentre os quais figura o filme de ficção científica ‘Spontaneous’, de Brian Duffield. “Me sinto um pouco pretensiosa apontando várias pessoas com quem eu gostaria de trabalhar, mas eu sei que eu teria muita sorte se puder trabalhar com Sofia Coppola. Sou apaixonada pela visão dela do universo feminino e com a sua maneira de dirigir, mas, na realidade, sei que minha carreira vai tomar forma em seu devido tempo e não quero que minhas expectativas me decepcionem. Pretendo ler cada um dos roteiros que me entreguem e analisar cada projeto separado, porque meu objetivo principal nesta vida é a qualidade como fruto do meu trabalho. E não quero que nada me distraia disto.”

23.05
2018
Katherine Langford concede entrevista ao Teletodo

Pode ser difícil de acreditar, mas Katherine Langford (Perth, Austrália, 1996) somente havia feito um curta-metragem (um curta bom, Daughter, exibido em Cannes) antes de gravar ’13 Reasons Why’. Surpreendeu a si mesma e a estranhos com sua incrível interpretação de Hannah Baker, uma adolescente que é levada a tomar uma terrível decisão por causa de bullying e assédio sexual.

A primeira temporada de ’13 Reasons Why’ obteve um sucesso tão grande para a Netflix que uma segunda temporada estava a caminho, ainda que a personagem principal havia morrido na anterior. Talvez por medo de não fazer o mesmo sucesso (e saber que grande parte da força emocional dos primeiros episódios estavam em Katherine), os responsáveis não queriam se livrar de Hannah Baker na segunda temporada. A própria atriz ficou surpreendida com a decisão, como nos contou há alguns meses durante as gravações da série em Vallejo (Califórnia), perto de São Francisco.

O que sentiu quando soube que precisaram de você de novo para a segunda temporada?
A pergunta que todo mundo me fazia era: mas o que você vai fazer nesta temporada? E eu mesma não sabia responder. Depois de saber e de ter gravado quase toda a segunda temporada, fico feliz por ter voltado.

Ainda há muito para contar sobre a Hannah?
Na primeira temporada, contamos sua história de forma tão exaustiva que, até então, me parecia estranho interpretar ela novamente. Não sabia como iria acabar, nem qual era exatamente a história. Fomos vendo o que funcionava, o que nos parecia bom… E, depois de muitas mudanças, acredito que completamos um retrato muito completo da personagem.

Se a série foi um fenômeno, foi, em partes, porque falava sobre coisas que não são comuns falar, e que preocupam muita gente. Os abusos emocionais e físicos, o problema do suicídio, sentiam muita responsabilidade?
Eu comecei a usar as redes sociais por causa da Hannah. Tinha as minhas próprias ideias, muito rígidas, sobre o que significa ser ator e não as redes sociais não chamavam a minha atenção; queria me concentrar na atuação. Mas quando você faz uma série assim, precisa aceitar a responsabilidade. Eu queria estar ali para qualquer pessoa que se identificasse com Hannah. Estar ali para essas pessoas em uma plataforma que acredito que seja acessível.

É um trabalho como terapeuta que você teve que adicionar ao seu trabalho como atriz?
É um tópico complicado, porque eu tenho 20 anos, não sou nenhuma expert. Só posso ajudar até certo ponto. O que eu tento fazer com as redes sociais é, acima de tudo, passar recados úteis para as pessoas. E tentar deixar claro que sempre há ajuda.

Na reta final da primeira temporada há cenas muito difíceis. Pelo fato de você ser uma atriz com pouca experiência, foi difícil?
Eu tinha muitas cenas difíceis de fazer, não só pelo conteúdo, mas também porque fazíamos muitas tomadas e precisávamos repeti-las sem parar. Acho difícil me oferecerem um papel tão difícil em toda minha vida. Mas também será difícil que eu consiga um melhor.

A equipe te ajudava a se sentir mais tranquila? Como era o processo de preparação para as cenas mais difíceis?
Toda a equipe criativa queria tratar destes temas com muito respeito e sensibilidade. Respeito também ao romance original de Jay Asher. E a mim. Eu estava rodeada de gente fantástica: Dylan Minnette, e diretores como Jessica Yu, que gravou todo o episódio 12, Kyle Patrick Álvarez, que dirigiu o 13º… Tudo isso faziam as coisas mais fáceis.

Os atores também conversaram muito com terapeutas, certo?
Pude trabalhar com psiquiatras e profissionais especializados nestes temas, para me assegurarem que tinham diferentes pontos de vista sobre aquilo que Hannah estava passando.

Como viver com toda essa emoção intensa na frente e por trás das câmeras? Você levava muito para casa?
Para mim, o ano passado foi um aprendizado constante. Sobre o trabalho de atriz, sobre mim mesma. Aprendi muito, sobretudo, a buscar um equilíbrio na minha vida. É muito importante buscar a forma de se cuidar. As vezes nós duvidamos disto.

 

22.05
2018
“Katherine Langford é simplesmente uma princesa.” – diz Derek Luke durante uma entrevista

Fonte: BriefTake

Durante uma entrevista em divulgação da 2ª temporada de ’13 Reasons Why’, Derek Luke, que interpreta Mr. Porter, o conselheiro da ‘Liberty High School’, a entrevistadora Leora Heilbronn, do site BriefTake, fez uma pergunta especificamente sobre Katherine:

Uma grande parte das suas cenas são com Katherine Langford, na primeira e na segunda temporada. Qual foi a sua experiência trabalhando com ela?
Ah, eu adoro muito a Katherine. Ela e a Alisha (Boe) me lembram das minhas sobrinhas. O que eu amo nelas é vê-las expressarem a si mesmas por meio de seus personagens. Katherine é simplesmente uma princesa para mim. Toda vez que eu a vejo e as camadas que ela traz para sua personagem, eu fico em bobo com ela e aplaudindo. Eu acho que é um elenco lindo, em geral, tanto por dentro quanto por fora, e eu aplaudo todos pelo esforço que eles investem.

22.05
2018
Katherine Langford concede entrevista para a edição de maio da revista Seventeen México

Katherine Langford concedeu entrevista exclusiva para a revista Seventeen México, oportunidade na qual a revista também estampou lindas fotos de Kat fotografada por John Russo. Confira a entrevista e os scans a seguir:

Nos fale sobre ‘Com Amor, Simon’. Do que se trata?
O filme é baseado no romance ‘Simon vs. the Homo Sapiens Agenda’, de Beck Albertalli. Retrata a história de um garoto de 17 anos que cursa o ensino médio. É a história de como ele se apaixona e o que acontece quando um de seus colegas de classe revela sua orientação sexual. Isto afeta ele, sua família e amigos, bem como as pessoas à volta dele.

Se pensarmos em outros filmes de jovens de 17 anos, a qual você acha que mais se assemelha?
Acredito que, sem dúvida alguma, conta com a essência e características de um filme de John Hughes, o que, na minha opinião, é algo muito especial. Não deixa de ser muito moderno e, ao mesmo tempo, tenta não desenvolver-se em outra época – apenas na atual -, mas tem elementos de romance e comédia. Uma combinação que faz com que parece alguns dos filmes de Hughes.

Você falou sobre os filmes de Hughes, histórias que ocorrem nos anos oitenta – Sixteen Candles (1984), The Breakfast Club (1985), Ferris Bueller’s Day Off (1986) – Você acha que a nostalgia está presente hoje entre os jovens?
Creio que na atualidade não é difícil reconhecer a grande presença da tecnologia e eu acho que, talvez, há um pouco de nostalgia, ou quem sabe, pessoas que estão preenchendo as lacunas do que sente que faz falta. Vivemos em uma era muito tecnológica e digital.

Um aspecto de ‘Com Amor, Simon’ que o difere dos outros filmes para jovens é que há um protagonista homossexual. Nós queríamos que não fosse algo particularmente único, no entanto, é…
A representação é uma coisa muito importante. Sobretudo no cinema e em outras formas de arte. Sinto que atualmente há mais filmes LGBTQ, ou filmes que giram em torno de protagonistas LGBTQ, no entando ainda são poucos, sem dúvidas deveria haver mais. Mas o que faz de ‘Com Amor, Simon’ muito especial é não apenas uma históra centrada em um personagem gay, mas também o fato de que é uma grande história de amor.

O que você acha que há de diferente neste filme de outras histórias com protagonistas gay?
Há algumas histórias com um protagonista LGBTQ, e o fizeram bem, como ‘Carol’ ou ‘Call Me By Your Name’, para citar alguns, mas eu acredito que esta é diferente. Não apenas é uma história de amor, é sobre a adolescência; uma história sobre crescer, amadurecer, se tornar adulto, e talvez, esta seja a primeira vez que uma história de amor LGBTQ é contada de uma maneira tão grande por um estúdio importante.

E sobre a sua personagem?
Leah Burke é a melhor amiga de Simon. Eles são melhores amigos desde o jardim da infância. Leah é muito interessante; por fora, dá a impressão de ser alguém, até certo ponto, segura. É muito criativa e segue a moda.

Seguir a moda é algo que podemos dizer que acontece com todos os jovens…
Sim, creio que uma das grandes razões para que Leah siga a moda e a criatividade é porque, para ela, não é somente uma maneira de se expressar, e sim de também mostrar o que sente por dentro e converter isto em algo material e que pode ser visto de uma forma externa.

Você acredita então que a moda pode representar quem nós somos?
A moda pode servir como um obstáculo entre nós e o resto do mundo e é uma barreira de proteção. Acredito que, para Leah, em particular, sua barreira consiste em seus trajes e desenhos, porque é algo que ela é muito boa e que pode fazer. Inclusive depois de haver praticado com os estilistas e maquiadores, quando estávamos na primeira fase de gravação do filme, eu disse que acreditava que Leah era alguém que brinca com sua roupa e maquiagem de maneira criativa, porque é algo que pode criar, mostrar algo que se pode adaptar.

Como atriz, é divertido interpretar alguém que usa roupas tão legais?
Claro! Sempre me interessei por design, desde pequena, e, apesar de não ter crescido na indústria da moda, mantive um gosto por design, moda e arte… Creio que através da interpretação de um personagem, e em particular a Leah, você fica muito mais consciente de como se vestir, e ainda mais da história por trás de cada roupa.

Leah e Simon são amigos a vida inteira. Você já conhecia o Nick Robinson? Foi difícil criar este vínculo de amizade entre os personagens?
Nick Robinson é ótimo. Não nos conhecíamos, mas ele é muito talentoso, prestativo e tem uma energia maravilhosa. Então foi fácil nos darmos bem e acho que tivemos uma dinâmica que espero que seja similar a de Leah e Simon.

Ensaiaram muitas semanas com o diretor antes de começarem. Isto ajudou sua dinâmica?
Ter tido duas semanas de ensaios nos ajudou a nos conhecermos e a interpretar; não apenas aprender e nos darmos bem como pessoas comuns e atuais, mas também para descobrir qual era a energia e a dinâmica. Ao ler um personagem em um roteiro, você tem uma ideia de quem seja e o que ele faz, mas só depois de juntar todos os personagens em uma sala é que realmente descobrimos como irá acontecer e interagimos.

Leah e Simon passaram por muitos anos e experiência juntos…
Sim, eles têm 17 anos agora e, pelos últimos 10 anos, viveram muitas coisas. Simon teve namoradas, evidentemente, mas no entanto não deu certo. Leah nunca teve um namorado, mas presenciou e esteve em todas os relacionamentos que Simon teve; e, durante este tempo, se apaixonou por seu melhor amigo. O que acontece com ela no decorrer do filme é que, enquanto Simon está lutando contra seus próprios problemas, Leah também está se desfazendo de seus próprios conflitos ao tentar lidar com todas as suas mudanças ao seu redor; e no processo, se apaixonando por Simon, pensando erroneamente que o sentimento é recíproco.

Leah representa então muitos dos sentimentos que vivenciamos aos 17 anos…
Sim. No entanto, Leah não se sente muito confortável em sua própria pele. Ainda não conseguiu descobrir quem é ou como quer se apresentar perante as pessoas. E sequer se desapegou um pouco a ideia de que está apaixonada por seu melhor amigo. Assim, quando percebe isso, dói. Este é seu primeiro amor.

Você sente que outras jovens poderiam se identificar com ela?
Acredito que cada vez que assiste um filme, você se identifica com alguém ou com a história de alguém, do seu próprio jeito; porque todos vivemos vidas diferentes e temos experiências que nos moldam. No entanto, acredito que a batalha de Leah é parecida com o que muitos de nós passamos: nem sempre gostamos de nós mesmos; não saber quem seja. Acredito que isso é algo que todos nós passamo. No decorrer do filme cada personagem lida com seus próprios problemas. Cada um luta com não saber quem é e neste filme, Leah está tentando se decifrar.

Acredita que agora os filmes e séries abordam mais esses sentimentos?
Sem dúvida sinto que houve uma mudança na narrativa. Eu acho que há uma grande quantidade de fatores: creio que o público é muito mais inteligente e estão mais informados sobre o que está acontecendo no mundo, porque hoje em dia se transformou em uma grande conversa mundial. Agora estamos muito unidos; não apenas os países, mas também como uma comunidade global. E creio que isso foi transferido para o cinema e para a televisão.

Ainda com estas mensagens, ‘Com Amor, Simon’ é também um filme muito divertido…
Sim, creio que há mensagens maravilhosas, que são muito sólidas e importantes; mas, no fim, é um filme que fará você se sentir muito bem! E acho que pelo mesmo motivo, as pessoas vão reagir… Sair do cinema e se sentir otimista, ou ter uma experiência positiva com um filme é realmente maravilhoso; e também necessário, devido a tudo que estamos passando no mundo. Da mesma forma que há momentos divertidos, creio que Logan Miller (quem interpreta Martin), tem umas cenas fantásticas, que enchem o filme de humor.

Mudando um pouco de assunto, você foi nomeada ao Globo de Ouro por ’13 Reasons Why’. Como se sentiu?
Foi muito emocionante. Foi uma noite maravilhosa e apenas tentei absorver da melhor maneira que consegui. Para mim foi especial por muitas razões. Minha primeira nomeação ao Globo de Ouro, evidentemente, mas também foi uma noite comovente por causa do movimento ‘Time’s Up’. Me lembro que no ano passado, nesta mesma época, eu tinha acabado de gravar a primeira temporada de ’13 Reasons Why’ e assisti a Claire Foy receber o prêmio desta categoria. Então, este ano, estar nomeada juntamente com ela, Elisabeth Moss, Maggie Gyllenhaal e Caitriona Balfe, foi um momento surreal em que eu pode encerrar um ciclo.

Como se sentiu com o impacto que ’13 Reasons Why’ teve?
Acho que a parte de discussão e reflexão, definitivamente foi a parte mais gratificante. Nesta discussão, debate, era importante que as pessoas expressassem preocupações e suas opiniões, porque é assim que aprendemos coisas diferentes. Se as pessoas gostaram da série ou não, é algo muito pessoal. Não posso dizer a ninguém como reagir porque cobrimos tanta coisa na série que as pessoas vão reagir de maneiras diferentes, dependendo de suas próprias experiências e seu próprio contexto.

Sabemos que não pode falar muito, mas o que podemos esperar da segunda temporada?
Estou muito emocionada. Depois de ler os primeiros roteiros, eu fiquei muito feliz porque creio que teremos a oportunidade de continuar falando sobre coisas importantes, mas com uma história diferente com muito mais dos demais personagens e suas próprias experiências, motivo pelo qual fico empolgada. Creio que de alguma forma isso continuará transmitindo a importância do que fizemos na primeira temporada.

SCANS

 

21.05
2018
Katherine Langford, Dylan Minnette, Alisha Boe e Brian Yorkey concedem entrevista ao NME

Fonte: NME

O drama adolescente da Netlix espalhou uma enorme controvérsia com sua descrição gráfica do suicídio e estupro. Com a estreia da segunda temporada, nós encontramos com o elenco e o criador para descobrir o que irá acontecer.

Se você achou que ’13 Reasons Why’ foi uma série fogo de palha, então repense. O que você viu no ano passado foi apenas o começo.

“A primeira temporada foi uma experiência e tanto,” disse o diretor Brian Yorkey, sentado confortavelmente em um quarto de hotel chique em Roma. “Mas nós sempre soubemos que nós teríamos que revisitar vários dos acontecimentos de uma perspectiva diferente. Afinal de contas, há outro lado de toda história e na segunda temporada nós vamos descobrir coisas que ninguém esperava.”

Baseado no romance best-seller de Jay Asher, a primeira temporada foi um mistério dramático convincente que ficou no ranking das séries mais assistidas de 2017 da Netflix. O enredo girou em torno de Hannah Baker, uma estudante de ensino médio problemática que tira a própria vida e deixa uma nota acusatória de suicídio em 13 fitas cuidadosamente gravadas. Conforme elas circulam, um por um dos assustados colegas de sala de Hannah, cada um tenta enterrar a evidência e proteger seu nome. Mas nos estonteantes episódios finais, a verdade finalmente vem à tona.

É uma série difícil de assistir. Suicídio e estupro juvenil raramente são retratados tão graficamente e o tema da série ressona fortemente nos jovens. A pesquisa no Google por consciência acerca do suicídio aumentou muito com o lançamento de 13RW e virou uma das séries mais comentadas do ano no Twitter. Nem Yorkey esperava que fizesse tanto sucesso.

“Nós sabíamos que seria assunto de conversas e eu acho que era o que nós queríamos,” ele explica. “Mas o volume e intensidade? Isso foi surpreendente.”

Algumas pessoas louvaram a Netflix por iniciar a discussão mas outros – incluindo pais, profissionais de saúde mental e até mesmo bandas indies – demonstraram preocupação. O principal argumento deles? A retratação excessivamente gráfica da cena final de Hannah, que desrespeitou as diretrizes de transmissão que especificamente aconselha contrariamente a retratação de “métodos de suicídio” na televisão. No entanto, positivas as intenções, há sempre o risco de algumas pessoas a verem como um “como fazer” ao invés de “porque não o fazer”.

Chefiando estas críticas estava o embaixador de Car Seat Headrest, Will Toledo. Ele rotulou a série como “meia fodida” em um tweet e culpou os escritores por “dizer às crianças como transformar suas vidas miseráveis e sem esperança em uma emocionante e catártica missão suicida.”

Para Dylan Minnette, que interpreta o amigo mais próximo de Hannah, as palavras ainda são inteligentes. “Foi infeliz, porque eu sou, sem sombra de dúvidas, um grande fã de Car Seat Headrest”, ele disse com tristeza. “Eu espero que ele tenha feito sua pesquisa e tenha assistido tudo antes de ter formado sua opinião, porque ele é bem sincero sobre muitas coisas. Eu acho que foi apenas o “Will sendo o Will”, mas quando é sobre algo que você faz parte é meio chato.”

Para a grande parte, no entanto, a resposta foi positiva – especialmente dos fãs. Uma pesquisa realizada pela Universidade Northwestern mostrou que 71% das pesquisas dos adolescentes foi mais para o sentido de como falar sobre seus problemas, após assistir 13RW.

Problema resolvido, certo? Bem, não exatamente. Apesar da folga, houveram outras coisas que ficaram no caminho de uma vota. O enredo, por exemplo.

No fim da primeira temporada, as fitas terminaram, Hannah está morta e = mesmo permanecendo algumas questões – o livro de Asher não vai adiante. Yorkey teve que fazer uma escolha: deixar daquela forma, reexaminar os fatos de uma perspectiva diferente ou se aventurar em uma território desconhecido. No fim, ele seguiu em uma mistura das duas últimas opções.

“Nós sempre soubemos que nós queríamos que a Hannah voltasse,” revela Yorkey. “Nós queríamos que ela fosse uma presença na vida de Clay, porque ele ainda tem que lidar com o processo de deixá-la ir, no que diz respeito à sua morte. Nós queríamos achar uma forma de dramatizar o processo.”

Novos narradores foram adicionados e há um aviso de enredo diferente que direciona a narrativa. Ao invés de fitas alimentando aos poucos as informações, cada episódio é enquadrado em uma foto polaroide. É algo que Yorkey arriscou muito para um público jovem.

“Eu fiz uma observação em uma entrevista no ano passado sobre como (as fotos polaroides) iriam ser uma nova tecnologia que os milenares teriam que pesquisar no google,” ele brinca. “Imediatamente, ao menos uma dúzia de crianças me tweetaram falando “Nós sabemos o que são fotos polaroide. Eu tenho uma câmera polaroide!’ A ira dos milenares – você não quer contrariá-los!”

Para identificar o misterioso fotógrafo da polaroide, Yorkey se mantém recatado. A pessoa por trás das fotos “tem um motivo muito específico de querer fotos polaroides e não apenas fotos no celular.” Mas quem quer que seja, aparentemente Clay terá a tarefa de descobrir quem é.

“Não é uma temporada fácil para o Clay,” admite Minnette. “No início, nós o vemos fazendo o seu melhor pra seguir completamente em frente sem Hannah. Mas quando ocorre o julgamento da escola (por negligência), isso o força a dar um passo para trás para conseguir justiça para Hannah.”

Felizmente para Clay, seus pais o compraram um carro. Então não espere reiterados acidentes de bicicleta tarde da noite igual à primeira temporada. “Eu acho que o Clay está sempre encontrando uma forma de conseguir alguns machucados,” ri Minnette. “Não tem outra explicação!”

Deixando as piadas de lado, Clay – e seu relacionamento com Hannah – permanece sendo o centro de 13RW. Quando eu conheci Dylan Minnette e Katherine Langford, que interpreta a Hannah em seu primeiro papel, eles são só sorrisos, rindo e fazendo piadas durante a nossa curta conversa. Mas deve ser estranho, eu acho, ter sua grande estreia como uma personagem que se matou antes mesmo da primeira cena?

“É estranho,” disse Katherine. “Mas para mim, Hannah parecia estar bem viva ao longo da primeira temporada. (Diretor) Tom McCarthy me disse logo no início: ‘Você tem um longo caminho a percorrer.'”

Apesar do sentimento de Katherine, Hannah não está nem um pouco viva na segunda temporada. Então como ela aparece? “Todas as vezes que você vê a Hannah nesta temporada, ela está filtrada pelos olhos de alguém,” revela Langford. “Você a vê em flashbacks, alguns verdadeiros, outros nãos, e também no presente como uma presença para o Clay.” Espera, como um fantasma? “Mais ou menos. A personagem de Hannah é algo que é descoberto no decorrer das filmagens. Mas eu acho que ‘presença’ é a melhor forma de descrevê-la.”

Realmente, as aparições de Hannah na segunda temporada estão, em sua maior parte, ligadas à mente de Clay. No decorrer do julgamento e a tensão vai auentando, ele começa a vê-la mais, enquanto ninguém mais vê. De várias formas, 13RW é da mesma forma sobre Clay quanto Hannah. É a história de um jovem que se desenrola no despertar de um trauma inimaginável. A ‘presença’ contínua de Hannah é simplesmente a prova de que Clay está inapto a lidar.

Similarmente, o jovem elenco está afivelado com a pressão. Mas eles não. Enquanto conversamos, há centenas de fãs (em sua maior parte, jovens garotas) fazendo filas na porta do hotel, esperando ver um relance das duas estrelas. Certamente isso é difícil de lidar?

“Essas pessoas estão genuinamente afetadas pelo trabalho. Eles se importam muto,” disse Katherine. “Eu vim da Austrália, onde eu nunca fiz nada e agora eu estou na maior série da Netflix.” Ela continua: “Eu encontrei minha casa com os fãs. Eles, sinceramente, me trazem muito conforto e motivação.”

Minnette enxerga mais objetivamente. Ele já filmou com Hugh Jackman e Jack Black e tem mais experiência com os holofotes. “Há várias formas diferentes de lidar com isto,” ele diz. “Eu era muito inflexível comgo mesmo, a ponto de não querer mudar nada quando apareceu a série.” Isso é possível? “Eu apenas disse para mim mesmo: ‘Você não deve nada a ninguém. Seja você mesmo e continue vivendo a vida que você tem vivido.’ Foi desta forma que eu me mantive saudável e feliz.”

Sobre lidar com a parte sombria da série, há uma razão diferente. Alisha Boe, que interpreta a estudante Jessica, tem uma das cenas mais traumáticas da série. Na primeira temporada, a sua personagem é estuprada em uma festa pelo atleta Bryce, enquanto seu namorado Justin deixa tudo acontecer e ainda tenta encobrir depois. No entanto, o apoio foi disponibilizado para os jovens atores.

De acordo com Boe, haviam médicos que podiam conversar e o elenco trabalhou conjuntamente com o ‘It’s On Uns – uma organização que ajuda sobreviventes de assédio sexual em sua recuperação. Em um momento, haviam até cachorros no set. “Nós estávamos chorando e de repente aparecia um filhotinho que você podia ir lá e abraçar!” disse Boe. “Teve muito suporte disponível.”

Mas e a Jéssica? Ela é ajudada na segunda temporada? A justiça é feita? “Eu espero que sim,” disse Boe. “Nós iremos explorar isso (nesta temporada). É sobre a jornada de Jessica e como ela está tentando se recuperar. Um dia pode dar tudo certo e no dia seguinte, tudo desmorona. Nós a acompanhamos enquanto ela passa por isso.”

Infelizmente, alguns fãs não foram tão compreensíveis quanto Alisha esperava. Várias pessoas chamaram Jéssica de vadia online, enquanto outras pessoas disseram que o estupro foi culpa dela. Ela não ficou surpresa: “Eu senti que isso era paralelo a como a sociedade enxerga as sobreviventes,” ela disse. “É muito comum culpar a vítima.” Mais tarde, o movimento #MeToo entrou em cena e a história da Jessica ganhou uma nova relevância. “O artigo de Ronan Farrow foi publicado no meio das filmagens,” explica Boe. “Foi tão emponderador ver as mulheres falarem sobre isso e depois ir trabalhar porque isso se aproximava muito da história que nós estávamos contando.”

Uma das celebridades que mais apoiou o movimento também teve um grande papel em fazer 13RW acontecer. Originalmente escalada para interpretar Hannah – sua mãe optou pelo lançamento do livro – Selena Gomez acabou como uma produtora executiva, ao invés disto. “Quando virou uma série, Selena já era uma pop star mundial,” disse Yorkey. Mas ela ainda quis estar envolvida e trabalhou pesado por trás das câmeras.

“Selena é muito aberta sobre suas próprias dificuldades com doenças mentais,” disse Yorkey. “Ela tem uma fanbase gigante constituída por jovens que ela se importa muito. Ter ela como nosso anjo da guarda e nos guiando tem sido muito poderoso.”

Isso também significada que ela poderia ir na festa de encerramento, uma noite que Gomez documentou em seu instagram. Fotos de cabines postados nas redes sociais, demonstra ela ficando íntima do elenco. Eles aparentam estar em êxtase, honrados por terem uma megaestrela no meio deles. Mas Dylan, na verdade estava “desesperadamente tentando voltar para o meu apartamento a tempo para ver o final da temporada de The Walking Dead.” E Katherine estava “extremamente doente.”

“Eu tive que ir pra casa em duas horas porque eu estava muito doente,” ela revela. “Depois eu recebi um telefonema às 05:00 da manhã porque foi o dia em que as nomeações ao Globo de Ouro saíram e eu tinha que escrever uma resposta para a imprensa. Depois nós gravamos algumas cenas à tarde. Foram 24 horas muito estranhas.”

Por fim, Katherine não ganhou a categoria em que estava concorrendo – Melhor Atriz em uma Série Dramática. Mas agora ela está na visão do público e tem o nome popular dentre os diretores de elenco. Em uma estranha reviravolta do destino, considerando os status de Hannah em ’13 Reasons Why’, Katherine se transformou na queridinha de Hollywood. Mas não é uma frase que ela goste muito. “Eu não gosto porque faz eu me sentir como um momento no tempo, como se eu não fosse uma coisas substancial que vai continuar,” ela explica. “Eu vou ficar por aqui por muito tempo.”

Então, o que está por vir para Langford & Companhia – a terceira temporada é uma hipótese? O elenco parece simpatizar. “Eu definitivamente estou interessado em ver mais sobre a vida do Clay. Eu vou amar continuar explorando isso.” dise Dylan. “Se fizer sentido ter outra história, então definitivamente deveria ter outra,” concorda Katherine. E para Boe? Ela diz que “não sabe de nada” e para isso nós teremos que “esperar até a segunda temporada sair”. Apenas o Yorkey não respondeu, provavelmente por ordem estritas de ficar calada. “Você vai ter que esperar para saber.”

21.05
2018
Premiere de ’13 Reasons Why’ é cancelada devido ao tiroteio ocorrido na ‘Santa Fe High School’

Fonte: The Hollywood Reporter

Um dos pontos centrais da segunda temporada é, em parte, em um tiroteio frustrado na escola.

A Netflix cancelou a premiere de sexta-feira da segunda temporada de ’13 Reasons Why’ em Los Angeles, devido a um tiroteio em uma escola em Santa Fé, Texas.

O enredo da segunda temporada da série foca, em parte, em um enredo que lida com um frustrado tiroteio na escola.

“Nossos corações estão com as vítimas do tiroteio da ‘Santa Fe High School’ e com todas as vítimas de violência armada. Devido à tragédia de hoje, nós estamos cancelando a premiere da segunda temporada de ’13 Reasons Why’ de hoje a noite,” Netflix disse em um pronunciamento.

A primeira temporada da série estabelece algumas das ameaças que envolvem violência com arma: No fim da temporada, os espectadores têm conhecimento de que Alex (Miles Heizer) atirou em si mesmo e foi levado para o hospital; a segunda temporada vai lidar com o que vem após esta história. A primeira temporada também mostrou Tyler (Devin Druid), um estudante que sofre bullying, colecionando um arsenal de armas em seu quarto.

A decisão da Netflix no que tange a premiere da segunda temporada, depois da primeira temporada da série ter intemperizado uma folga acerca da descrição gráfica do suicídio de Hannah Baker (Katherine Langford). Para a segunda temporada, que lida com o que acontece após os eventos da primeira temporada, bem como com assédio sexual e violência com armas de foco, a transmissora criou várias PSAs e recursos com informação de apoio.

“Houve uma tremenda quantidade de conversas sobre a cultura abordada na série. Obviamente, como humanos na cultura, nós estávamos ciente das conversas,” o diretor Brian Yorkey contou ao The Hollywood Report recentemente. “Nós os ouvimos, todos os lados diferentes, todos os pontos de vistas diferentes acerca da história e da primeira temporada.”

Dois suspeitos estão sob custódia após, pelo menos um atirador, abrir fogo na escola em Santa Fé, que matou oito de 10 pessoas, a maioria estudantes, na sexta-feira. Foi o tiroteio em escola com o maior número de mortos desde que um atirador matou 17 na Escola U.S., em Parkland, Flórida, em fevereiro.

21.05
2018
Katherine Langford é a capa da edição de 16 de maio da Capricho Week

Fonte: Capricho Week

A espera foi longa. Um ano e 18 dias depois, finalmente estreia na Netflix a segunda temporada de 13 Reasons Why. No dia 18 de maio, os 13 novos episódios estarão no ar e vão mostrar as consequências dos acontecimentos vividos pelos alunos da Liberty High School – com um terrível histórico de bullying, abusos sexuais e agressões físicas, mas, principalmente, o outro lado da história que levou Hannah Baker (Katherine Langford) a tirar a própria vida, em uma das cenas mais polêmicas já mostradas em uma série de TV adolescente.

Além de passar um dia no set de filmagens, na Califórnia, em novembro do ano passado, a CAPRICHO conversou com Katherine Langford e Dylan Minnette, que, dentro do possível (e sem dar muitos spoilers), contaram como será a evolução de seus personagens nesta nova temporada. Os dois também falaram do impacto da série (a mais popular da Netflix) vida deles, e de como a equipe de produção fez para que temas tão pesados não os afetasse na vida real.

CAPRICHO: Sabemos que nesta temporada muitos segredos serão revelados, principalmente alguns envolvendo a Hannah. O que vocês podem nos contar sem dar tantos spoilers?

KATHERINE: Nossa! (risos) Por onde eu começo… Como eu falei, nós contamos praticamente toda a história da Hannah na primeira temporada, então não sobrou muita coisa a mais para ser falada. Agora vamos ver como esses eventos afetaram a vida das outras pessoas. Nesta temporada, a imagem da Hannah está destruída. Ela foi desconstruída, depois moldada para mostrar o pior e o melhor dela, e todas essas facetas diferentes dela, que meio que te fazem pensar quem ela realmente era. Acho que uma das coisas mais doidas desta temporada é que você vai ouvir coisas sobre a Hannah que vão te chatear, te surpreender ou até mesmo te chocar. Mas é essa jornada de ouvir todas essas coisas que vai fazer você se dar conta de que nada disso realmente importa. Não importa quem ela era ou as coisas que ela pode ter feito, ela não merecia o destino que teve.

A entrevista completa você lê na CH WEEK desta semana. Curtiu? Para baixar a CH WEEK é bem fácil: é só entrar na App Store (iOS) ou na Google Play (Android) e procurar por Capricho Week. Aí, é só baixar e escolher a edição que você quer ler. Se preferir, assine e leia tudo com um superdesconto! Corre lá e depois conta pra gente o que achou.

Confira a capa da revista em nossa galeria:

20.05
2018
VÍDEO: Katherine Langford, Dylan Minnette, Alisha Boe e Brian Yorkey falam sobre ’13 Reasons Why’ para a MTV

A MTV entrevistou o Katherine Langford e Dylan Minnette conjuntamente, bem como Alisha Boe e Brian Yorkey separadamente, para falar sobre a primeira e a segunda temporada de ’13 Reasons Why’. Katherine falou sobre como foi filmar a cena do suicídio na primeira temporada, sobre a interação com o elenco e equipe da série, dentre outros assuntos. Confira a seguir:

20.05
2018
VÍDEO: Katherine Langford e Dylan Minnette concedem entrevista para o Good Morning America

A equipe do programa Good Morning America, da ABC, esteve nos bastidores de gravações da 2ª temporada de ’13 Reasons Why’. Durante a visita, alguns membros do elenco, incluindo Katherine Langford e Dylan Minnette, foram entrevistados e falaram um pouco sobre a nova temporada.

Para divulgar a nova temporada, Katherine Langford, juntamente com Alisha Boe, Devin Druid, Ross Butler e Christian Navarro estarão presente no programa no dia 24 de maio, ao vivo.

Assista o vídeo da entrevista já feita a seguir:

20.05
2018
Katherine Langford concede entrevista ao Paris Match

Fonte: Paris Match

 

Há tantos segredos em torno desta 2ª temporada, o que você pode dizer sobre ela?
Os episódios começam cinco meses após a morte de Hannah. É o começo do julgamento entre seus pais e a escola. Várias pessoas dirão no tribunal quem era meu personagem do ponto de vista deles e responderemos várias respostas que ficaram sem resposta na primeira temporada , especialmente sobre Jessica ou Alex. Há muita conversa sobre cura e luto nesta temporada.

Como Hannah voltará nesta temporada?
Sempre que você a vê, é apenas através dos olhos de outra pessoa. Ela aparece em flashbacks, alguns são verdadeiros, alguns são falsos, mas também no presente através de Clay. É muito diferente da Hannah que conhecíamos.

O que você fez para entrar nesta personagem?
Foi interessante e desafiador ao mesmo tempo. As expectativas eram diferentes para mim. Nós não tínhamos mais um livro como parâmetro, então eu não sabia para onde minha personagem estava indo de um episódio para o outro. Quanto mais fomos filmando, mais eu não sentia como se estivesse interpretando a mesma personagem da primeira temporada.

A segunda temporada ecoará no movimento #MeToo?
Os estupros de Hannah e Jessica serão um dos principais tópicos desta temporada. Vamos contar como Jessica lida com a vida depois de seu assédio. Tenho muito orgulho disso e espero que a segunda temporada contribua para os debates sobre a agressão sexual, como na primeira temporada, com suicídio.



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