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Fonte: The Hollywood Reporter

A atriz assiste a sua nova comédia altamente conceituada e para o seu curto período no MCU: “foi muito legal simplesmente estar naquele set e ver um pouquinho do que foi filmado antes do mundo inteiro ver.”

Katherine Langford ainda está no começo de sua carreira.

A atriz australiana já tem um curriculum bem impressionante que inclui duas séries hits da Netflix, ’13 Reasons Why’ e ‘Cursed’, bem como dois filmes estimados em ‘Entre Facas e Segredos’ e ‘Com Amor, Simon’. Em seu último retorno para as telas, Katherine estrela em ‘Spontaneous’ de Brian Duffield, uma ficção científica e comédia altamente conceituada que está atualmente registrando uma nota de 97% entre as críticas do Rotten Tomatoes.

‘Spontaneous’ foca na Mara de Katherine e em seu relacionamento em construção com Dylan de Charlie Plummer. A pegadinha é que a história de amor deles começa entre uma pandemia em ascenção que envolve explosões espontâneas de adolescentes na escola deles. Mesmo o filme tendo sido gravado no início de 2018, o filme possui parapelos diretos com a história da pandemia do coronavírus, algo que nenhum dos criadores poderia imaginar que aconteceria.

“Em termos de relevância, ninguém poderia imaginar como isto iria impactar quando nós gravamos há três anos,” Katherine conta ao The Hollywood Reporter. “O problema disto, novamente, é esta comédia satírica com momentos muito bonitos e pé no chão e, definitivamente, possui esta curva de aprendizado ‘tornando-se um adulto’. Mas o mundo é um lugar muito diferente agora em termos da relevância do filme e ninguém esperaria o quão parecido com a realidade se tornaria.”

Se alguém fosse pressionado para nomear um único revés para Katherine, seria sua cena deletada em ‘Avengers: Endgame’, o filme de maior bilheteria da história, mas graças ao advento do Disney+, também como um entretenimento domiciliar, a cena ainda está sendo vista por milhões de fãs da Marvel. Na cena não finalizada, Katherine interpreta uma Morgan Stark crescida que se encontra com Robert Downey Jr. (Tony Stark) antes do seu último sacrifício e Morgan reafirma que seu pai fez a escolha certa. Para se preparar para esta cena, Katherine revela que ela e Downey Jr. assistiam diariamente as cenas dele com Lexi Rabe em Endgame, a jovem atriz que interpretou a Morgan Stark de 5 anos de idade.

“Talvez um dia antes no set, Robert Downey Jr. teve algumas diárias e nós assistimos algumas apenas para nos contextualizar. Mas, sim, foi muito legal simplesmente estar naquele set e ver um pouco do que foi filmado antes que o resto do mundo visse.”

Em uma conversa recente com o THR, Katherine também discute seus diversos projetos de sucesso e o momento “Carrie” que ela teve enquanto filmava ‘Spontanenous’.

‘Spontaneous’ já está indo muito bem nas críticas. Você também tem duas séries de sucesso da Netflix no seu curriculum, ’13 Reasons Why’ e ‘Cursed’, bem como os dois amados filmes ‘Entre Facas e Segredos’ e ‘Com Amor, Simon’. Você teve a oportunidade de parar para pensar neste caminha incrível que você tem trilhado?
Primeiramente, obrigada. É muito gentil da sua parte. Eu me sinto com muita sorte por ter feito parte dos projetos que eu fiz até então e eu tive uma incrível primeira oportunidade. Eu sempre sou muito grata por ter tido a oportunidade de demonstrar e ter a oportunidade de fazer um trabalho bom, do qual eu tenho orgulho. E poder trabalhar com outras pessoas fabulosas, é simplesmente um sentimento muito surreal e é algo que eu sempre sou grata por ter. Eu ainda sou muito jovem e eu tenho muito o que aprender e muito mais o que fazer. Então eu estou ansiosa para poder continuar aprendendo de pessoas boas.

Eu estou curioso com as circunstâncias em que te contaram pela primeira vez a premissa de ‘Spontaneous’. Qual foi a sua reação inicial ao ouvir ou ler aquela estudante sentada na frente da sua personagem, Mara, explodir espontaneamente nos primeiros segundos do filme?
(Risos) Bom, eu não estava esperando isto. Isto é a primeira coisa que pula na minha cabeça. A segunda coisa, nós filmamos isto há quase três anos e quando eu li pela primeira vez, o mundo era um lugar muito diferente do que é atualmente, particularmente neste momento que estamos vivendo. Para mim, possuía este sabor existencial, tipo existencialismo prematura, mas também esta sátira incrível, e eu achei que isto seria algo que ia ser tão único, mas também teria momentos muito emocionantes e genuinos. Mas na maior parte, era simplesmente comédia satírica, só que agora é mais parecida com a realidade. Esperamos que algum desses momentos ainda estejam aí e eu acho que ainda acaba com um sentimento de esperança.

Este filme há diversos cortes de combinação em que a Mara está fazendo algo em uma cena e isto se move e a leva para um local diferente. Esses momentos estavam no roteiro?
Sim, tudo que nós fizemos estava no roteiro, mas o Brian Duffield realmente nos deixou brincar mais com as cenas com diálogo mais pesado entre os personagens e seus relacionamentos. Na verdade há uma cena muito linda entre a Mara e Tess (Hayley Law), que foi quase completamente improvisada e isto foi apenas nós duas interpretando. E quanto ao resto, tudo foi graças ao Brian Duffield. Ele escreveu, ele dirigiu e, na maior parte, ele conseguiu executar a visão dele de como ele gostaria de ver.

Apesar do alto conceito de explodir adolescentes, o filme ainda parece ser bastante enraizado enquanto lida com alguns assuntos importantes e pesados. Enquanto eu entenderia o porque de alguns atores ficariam tentados a elevar sua performance para combinar com o alto conceito, o Brian fez este ponto de que o alto conceito não deveria mudar a forma que você normalmente aborda materiais dramáticos ou de comédia?
Eu não sei se ele especificamente falou sobre isso. Talvez ele não precisou – pelo menos da minha perspectiva quando eu estava lendo e quando nós ensaiamos. Eu vou continuar falando todas as coisas boas do Brian Duffield, porque ele realmente é um escritor incrível e diretor e a forma que ele escreveu isto, você tem esses momentos de sátira e preocupação exacerbada que de alguma forma é meio caricaturado. Eu acho que dependeu apenas da escrita e do roteiro que ele escreveu, que tem este equilíbrio lá inatamente. Eu também creditaria os atores e as dinâmicas e os relacionamentos entre os atores. Isso é algo que eu me orgulho muito e eu sou muito grata pela escolha do elenco. A Mara é bastante inquieta e energética; ela é meio que um pequeno vaga-lume em uma jarra. A dinâmica entre a Mara e Dylan (Charlie Blummer) equilibra tudo de uma forma linda e também funciona como três quando a Tess, Dylan e Mara estão juntos. Então, foi mais um equilíbrio, e o Brian não precisou explicar tudo porque estava presente no trabalho.

Há um momento em que a Mara olha para a câmera e diz algo sobre ser um certo tipo de presidente…
Risos.

Por motivos que podem ser presumidos, eu tenho um sentimento de que um meme popular pode surgir deste momento. Eu sei que você não faz momentos de meme propositalmente, mas o pensamento pelo menos entrou no fundo da sua cabeça?
Em termos de relevância, ninguém poderia imaginar como isto iria impactar quando nós gravamos há três anos. O problema disto, novamente, é esta comédia satírica com momentos muito bonitos e pé no chão e, definitivamente, possui esta curva de aprendizado ‘tornando-se um adulto’. Mas o mundo é um lugar muito diferente agora em termos da relevância do filme e ninguém esperaria o quão parecido com a realidade se tornaria.

Quantas tomadas você precisou para quebrar o pára-brisa traseiro daquele carro com uma garrafa?
Sabe de uma coisa? Eu sou uma boa lançadora. Eu acho que eu tenho um braço muito bom em mim, então eu acho que não foram muitas tomadas. Eu acho que nós também só tínhamos três garrafas que quebrariam. Todas aquelas garrafas com líquido foram feitas de vidro de açúcar e uma delas quebrou. Então eu acho que foram apenas duas tomadas, mas é um dos meus momentos mais leves favoritos do filme.

E o que eles usaram para a gosma sangrenta? Ainda é xarope de milho e outra coisa?
Sim, é uma mistura deliciosa de xarope de milho, corante e alguma outra coisa. Eu preciso dar créditos ao nosso departamento de adereços, porque eles criaram diferentes tipos e consistências de xarope de sangue. Parte disto veio do Brian também, já que nós usamos explosões de diversas formas neste filme. Eu acho que houve muita pesquisa sobre como as coisas espirrariam e eles precisaram fazer diversos testes enquanto era espirrado, jogado por um canhão ou sei lá. Então eles tinham um arranjo de sangues e há uma cena em que ele simplesmente vem de um balde. Eu acho que eu não deveria, mas eu lidei provavelmente com um balde inteiro de sangue em um momento bem “Carrie”. Então vamos apenas dizer que foi uma limpeza muito bagunçada e uma gravação muito bagunçada.

Só por curiosidade, você assistia diariamente a Lexi Rabe, a jovem atriz que interpretou a Morgan Stark de 5 anos de idade, enquanto você preparava a versão crescida da personagem em ‘Avengers: Endgame’?
Nossa, isso foi há um pouco de tempo, mas talvez um dia antes no set, o Robert Downey Jr. tinham algumas diárias e nós assistimos a algumas apenas para nos contextualizar. Mas sim, foi muito legal simplesmente estar naquele set e ver um pouquinho do que foi filmado antes que o resto do mundo visse.

Eu estou bem perdido no tempo, mas eu amo a cena da ligação telefônica entre você e a Ana de Armas em ‘Entre Facas e Segredos’. Ela e eu falamos sobre a chamada e sobre o quão valioso foi ter você presente, fora da cena, ao lado dela da chamada. Ela também fez o mesmo para o seu lado e você pode dizer que tanta generosidade entre atores geram uma cena ainda melhor.
Ah, eu fico tão feliz de ouvir isto. Eu me diverti muito trabalhando nisto. Ana, Jamie Lee Curtis, Chris Evans, Daniel Craig – todos eles foram incríveis. Foi um filme muito especial de se fazer parte, assim como este.



Fonte: Cultured Vultures

Eu sentei e conversei com o escritor/diretor Brian Duffield sobre seu novo filme ‘Spontaneous’. Duffield, conhecido por seu trabalho como roteirista em filmes como ‘Ameaça Profunda’, ‘Insurgente’ e ‘The Babysitter’, entrega um conto sombriamente engraçado com o qual o público irá se identificar enquanto tentam navegar no clima incerto da atualidade. No filme, veteranos do ensino médio encontram-se explodindo espontaneamente (daí surge o título do filme), sem nenhuma explicação do que estaria causando isto e como parar.

Enquanto eles lutam para sobreviver em um mundo em que cada momento pode ser o ´¨ltimo, um romance inesperado aflora entre Mara (Katherine Langford) e Dylan (Charlie Plummer), que descobriu que quando o amanhã não é mais prometido, eles finalmente podem começar a viver o presente.

‘Spontaneous’ é sua estreia na direção. Me conte sobre o destaque das gravações como diretor de primeira viagem. Quais foram os doces altos ou os baixos absolutos?
Naturalmente, trabalhar com os atores, trabalhar com Katherine, Charlie, Hayley, Rob, Piper, Chelah, Yvonne… É uma lista muito longa de pessoas. Eles me fizeram parecer bom. (Nós rimos) Algumas das pessoas mais adoráveis de se trabalhar com – este aspecto foi o mais divertido. Especialmente a Katherine, porque ela está em todas as cenas, minha valorização dela aumentou, tanto como uma parte criativa no filme quando como alguém que trabalhou comigo. A Katherine foi muito especial, alguém que eu realmente estimo. Também, trabalhar com todo o sangue e todas as coisas de ação, foi realmente emocionante finalmente ter chance de criar algumas coisas no set divertidas de ação.

(…)

‘Spontaneous’ envolve alguns veteranos do ensino médio que espontaneamente exploderm. Isto é um conceito para dificuldades com a saúde mental, a volatilidade de ser novo, ou ele serve para refletir as maiores incertezas da vida?
Eu acho que você acertou em cheio. Katherine, Charlie, Hayley e eu falamos muito sobre nos certificar de que todas as emoções do filme dessem certo, e ainda deram certo se você falasse sobre combustão espontânea e substituir com – Deus que me perdoe – um vírus, ou algo tão ruim, um evento traumático que as pessoas vivenciam, as emoções do filme e o que a personagem da Katherine vivencia ainda seria autêntica e real. Nós falamos sobre o quão é meio que tipo ‘A Culpa é Das Estrelas’, mas ao invés de as pessoas terem câncer elas estão explodindo.



Fonte: Publimetro

Baseada no livro homônimo e best-seller, ‘Cursed’ é uma nova versão da lenda do rei Arthur, contada através dos olhos de Nimue, uma jovem com um legado estranho que está destinada a se tornar a ‘Senhora do Lago’, uma mulher com uma história poderosa ainda que trágica.

Quando perde sua mãe, Nimue embarca em uma viagem junto com o mercenário Arthur, com quem sai em busca de Merlin. No caminho, deparam-se com diversos obstáculos que colocam em prova a coragem de Nimue.

‘Cursed’ é uma história de transição para a idade adulta e, mesmo se passando na Idade Média, os assuntos que são abordados são de interesse desta época: a destruição da natureza, o terror religioso, uma guerra sem sentido, dentre outros.

Criada por Tom Wheeler e Frank Miller, a série é protagonizada por Katherine Langford, que interpreta Nimue, além de Devon Terrell (Arthur) e Gustaf Skarsgård (Merlin).

“‘Cursed’ é uma história de ficção fantástica e épica, baseada em uma lenda arturiana, ‘A Senhora do Lago'”, disse Katherine Langford, que relatou como sua personagem se transforma diante dos olhos de todos na série.

“Acompanhamos a vida de uma jovem chamada Nimue, que vai de uma pessoa inquieta e marginalizada para ser, em muitos sentidos, a mártir de todo o povo. No começo da série, vemos a Nimue como uma jovem que está deixando de ser adolescente e se tornando uma adulta e ainda está limitada pelo fato de que ainda depende, de certa forma, de outras pessoa, mas, ao mesmo tempo, também quer explorar o mundo e ver algo diferente. Ela deixa de ser alguém muito solitária e passa a ser alguém que ajuda os outros, que desperta liberdade e coragem nas pessoas que sentem-se indefesas,” acrescentou.

A história tem vários componentes, entre eles alguns de época, fantasia e história. Para a atriz australiana, esta é “uma história que empodera”, pois apesar de ter momentos de tragédia, também há romance, bem como momentos graciosos e devastadores.

“Em geral, é uma história genial. Acreditamos que sabemos muito desta história, mas nunca a vimos desta forma. O que eu amo, em particular, é que possui todos os elementos maravilhosos, mágicos e fantásticos que os amantes de fantasia e história gostam, assim como eu. Vemos homens, reis, a princesa e os magos passarem pelas loucuras que precisam passar. Todas as batalhas, as perdas, a tragédia… E você pensa “Nossa, é muito difícil”, mas, por outro lado, temos uma hsitória contada através dos olhos de uma mulher. Haviam muitas doenças e traições, mas também há os obstáculos de ser uma mulher naquela época. Faz com que eu me sinta inspirada, porque não era difícil sobreviver só como pessoa, mas também como mulher,” disse Katherine.

Sobre outro tema, a atriz também se mostrou orgulhosa por fazer parte de uma série que tem uma personagem feminina forte no centro da história. Reconheceu que é algo que tem acontecido nos últimos anos e confessou que este aspecto foi o que a atraiu definitivamente para fazer parte da produção. “Na época em que a história de ‘Cursed’ se passa, as mulheres precisavam ser muito fortes, portanto foi um privilégio interpretá-la e não esconder a força dela. Quando eu recebi o roteiro, eu em senti imediatamente atraída, pois o Tom Wheeler fez um ótimo trabalho transformando esta história em série.”



Fonte: Grazia Itália

 

Para se tornar a protagonista de uma das séries fenômeno dos últimos anos, é preciso habilidade, obstinação e uma pitada de sorte. Além de estar no momento certo, é necessária sabedoria e coragem.

A atriz Katherine Langford, de 24 anos, possui todas essas qualidades e uma beleza clássica, mas não trivial, que lhe permitiu também se tornar a nova embaixadora da L’Oréal Paris.

Dois anos atrás – por ocasião de uma entrevista anterior para a segunda temporada de ’13 Reasons Why’, a série da Netflix que a transformou mundialmente famosa – Katherine havia me dito que seu sonho era tirar algum tempo para viajar, aproveitar que era jovem e da ausência de laços para se sentir livre. Mas agora as prioridades, também para ela, mudaram radicalmente. “Hoje me considero sortuda por poder passar a quarentena em um local seguro, enquanto para muitas outras pessoas foi uma experiência terrível. No momento, estou tentando reconstruir uma nova vida cotidiana”. Enquanto isso, poderemos segui-la em suas duas novas aventuras: a colaboração com a L’Oréal Paris (de setembro) e, a partir de 17 de julho, a nova série, sempre da Netflix, ‘Cursed’, na qual Langford muda de pele. Ela não será mais uma adolescente problemática, mas uma heroína de fantasia. Seu personagem é a ’Senhora do Lago’, a “fada” que, segundo a lenda, entregou a espada Excalibur ao rei Arthur.

É quase uma simples reinterpretação do ciclo arturiano.
De fato, quando você pensa nessas lendas, você se lembra do mágico Merlin, os cavaleiros da Mesa Redonda, enquanto as mulheres estão sempre à margem. Ter a oportunidade de contar a história de um dos personagens mais complexos da saga que nunca havia sido explorado antes me deixa feliz. A ‘Senhora do Lago’ é uma heroína e enfrenta uma série de dificuldades que fazem parte dela como mulher. Sempre fomos capazes de gestos heróicos, só que nossos feitos quase nunca foram contados.

Quais são suas heroínas na vida real?
Eu cresci cercada por mulheres muito fortes, então não percebia, mas agora, quando olho para a minha infância, vejo a sorte que tive: elas me criaram, tiveram uma influência positiva em mim.

Quem em particular?
Minha mãe. Mas mesmo o meu pai, desde criança, senti que minhas habilidades eram importante para eles. Também houveram alguns professores que tiveram um papel importante. Foi no ensino médio, graças aos meus companheiros que começaram a se interessar pela participação de gênero, que percebi completamente as desigualdades sistemáticas entre homens e mulheres pela primeira vez. Uma vez que você está ciente disso, não pode deixar de notar como isso acontece continuamente. e quanto mais você percebe, mais aprende.

Você começou a trabalhar quando a indústria cinematográfica começou a tomar ciência do problema.
É verdade, comecei a atuar em uma fase em que se falava de desigualdade, da necessidade de garantir os mesmos direitos para todos, independentemente de gênero, raça, fé religiosa e identidade sexual. Quero fazer minha voz ser ouvida: lutar juntos nos tornará mais fortes.

Dizem que uma crise global como a que estamos enfrentando também é uma oportunidade. O que você acha disto?
Ter parado por um longo tempo, mudando o ritmo em comparação aos últimos dois anos, me ajudou a colocar várias coisas de volta em perspectiva e o mesmo aconteceu com muitas outras pessoas. Se o ambiente se beneficiou desta parada forçada, acho que deveríamos realmente pensar em como uma mudança em nossos hábitos se refletiu na situação. Não podemos voltar a fazer o que fazíamos antes, temos que passar para um novo normal. Essa emergência permitiu que todos entendessem que existem coisas que podemos melhorar.

Você disse que nos últimos anos sentiu que se tornou uma mulher adulta. Como isso mudou?
Dizem que da adolescência você passa para a idade adulta. Mas para uma garota, isso significa se tornar uma mulher. O que isso implica? Eu ainda estou tentando descobrir. Sei que adquiri mais confiança em mim mesma: viajar continuamente para o trabalho, como fiz nos últimos anos, exige pés firmes no chão, é preciso saber quem você é.

Você se lembra de uma ocasião recente em que se sentiu feliz consigo mesma?
Trabalhar em ‘Cursed’ me fez sentir forte. Eu gostei de filmar as cenas de ação. Quando menina, eu era atleta, pratiquei natação competitiva e, graças à esta série, pude reunir as duas paixões: atuação e esporte. Tivemos cerca de quatro semanas entre os ensaios e o treinamento. A parte mais valiosa desse mês de preparação foi a oportunidade de encontrar um novo estilo na luta.

Isso me lembrou do modo como algumas atletas conseguiram reunir sua feminilidade e desempenho esportivo é interessante.
Existe a ideia de que as meninas não devem ser fortes, que não é uma coisa feminina. Mas é absolutamente errada. Estou muito feliz por ter praticado a competição quando menina, porque isso me fortaleceu. É importante ver atletas e mulheres em geral que são respeitadas por suas habilidades. A rainha do tênis, Serena Williams, por exemplo, é um símbolo para muitas mulheres.

Ser uma embaixadora da L’Oréal Paris significa incorporar também um modelo estético. O que é beleza para você?
Quando eu era mais jovem, experimentei isso como algo avassalador. Então percebi que, graças à maquiagem, ao penteado escolhido, você pode ter controle sobre sua aparência. Quando menina, eu usava pouca maquiagem e, trabalhando, conheci maquiadores e cabeleireiros fantásticos. Aprendi a apreciar o fato de que você pode usar essas ferramentas para criar uma harmonia entre a exterioridade e a maneira como se sente por dentro. A versão mais bonita de si mesmo é você na sua singularidade.



Fonte: Elle Rússia

No início do verão, a L’Oreal Paris revelou Katherine Langford como embaixadora de beleza da marca internacional. Assim, uma das atrizes mais promissoras de Hollywood, conhecida pelos projetos “Entre Facas e Segredos” e “Com Amor, Simon”, ficou em pé de igualdade com as lendárias musas da marca: de Jane Fonda a Amber Heard. Segredos de beleza de um novo “modelo”, minutos de fama e projetos para a Netflix – em entrevista à ELLE russa.

Como começou sua colaboração com a L’Oreal Paris? Qual foi sua primeira reação à proposta deles de colaborar?
Eu sempre gostei de maquiagem em filmes, sempre fez parte do meu trabalho, gosto do processo de ser pintada por maquiadores. Mas na vida cotidiana eu prefiro um mínimo de maquiagem, uma imagem muito neutra e simples. Há alguns anos, cheguei a uma reunião no amplo e bonito escritório da L’Oreal Paris em Nova York, e ninguém ficou envergonhado por eu não estar usando maquiagem, todo mundo gostou da minha aparência natural. E para mim – essa abordagem é importante para mim que a cooperação com as principais marcas traduza idéias importantes e corretas que eu me sustento. Portanto, quando a L’Oreal me ofereceu uma colaboração (isso foi no ano passado durante a Paris Fashion Week), e eu mesma aprendi mais sobre história, sobre seus produtos e valores, concordei sem hesitar. Conheço e amo essa marca desde a infância e fico feliz que seja a primeira marca que eu colaboro.

O que torna a L’Oréal especial para você pessoalmente?
Como eu disse, eu cresci com os cosméticos L’Oreal, como muitas outras mulheres. Lembro-me do meu primeiro rímel, a primeira base L’Oreal e sinto uma certa conexão com a marca. Além disso, admiro o conceito da marca, o desejo deles de inspirar mulheres em todo o mundo. O slogan “Você merece” é uma mensagem forte e muito significativa que define o DNA da marca. Tenho a honra de fazer parte da campanha e de transmitir esta mensagem.

Qual é a sua primeira lembrança de maquiagem?
Essas memórias começam desde a infância, quando olhei para minha mãe, queria ser como ela e secretamente pintei meus lábios com seu batom. Mas o momento mais memorável aconteceu aos 16 anos. Encontrei esmalte roxo com partículas de glitter e decidi que queria essa cor nos meus lábios … e achei que duraria para sempre. Sem pensar duas vezes, realizei meu sonho e pintei meus lábios com esmalte. Sim, foi uma loucura, minha mãe tentou por muito tempo remover essa cor roxa da minha boca.

Qual embaixadora da L’Oréal você considera sua musa?
É tão difícil escolher apenas uma pessoa, as embaixadoras da L’Oréal são todas muito diferentes e cada uma é bonita à sua maneira. Sou inspirada por todos, de Jane Fonda à Helen Mirren, ícones reais, atrizes talentosas, ativistas que me inspiram tanto, a outras mulheres incríveis – Viola Davis e Amber Heard. Eu acho que cada uma das embaixadoras da marca inspira e faz do mundo um lugar melhor.

Você se lembra do momento em que acordou famosa?
Um dia, durante as filmagens de ‘Com Amor, Simon’ em Atlanta, minha equipe e eu decidimos viajar para a cidade vizinha de Savannah para passar um fim de semana lá. Jantamos em um pequeno restaurante e a garçonete me reconheceu, depois duas meninas apareceram, depois outra pessoa – e assim continuou o fim de semana inteiro. Eu nem sabia como reagir, era a primeira vez que acontece isto comigo. Felizmente, tive colegas mais experientes comigo que me ajudaram com isso.

Que novos hábitos você descobriu durante o seu isolamento e continuará a praticá-los?
Claro, a situação no mundo continua crítica e muitas pessoas estão passando por eventos trágicos, mas eu gostaria de ver o lado positivo também. A quarentena voltou minha atenção para coisas mais significativas e importantes. Comecei a me comunicar mais com minha família e amigos, dedicando tempo para dormir, ler, cuidar da pele e a fazer uma rotina que nunca tive tempo.

Você pode nos contar um pouco sobre seu papel na nova série da Netflix, ‘Cursed’?
A série reconta uma das lendas do ciclo arturiano. Interpreto o papel da jovem Nimue, que se torna a ’Senhora do Lago’. Muito corajosa, Nimue parte em busca de uma espada antiga que ajudará a justiça a prevalecer. Esta é uma história misteriosa e interessante, muito interessante de assistir. As filmagens ocorreram na Inglaterra, onde muitas vezes tivemos azar com o clima e testemunhamos eventos estranhos. Nevou um dia no meio do verão no País de Gales. Foi fantástico!

Você sai facilmente do personagem ou fica com em seu personagem por um tempo?
Depende se eu estou fazendo um filme ou uma série. Depende muito mais do próprio personagem. Trabalhei em ‘Entre Facas e Segredos’ com uma equipe grande e maravilhosa de profissionais, e essa experiência sempre ficará comigo, como meu personagem. Mas é completamente diferente quando você está filmando uma série: há mais tempo para estudar o herói, entender seu personagem, descobrir seus pontos fortes e fracos. Deixar esse papel é sempre mais difícil. Por exemplo, algumas das coisas que aprendi com meu personagem Nimue na série Netflix definitivamente ficarão comigo, se não por toda a vida, ficarão por um tempo.

Quais são suas principais regras ou truques de beleza?
Eu uso protetor solar diariamente, isso é muito importante. A segunda regra importante é manter o equilíbrio da água, isso melhora a condição da pele. E o terceiro é o cuidado labial.



Fonte: The Sydney Morning Herald

Nenhuma história é mais britânica do que a lenda do Rei Arthur, que é o que torna tão marcante o fato de três australianos estarem estrelando em ‘Cursed’ da Netflix, um reconto da história.

“O quão maravilhoso é ter australianos como protagonistas dessa série enorme,” diz Katherine Langford da Suécia, onde a estrela de ’13 Reasons Why’ passou seu lockdown tentando aprender francês e violão. “Eu sempre fui muito empolgada com o talento lá da Austrália, mas o fato de trazer para um palco internacional e que nós estamos fazendo isto mais vezes me deixa tão empolgada.”

“Eu conheço a Katherine há uns quatro anos,” diz Devon Terrell, que interpreta Arthur na série, fazendo sua estreia na Netflix como um jovem Barack Obama em ‘Barry’, de 2016. Eles se encontraram pela primeira vez na première do filme, ele acrescentou, “e nós nos demos bem logo de cara, dissemos que adoraríamos trabalhar juntos um dia, mas a indústria é tão grande e você nunca sabe se isto irá acontecer.”

(…)

Mas deeixando o orgulho australiano de lado, o maior tópico de discussão provavelmente é o fato do Arthur ser preto.

Quando as primeiras imagens surgiram do Devon, cujo pai é Americano Africano e mãe é Australiana Indiana, o retrocesso foi tão previsível quanto foi rápido.

“É incrível nós termos um Arthur preto e isso deve ser reconhecido,” diz katherine. “Mas o fato de as pessoas estarem fazendo comentários maldosos demonstra o quanto nós precisamos aprender e o quanto nós ainda precisamos crescer.”



Fonte: CBR

A recente moda de mudança de gênero nas propriedades do protagonismo masculino – de Ghostbusters para Ocean’s 8 — aparentaria, de primeira, se aplicar à ‘Cursed’ de Tom Wheeler e Frank Miller. A novela ilustrada, que foi escolhida para uma adaptação televisiva da Netflix antes de ser publicada, coloca uma mulher no centro de romances Arthurianos. “A lenda diz que esta espada pertence a um verdadeiro rei,” o primeiro trailer nos diaz. “mas e se a espeda escolher uma rainha?”

Uma versão feminina do Rei Arthur tem um toque próprio, mas ao invés de escolher o caminh óbvio, ‘Cursed’ opta, no entanto, pelo enxerto da ascenção à prominência de Once and Future King na era Medieval Britânica com diversos personagens pouco usados – Nimue, a futura ‘Senhora do Lago’, interpretada por Katherine Langford (’13 Reasons Why’, ‘Com Amor, Simon’, ‘Entre Facas e Segredos’) na série da Netflix. Ao fazer isto, Wheeler e Miller abre as regras do mito para uma reinvenção radical para um público completamente novo.

Ao conversar com o CBR e outros membros da imprensa no set na Inglaterra no último verão, Katherine descreveu seu personagem como tendo “uma jornada incrível e meio épica. Por um lado, ela está passando por esta jornada de luto, perda pessoal e também crescimento pessoal, e por outro lado, meio que o grande desafio de superar as adversidades. E uma das coisas mais legais que eu acho que eu percebi enquanto interpretava a Nimue nesta série e nas lendas Arthurianas, é que ela meio que representa coragem. E eu acho que ela é um farol colorido e também uma heroína muito interessante neste mundo.”

O papel de mulheres em histórias de fantasia passou por uma mudança na última década ou algo do tipo. Mantendo-se nos ombros de heroínas de filmes de ação como Sarah Connor e Ellen Ripley, Katniss Everdeen de ‘Jogos Vorazes’ lembrou ao atual público que mulheres não apenas fazem o levantamento de peso pesado demandado por uma franquia fantástica cara, mas também a leva para um grande sucesso comercial. Enquanto há muito para se criticar no estereótimo simplista de personagem feminina forte, é uma melhora marcada no lugar tradicional das mulheres no gênero: ou o troféu da missão ou o par amoroso de alguém. Esses papéis foram integrais para as histórias de cavalaria e expedições santas.

(…)

Katherine demonstrou estar bem ciente do quão raros são papéis de mulheres protagonistas nessa área, que foi o que a atraiu para o papel em ‘Cursed’.

“É engraçado, eu sempre meio que fui uma amante secreta de fantasia, de ficção científica e do Frank Miller. Então quando eu li o manuscrito inicialmente de Tom Wheeler, foi algo que me chamou a atenção como leitora. (…) Essa é realmente a primeira vez que nós vemos esta história – uma história antiga – contada através dos olhos de uma mulher e eu lembro, para mim, que eu cresci assistindo pessoas como Angelina Jolie em ‘Tomb Raider’ e Jennifer Lawrence em ‘Jogos Vorazes’… Esse tipo de exemplo e personagens foram tão inspiradores para mim, poder ver este gênero e esta história em particular através de alguém com quem eu consigo me relacionar e que outras mulheres e garotas também consigam, para mim é muito especial.”

“Quando eu cheguei três semanas antes de nós começarmos a filmar para aprender a andar a cavalo e a lutar com espadas, nós estávamos escolhendo a Espada (do Poder) e conforme nós passávamos pelo figurino, eles estavam me mostrando diversas espadas para experimentar e ver se elas combinavam. E eles disseram, esta é a do Russell Crowe de ‘Gladiador’ ou esta é a do Timothée Chalamet, essa é a do Chris Pine… Mas poder segurar uma espada e saber que há uma mulher que é assim neste universo – foi muito legal.” Assim como ‘Gladiador’, Katherine também citou Robin Hood: Prince of Thieves de 1991 e A Knight’s Tale como favoritos do gênero, acrescentando que ela passava grandes fins de semanas preguiçosos assistindo os filmes de ‘Senhor dos Anéis’. Em termos de personagem, Capitã Janeway de Star Trek: Voyager, que ela cresceu assistindo, foi uma figura inspiradora.

A história de ‘Cursed’ tem fortes sub-fundações históricas, entrelaçando invasões Vikings, caça à bruxas e o terrível cenário de um local politicamente instável com magia e misticismo. Para Katherine, isto permitiu que ela contextualizasse a luta da Nimue no clima social da época.

“Uma das primeiras conversas que eu tive com a Zetne (Fuentes), que dirigiu os dois primeiros episódios foi sobre a Nimue como pessoa. Você olha para esses heróis e geralmente, eles são contados de uma perspectiva masculina. Então, o que foi interessante foi olhar para a história de uma mulher que está sendo retratada como heroína e perguntando quais eram os desafios que ela enfrenta? O que era diferente? E também, como você os superaria?”

“Naquela época, como uma garota, você cresce nunca acreditando ou nunca sequer pensando que você poderia estar em uma posição de poder — que você pode ser um rei. E então quando a Nimue recebe a espada pela primeira vez, isso nem passa pela cabeça dela. Uma coisa interessante é que, no decorrer da série, todos os homens buscam poder mas geralmente, quando lhe é dado, eles destroem ou usam da forma errada. Enquanto todas as mulheres desta série não procuram poder, mas mesmo assim de alguma forma elas têm poder e aquela responsabilidade dada à elas. E eu acho que porque elas não procuram, elas passam a ser líderes com o poder e tendo apenas intenções puras.”

A oportunidade de explorar esses problemas é o que Katherine acha que faz de ‘Cursed’ uma abordagem “relevante” de verdade em seu material fonte para o público atual, “ao invés de apenas ser uma história de herói que nós estamos inserindo um personagem feminino no meio.” Isso foi traduzido no guarda-roupas da personagem dela, o que fez a atriz perceber o quão em desvantagem as mulheres daquela época estavam, mesmo nas facetas mais inocentes de suas vidas.

“O que tem sido incrivelmente perspicaz em fazer isto com um componente físico é que as mulheres lutam de forma diferente. E também vocie percebe que na Idade Média, quando esta história se passa, há tantas coisas que impediam as mulheres de se tornar essas heroínas — algo tão básico como as roupas dela, por exemplo, a base do que você usa todos os dias. A Nimue muda o visual dela conforme avançamos na série por causa do estilo, mas também pela funcionalidade. Quando eu tentei subir em um cavalo pela primeira vez no começo da temporada, eu estava usando um vestido e (…) eu fisicamente não conseguia subir e você pensa nossa, algo tão básico como a sua roupa impediu você de simplesmente fazer coisas funcionais.”

Fantasia é inescapavelmente influenciado pelas experiências e pelas visões de mundo do criador, independente do quão longe esteja de duendes, Deuses e espadas mágicas. Assim como assuntos de gênero, a luta entre religião e mágica em ‘Cursed’ que a Nimue se encontra envolvida, em essência, natureza revidando contra a civilização humana. Em um senso mais universal, este conflito cria uma conexão próxima através das eras de um período de tremenda agitação até o nosso atual.

“Muitos dos tópicos das adversidades que os personagens enfrentam na série, como opressão religiosa, opressão de minorias, humanos destruindo a natureza — são coisas que nós conseguimos nos identificar,” Katherine ressaltou. “Quer dizer, a Amazônia acabou de pegar fogo, o que é um grande revvés para o nosso mundo. E também ter a oportunidade de assistir isto através de ‘Cursed’, você percebe que eles estão lidando com coisas muito parecidas com o que nós estamos atualmente. Eu acho que isso talvez vá ressoar com o público – sabendo que, sim, esta é uma história antiga. Sim, pode ser fantasia, mas também é humana, atual e relevante.”



Fonte: The Daily Telegraph

 

Você tem passado a quarentena na Suécia. Como isto aconteceu?
É tão aleatório. Eu estava viajando pela Europa e foi quando começou a ficar difícil pegar um vôo de volta para casa, então eu fiquei aqui com alguns amigos.

Do que você mais sente falta na Austrália?
Sinceramente, tudo. Eu cresci em Perth e tem essa piada lá que todo mundo diz que quer sair de lá… Mas quando eles saem, eles sempre voltam.

Você não considerava seriamente uma carreira como atriz até você estar no caminho para trabalhar com música. O que mudou?
Quando eu tinha 18 anos, eu teinha sido aceita para fazer um curso de música, mas eu recusei no último minuto porque eu senti que não era a coisa certa. Então eu consegui três empregos, então eu estava trabalhando como garçonete, como porteira em um cinema e andava pelo shopping como Coelhinho da Páscoa nas férias escolares.

Três anos depois, você virou a estrela da série da Netflix ’13 Reasons Why’. Você pode traçar o caminho do Coelhinho da Páscoa para o papél que te impulsionou para o holofote global?
No fim do ano, eu fiz audições para alguns empresários americanos e após três anos sendo rejeitadas, eu fui aceita pela WAAPA (Western Australian Academy of Performing Arts).

Dois dias depois, os empresários americamos me ligaram e disseram que o projeto que eu fiz audição me amou e que eles queriam que eu fosse para LA e Londres para conversar com as conexões deles.

Eu precisei ligar para a direção da WAAPA e explicar que eu não podia aceitar a minha vaga. Eu assumi um grande risco, eu voei para LA e Londres e depois eu voltei para casa – porque eles não me queriam!

Então eu não tinha emprego, nem a escola de teatro, nem dinheiro. E eu estava pedindo a todos os meus empregadores antigos o meu emprego de volta. Então a minha audição para ’13 Reasons Why’ surgiu.

A série e particularmente a sua personagem, causou um impacto para os adolescentes e a transformou em algo tipo um modelo a se seguir. Como você lidou com isto?
Talvez seja um pouco estranho chamar a si mesmo de exemplo a se seguir. Eu sou uma pessoa e eu ainda estou tentando me encontrar. Mas eu participei de projetos como ’13 Reasons Why’ e ‘Com Amor, Simon’ com as quais as pessoas se identificam e são mais profundos do que entretenimento.

Histórias fazem com que nós nos sintamos vistos e ouvidos e esta é uma ferramenta poderosa. O que está acontecendo no mundo é que nós não estamos ouvindo e vendo todo mundo e isto precisa mudar.

Você teve dificuldades com o estrelado da noite pro dia?
Eu definitivamente tive uma fase de ajustamento e alguns momentos desconfortáveis. Pode ser bem esmagador. Quando há algo na indústria, as pessoas ficam empolgadas com a energia nova e se você não manter os seus pés no chão, você pode ser empurrado para direções diferentes.

Alguém me perguntou “Você está pronto para que a sua vida mude?” Eu não sabia exatamente o que ela queria dizer. O que eu percebi é que isto não me mudou, mas sim como as pessoas me viam.

’13 Reasons Why’ também foi controverso por sua retratação do suicídio adolescente. Olhando para trás, como você se sente com a resposta do público?
De várias formas, foi o pior, mas também o melhor primeiro papel para se ter. As reações no fim foram, e sempre vão ser, muito especiais para mim.

No mês passado você foi indicada como embassadora global da L’Oréal Paris. O que isto significa para você?
É surreal. L’Oréal é uma marca que fez parte do meu crescimento. Parece que todo mundo tem uma história relacionada aos produtos deles. A marca tem um alcance incrível de conquistas e mulheres incríveis como embaixadoras, como a Helen Mirren, que é de certa idadei e nós não vemos representada na beleza, juntamente com a Jane Fonda, que também é muito aberta quanto ao ativismo dela; eu me sinto tão honrada por me juntar à elas.

Há muita discussão na indústria da beleza sobre mudança de estereótipos. O que você pensa sobre isto?
Nós somos mais uma comunidade internacional agora graças às redes sociais e discussões estão acontecendo em termos de o que beleza deve significar e que não deve ser restrito a uma caixa fechada.

Há tantos tipos diferentes de beleza – tudo se resume à representação. Às vezes as pessoas sentem que isto pode ser opressivo e intimidante e usado como uma ferramenta para medir o valor das pessoas e para valorar o quanto as pessoas valem à pena. Para mim, maquiagem, cabelo e beleza são feramentas para demonstrar quem nós somos quando nós talvez nem saibamos. Então neste sentido, isto é incrivelmente empoderador.



Fonte: Cosmopolitan Filipinas

Aqui na Cosmo, nós somos grande fãs de filmes e séries com personagens femininas fortes e uma série como ‘Cursed’, que é o reconto das famosas lendas Arthurianas que foca na misteriosa ‘Senhora do Lago’! Acrescente isso ao fato de que é estrelado pela talentosa atriz australiana e estrela de ’13 Reasons Why’, Katherine Langford.

‘Cursed’ – que está agora disponível na Netflix – é baseada na novela ilustrada de mesmo nome de Thomas Wheeler e Frank Miller. Conta a história da jovem Nimue (Katherine), uma garota que tem poderes extraordinários e qeu está destinada a ser a ‘Senhora do Lago’. Ela embarca em uma missão para entregar a lendária espada (conhecida pela maioria de nós como Excalibur) para o mago Merlin (Gustaf Skarsgard), e conhece um mercenário chamado Arthur (Devon Terrell) no caminho! Ela também acaba encontrando os Paladinos Vermelhos, um grupo religioso que mira em “limpar” o mundo e remover aqueles que “não são limpos”.

Durante uma conferência de vídeo, a Cosmopolitan Filipinas teve a oportunidade de conversar com as estrelas de ‘Cursed’ Katherine Langford e Gustaf sobre a relevância da série, seus personagens femininos favoritos e a preparação intensa deles para a série!

Como você se preparou para a série?
Eu cresci sendo uma grande fã de fantasia e meio que de ação. Eu lembro de assistir Jennifer Lawrence como Katniss Everdeen e Angelina Jolie em Tomb Raider. Mas para mim, este projeto foi um desafio completamente novo, não apenas em termos de gênero, mas também em termos de preparação. Eu acho que na preparação, grande parte dela foi aprender a lutar com espadas, a fazer acrobacias, aprender a andar a cavalo. Nós fizemos isto em um per´ôdo curto de tempo e meio que fomos direto para as filmagens e então mantivemos durante toda as gravações.

O que eu realmente amei no desenvolvimento e o que eu realmente quis abordar foi que nós estávamos contando a história de uma heroína de verdade. Uma história que meio que reconhece a experiência feminina de se tornar um herói, com todos esses obstáculos que surgem no caminho dela. Então quando eu estava olhando, não muito para a equitação, mas particularmente para a luta com espadas, a armaria que nós vemos tem sido utilizada, tradicionalmente, é toda feita para homens e para a forma que eles lutam. E é bem diferente como mulher, como você usa sua fisicalidade e como você usa suas forças. Então eu trabalhei muito com o nosso cordenador de luta para meio que desenvolver este estilo que fosse único para a Nimue. E quando você assiste, ele é bem fluído, quase de uma forma japonesa. E isso meio que tem a ver com a forma que ela usa magia com a espada e também como ela luta e as forças dela.

Como você se recuperou dessas gravações desafiadoras?
Eu acho que eu provavelmente dormi por quatro dias quando nós acabamos as filmagens. Mas em toda seriedade, eu acho que conforme o tempo passava, é uma habilidade que vocie precisa aprender… Eu passei a ter muito mais respeito por séries como esta e séries desta escala que lidam com todos esses componentes diferentes e habilidades. Porque realmente te faz entender porque pessoas treinam por oito, doze meses para elas. Mas também, no fim do dia, você sempre deseja ter tido mais tempo. Mas eu realmente amo este elemento da personagem da Nimue e da jornada dela. Eu era nadadora. Então, como uma ex atleta, qualquer oportunidade para usar o meu corpo foi realmente empolgante.

De uma forma engraçada, eu descobri que quando nós estamos na água fria, ou quando nós estávamos fazendo essas gravações difíceis, realmente acrescentava muito para a personagem. E foi bom de certa forma porque todo mundo meio que precisava se unir para sobreviver às gravações e criar o que nós criamos. Então de várias formas, mesmo sendo – eu acho – desafiador às vezes, também é muito recompensador. E em um sentido, isto meio que anula o desafio de tudo porque traz muita alegria, simplesmente fazer parte de algo como isto. Realmente te preenche, eu acho, um pouco da sua criança interior poder brincar com espadas e cavalos.

Além da Nimue, qual outra personagem feminina forte da série você mais admira?
Eu vou ter que falar primeiro e dizer que a Kaze, que é interpretada pela Adaku Ononogbo. A personagem dela é uma pessoa que nós vemos na segunda metade da série e ela interpreta essa guerreira lutadora incrível que foi parar neste lugar de outras terras. E ela, como muitas pessoas da série, está enfrentando opressão e sendo perseguida para fugir de suas casas e seus países. Há um poder verdadeiro e uma verdadeira presença nela. Não apenas pelo fato da personagem da Kaze ser muito pé no chão de várias formas, sendo a voz da razão da Nimue. Ela meio que dá à Nimue o empurrão que ela precisa para aceitar os poderes dela e também aceitar a liderança que de várias formas é colocada sobre ela. Mas também como pessoa, a Adaku é tão forte, engraçada e legal e realmente trás uma graça tão incrível e força para o papel.

Como este reconto da lenda do Rei Arthur é relevante para a atualidade e porque as pessoas devem assistir á série?
Gustaf: Neste momento louco que nós estamos vivendo atualmente, é uma pausa muito emocionante e bem vinda da situação que vivemos. Você tem a oportunidade de escapar para um mundo fantástico por um tempo, então há um elemento de escapismo, mas tematicamente, também é muito relevante. É sobre a opressão de pessoas, opressões religiosas. É sobre a eliminação do mundo natural, é sobre a legitimidade de poder e sobre a prossecução de minorias – esses são assuntos altamente relevantes para a atualidade.

Katherine: Eu concordo com isto. Eu acho que em um período tão surreal, é bom trazer um pouco de leveza e um pouco de entretenimento para a atual situação. Mas também de várias formas, eu acho que aborda alguns assuntos que são muito prevalentes atualmente. E neste sentido, eu acho que o público vai se identificar, independente de você gostar do gênero ou não, mas realmente traz um pouco de luz e escapismo.

Qual cena os fãs do livro devem esperar ansiosamente?
Apesar da série ser baseada no livro, eles são bem diferentes eu acho que em termos de interpretações… Eu acho que há um relacionamento entre o Monge Chorão e o Esquilo. No livro, há alguns detalhes lindos que eu acho que eles arrasaram completamente na série. A dinâmica entre o Daniel Sharman e o Billy Jenkins, que interpretam o Monge Chorão e o Esquilo, tem uma química tão bonita na tela. E meio que te faz rir e sentir tanta coisa por eles. Então se as pessoas leram o livro, eu definitivamente os diria para manter um olho neste relacionamento.

O que separa esta série das outras adaptações da lenda do Rei Arthur?
Eu acho que de várias formas, as lendas Arthurianas são uns dos contos mais conhecidos que nós temos. Geralmente, quando você pensa nas lendas Arthurianas, vocie pensa no Rei Arthur, Merlin e nos Cavaleiros da Mesa Redonda. Já houveram tantas versões diferentes desta história contada, mas cada vez é meio que ignorado muitos dos papéis femininos deste conto – mais especificamente a Senhora do Lago, que é este personagem poderoso e prolífico, mas mesmo assim nós sabemos muito pouco ou nada sobre ela.

Então o que foi interessante foi ver esta lenda Arthuriana ser contada pelos olhos de uma das personagens mais poderosas. E, de certa forma, ver através dos olhos de uma mulher é também muito especial. Especialmente durante este período, mesmo sendo fantasia e não se passar historicamente no nosso mundo, ainda é um mundo de homens. Então a jornada dela para se tornar uma heroína é bem diferente do que você veria para o Arthur e qualquer um desses personagens.



Fonte: HobbyConsolas

Você está procurando uma nova série para se apaixonar? Bem, a partir de hoje, a série ‘Cursed’ estará disponível na Netflix, uma série de ficção baseada no romance gráfico ilustrado por Frank Miller e escrito por Tom Wheeler, estrelando Katherine Langford (conhecida por ter interpretado a falecida Hannah série ’13 Reasons Why’, também da Netflix), na qual o mito do rei Arthur é reinventado a partir da perspectiva da personagem de Langford.

De acordo com a sinopse, a série ‘Cursed’ segue os passos de Nimue, uma heroína adolescente com um dom misterioso, que em breve se tornará a ‘Senhora do Lago’.
Depois do falecimento de sua mãe, ela encontra uma inesperada aliança em Arthur (Devon Terrell), um jovem mercenário que a acompanhará na missão de encontrar Merlin (Gustaf Skarsgård) para entregar a espada antiga: a Espada do Poder.

Ao longo de sua missão, Nimue se tornará o símbolo de coragem e rebelião contra os terríveis Paladinos Vermelhos, cuja missão é exterminar os Fey, criaturas fantásticas, as quais Nimue pertence.

Graças à Netflix, tivemos o prazer de entrevistar os criadores: Frank Miller e Tom Wheeler, que nos contaram sobre suas fontes de inspiração, os detalhes das filmagens e como se sentiram ao ver seu trabalho ser transferido, bem como com o elenco principal: Devon Terrell, que interpreta Arthur e Gustaf Skarsgård, mais conhecido por seu papel como Floki em Vikings, que interpreta Merlin.

Mas, sem dúvidas, foi muito especial poder falar com Katherine Langford, a jovem heroína que interpreta a protagonista Nimue.

Como você se sente interpretando a Nimue, depois de o público te conhecer como Hannah Baker por dois anos?
Esse processo em particular é muito especial para mim, no sentido de que realmente parece que é diferente de tudo que já fiz antes. E também parece que estou contando uma história diferente. É algo como ter amadurecido e crescido de alguma forma, também como pessoa. Nós realmente vimos essa jovem se tornar uma mulher adulta. E acho que é uma história e uma jornada que muitas vezes não são contadas, ou das quais não vemos muito. Você sabe, ’13 Reasons Why’ foi o meu primeiro papel e algo pelo qual sou muito grato e, obviamente, ter esse ótimo relacionamento com a Netflix é uma feliz coincidência, pois eles são responsáveis. Mas acho que também me sinto bem por ter uma folga, por encerrar esse capítulo há dois ou três anos e ter espaço para fazer alguns outros papéis antes de assumir outro grande compromisso como esta série.

Como isso pode ser algo importante para uma jovem? Porque Nimue é uma menina, mas ela se torna uma guerreira. Você acha que essa série será algo que inspirará jovens mulheres?
Espero que sim, de qualquer forma, apenas no sentido de representação e de ver a história da heroína, a realidade é que, como mulher ou mulheres, independentemente e ao longo da história, sempre fomos heróis, você sabe, nós sempre fizemos coisas extraordinárias.

Mas talvez em nossa sociedade não tenhamos sido autorizadas a ser vistas ou reconhecidas por essas realizações. Então, eu acho que é realmente importante que as pessoas possam ver e se conectar com histórias que talvez reflitam potencial para elas ou contar histórias que ressoam com elas. E definitivamente, você sabe, crescendo e sendo tão fã do gênero fantasia, é realmente um espaço em que raramente vemos histórias de mulheres, e muito menos vemos mulheres localizadas no epicentro desses contos lendários. Só de ter a chance de contar essa história, não apenas uma parte da lenda arturiana que nunca vimos, mas também explorar o que é essa jornada para uma mulher e a história e a jornada de uma verdadeira heroína foram uma verdadeira honra e algo realmente emocionante. Obrigada.

Eu me pergunto, como você se preparou para esse papel? Você leu as lendas arturianas e como é Nimue em outras histórias?
Eu cresci sendo fã do gênero de fantasia e ficção científica e também sou fã de história, adoro saber sobre a história. E sinto-me como muitas pessoas, nós crescemos familiarizados com essa lenda arturiana e é uma das lendas mais antigas e conhecidas que temos. Mas, novamente, quando pensamos nas lendas arturianas, frequentemente pensamos em Arthur, Merlin, os Cavaleiros da Mesa Redonda, mas na verdade não sabemos muito sobre os outros personagens dessa lenda. Especificamente, essa poderosa personagem icônica, a ‘Senhora do Lado’.

Ela é uma personagem recorrente, no entanto temos pouca ou nenhuma informação sobre ela. Então, quando me inscrevi no projeto, peguei o manuscrito de Tom e do Frank e comecei a tentar pesquisar sobre ela e, embora haja muita arte preciosa e acho que algumas influências folclóricas ou coisas que foram criadas sobre ela como a ’Senhora do Lago’, não há realmente nada sobre ela antes que ela se torne essa figura icônica. Então, tentei me familiarizar o máximo que pude com o autor e a lenda, mas também sabia de alguma forma que era uma tabula rasa. E assim, meu tipo de Bíblia era o livro e essa história, que evoluíram ao longo da série. E como resultado disso, acho que o personagem de Nimue também evoluiu.

Então, não temos o passado de todos os personagens, mas, obviamente, é uma figura muito conhecida, a ‘Senhora do Lago’ surge e passa a ser uma figura bastante conhecida, houve alguma pressão ao interpreta-la e também interpretar uma versão diferente dessa personagem, um que é completamente diferente do que as pessoas talvez conheçam?
Acredito, mais uma vez, que a lenda arturiana é muito popular, acho que a pressão é que você não quer contar essa história que foi contada centenas e centenas de vezes da mesma maneira que já foi dita tantas vezes. Mas também ao mesmo tempo, acho que isso não era algo que necessariamente me preocupava, nem aos criadores, porque o que estou dizendo é que as lendas arturianas são grandes histórias, é um capítulo que nunca vimos antes. É bastante libertador porque é uma tabula rasa, essa história não foi realmente contada.

Nesse sentido, nos deu muita liberdade criativa. Mas também acho que o que é realmente emocionante é que não apenas vemos a história ou ouvimos este capítulo, que nunca ouvimos antes, mas também podemos ver esses personagens que conhecemos e amamos de uma maneira que nunca foram vistos antes. E eu acho que tudo isso foi realmente emocionante e revigorante, sendo capaz de recontar uma história que foi contada centenas e centenas de vezes através de uma lente completamente nova. Você sabe, é uma oportunidade incrível e algo de que tenho muito orgulho na versão que demos.

Sua personagem Nimue é uma personagem muito complexa. Há alguma semelhança entre Katherine e Nimue?
Obrigada. Ela é muito corajosa e determinada. E o que ela consegue é algo que eu só poderia associar. Mas estou contente em me colocar no lugar dela todos os dias. Eu acho que isso foi digno o suficiente. Há esse lado deles onde ela é tão corajosa e se torna o rosto dessa rebelião para o seu povo. Mas também, ao mesmo tempo, acho que o que é interessante nela, e o que também é essencial para ela não é ser o super-herói perfeito. E sinto que, como sociedade, nos afastamos daquela representação em preto e branco do bem e do mal.

Ela faz coisas corajosas, mas no final do dia, acho que o que faz de um herói um herói é como alguém supera obstáculos. E a adversidade que lança neles. E ela é alguém que passou por muitas adversidades, tristezas e lutas. E então eu acho que ela é muito forte e corajosa, mas também é muito compassiva. Como a maioria das pessoas que sofreu uma perda tremenda ou passa por coisas realmente difíceis, essas pessoas sabem como é isso e não quer que outras pessoas se sintam assim. Então, você vê essa garota que, por um lado, é muito corajosa, mas também é extremamente compassiva, mesmo com estranhos. Ela não quer que ninguém seja ostracizado, oprimido ou basicamente injustiçado, ela não quer injustiça e, na verdade, sofreu muito, muito. Então, acho que de alguma forma, Gostaria de pensar que sou uma pessoa empática, sinto a dor das pessoas e adoro ouvir as histórias das pessoas. E acho que a injustiça é algo que também não parece muito bom comigo, provavelmente ninguém. Então, nesse sentido, sim, eu diria que provavelmente somos um pouco parecidas.

Como foi o relacionamento com o elenco? Seu personagem tem conexões tão fortes com outros personagens, isso foi refletido nos bastidores?
Sim. Sim. Eu me sinto muito sortuda com esse elenco, acho que todo mundo também. Todos nós nos damos muito bem. E não apenas existem atores incríveis, mas as performances também são incríveis, são pessoas incríveis e muito divertidas. E quando você está fazendo algo dessa magnitude, que é muito pesado, é sempre bom ter alguma leveza nos bastidores e depois voltar a fazer essas coisas pesadas. Eu acho que, especialmente para mim, há muitas vezes que eu estava sozinha no set. E pode ser assim que você se sentiria um pouco sozinho, talvez. Mas, novamente, eu também tive essas cenas e viagens incríveis com quase todo mundo no elenco. Então, ser capaz de conhecer pessoas individualmente e passar muito tempo com elas em diferentes momentos da temporada, foi muito bom, poder conhecer pessoas gradualmente ao longo da temporada. Não sei se teremos a chance de fazer isso de novo, mas se o fizermos, seria bom voltarmos a reunir-nos em uma grande reunião.

Em quanto tempo você aprendeu a usar a espada e como foi o treinamento das cenas aquáticas?
Eu costumava nadar e treinar como atleta, como a maioria dos adolescentes da minha infância. Então, ter um papel que me permitiu usar minha aptidão para atuar foi algo que realmente me empolgou. Acho que sempre desejei ter mais tempo com essas coisas. Porque houve aproximadamente três semanas em que realmente aprendemos essas habilidades e depois mergulhávamos na temporada e, de alguma forma, continuávamos assim.

Mas em termos de luta com espadas, o que foi realmente interessante foi que, obviamente, junto com todos os componentes físicos, houve também um diálogo que queria começar sobre como Nimue lutaria, o armamento é predominante e historicamente usado por homens e a maneira como os homens lutam é bem diferente da agilidade e força de uma mulher. Temos estilos de luta diferentes, como eu acho que quando você olha artes marciais, o Wing Chun é projetado especificamente para mulheres porque satisfaz nossos pontos fortes. E isso era algo que eu realmente queria seguir: criar esse estilo de luta feminino, que na verdade é bastante japonês, é bastante fluido e forte, mas também tem muita resistência.

Mais uma vez, como nadadora, acho que poderia ter me proporcionado uma vantagem e crescido na Austrália, eu amo a água, por isso estou muito agradecida por você saber que é algo que realmente gostei. Foi muito divertido, mas também foi uma experiência realmente nova e um pouco assustadora, porque em uma das cenas você só agora vê um segundo do que filmamos naquele tanque por doze horas.

Há uma tomada em particular em que estava basicamente ancorada ao fundo deste tanque, e você desce e não pode ver, pode ouvir, mas só recebe oxigênio quando solicita, o que é um sentimento surreal que surge completamente debaixo d’água e amarrar ao fundo. De alguma forma, vai contra todos os seus instintos. Mas nós superamos e filmamos em um espaço realmente incrível, foi no Pinewood Studios, que é onde tudo foi filmado, os filmes de James Bond, então eu estava em boas mãos e, realmente, adorei me jogar lá e aprender aqueles habilidades.



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