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Fonte: CBR

A recente moda de mudança de gênero nas propriedades do protagonismo masculino – de Ghostbusters para Ocean’s 8 — aparentaria, de primeira, se aplicar à ‘Cursed’ de Tom Wheeler e Frank Miller. A novela ilustrada, que foi escolhida para uma adaptação televisiva da Netflix antes de ser publicada, coloca uma mulher no centro de romances Arthurianos. “A lenda diz que esta espada pertence a um verdadeiro rei,” o primeiro trailer nos diaz. “mas e se a espeda escolher uma rainha?”

Uma versão feminina do Rei Arthur tem um toque próprio, mas ao invés de escolher o caminh óbvio, ‘Cursed’ opta, no entanto, pelo enxerto da ascenção à prominência de Once and Future King na era Medieval Britânica com diversos personagens pouco usados – Nimue, a futura ‘Senhora do Lago’, interpretada por Katherine Langford (’13 Reasons Why’, ‘Com Amor, Simon’, ‘Entre Facas e Segredos’) na série da Netflix. Ao fazer isto, Wheeler e Miller abre as regras do mito para uma reinvenção radical para um público completamente novo.

Ao conversar com o CBR e outros membros da imprensa no set na Inglaterra no último verão, Katherine descreveu seu personagem como tendo “uma jornada incrível e meio épica. Por um lado, ela está passando por esta jornada de luto, perda pessoal e também crescimento pessoal, e por outro lado, meio que o grande desafio de superar as adversidades. E uma das coisas mais legais que eu acho que eu percebi enquanto interpretava a Nimue nesta série e nas lendas Arthurianas, é que ela meio que representa coragem. E eu acho que ela é um farol colorido e também uma heroína muito interessante neste mundo.”

O papel de mulheres em histórias de fantasia passou por uma mudança na última década ou algo do tipo. Mantendo-se nos ombros de heroínas de filmes de ação como Sarah Connor e Ellen Ripley, Katniss Everdeen de ‘Jogos Vorazes’ lembrou ao atual público que mulheres não apenas fazem o levantamento de peso pesado demandado por uma franquia fantástica cara, mas também a leva para um grande sucesso comercial. Enquanto há muito para se criticar no estereótimo simplista de personagem feminina forte, é uma melhora marcada no lugar tradicional das mulheres no gênero: ou o troféu da missão ou o par amoroso de alguém. Esses papéis foram integrais para as histórias de cavalaria e expedições santas.

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Katherine demonstrou estar bem ciente do quão raros são papéis de mulheres protagonistas nessa área, que foi o que a atraiu para o papel em ‘Cursed’.

“É engraçado, eu sempre meio que fui uma amante secreta de fantasia, de ficção científica e do Frank Miller. Então quando eu li o manuscrito inicialmente de Tom Wheeler, foi algo que me chamou a atenção como leitora. (…) Essa é realmente a primeira vez que nós vemos esta história – uma história antiga – contada através dos olhos de uma mulher e eu lembro, para mim, que eu cresci assistindo pessoas como Angelina Jolie em ‘Tomb Raider’ e Jennifer Lawrence em ‘Jogos Vorazes’… Esse tipo de exemplo e personagens foram tão inspiradores para mim, poder ver este gênero e esta história em particular através de alguém com quem eu consigo me relacionar e que outras mulheres e garotas também consigam, para mim é muito especial.”

“Quando eu cheguei três semanas antes de nós começarmos a filmar para aprender a andar a cavalo e a lutar com espadas, nós estávamos escolhendo a Espada (do Poder) e conforme nós passávamos pelo figurino, eles estavam me mostrando diversas espadas para experimentar e ver se elas combinavam. E eles disseram, esta é a do Russell Crowe de ‘Gladiador’ ou esta é a do Timothée Chalamet, essa é a do Chris Pine… Mas poder segurar uma espada e saber que há uma mulher que é assim neste universo – foi muito legal.” Assim como ‘Gladiador’, Katherine também citou Robin Hood: Prince of Thieves de 1991 e A Knight’s Tale como favoritos do gênero, acrescentando que ela passava grandes fins de semanas preguiçosos assistindo os filmes de ‘Senhor dos Anéis’. Em termos de personagem, Capitã Janeway de Star Trek: Voyager, que ela cresceu assistindo, foi uma figura inspiradora.

A história de ‘Cursed’ tem fortes sub-fundações históricas, entrelaçando invasões Vikings, caça à bruxas e o terrível cenário de um local politicamente instável com magia e misticismo. Para Katherine, isto permitiu que ela contextualizasse a luta da Nimue no clima social da época.

“Uma das primeiras conversas que eu tive com a Zetne (Fuentes), que dirigiu os dois primeiros episódios foi sobre a Nimue como pessoa. Você olha para esses heróis e geralmente, eles são contados de uma perspectiva masculina. Então, o que foi interessante foi olhar para a história de uma mulher que está sendo retratada como heroína e perguntando quais eram os desafios que ela enfrenta? O que era diferente? E também, como você os superaria?”

“Naquela época, como uma garota, você cresce nunca acreditando ou nunca sequer pensando que você poderia estar em uma posição de poder — que você pode ser um rei. E então quando a Nimue recebe a espada pela primeira vez, isso nem passa pela cabeça dela. Uma coisa interessante é que, no decorrer da série, todos os homens buscam poder mas geralmente, quando lhe é dado, eles destroem ou usam da forma errada. Enquanto todas as mulheres desta série não procuram poder, mas mesmo assim de alguma forma elas têm poder e aquela responsabilidade dada à elas. E eu acho que porque elas não procuram, elas passam a ser líderes com o poder e tendo apenas intenções puras.”

A oportunidade de explorar esses problemas é o que Katherine acha que faz de ‘Cursed’ uma abordagem “relevante” de verdade em seu material fonte para o público atual, “ao invés de apenas ser uma história de herói que nós estamos inserindo um personagem feminino no meio.” Isso foi traduzido no guarda-roupas da personagem dela, o que fez a atriz perceber o quão em desvantagem as mulheres daquela época estavam, mesmo nas facetas mais inocentes de suas vidas.

“O que tem sido incrivelmente perspicaz em fazer isto com um componente físico é que as mulheres lutam de forma diferente. E também vocie percebe que na Idade Média, quando esta história se passa, há tantas coisas que impediam as mulheres de se tornar essas heroínas — algo tão básico como as roupas dela, por exemplo, a base do que você usa todos os dias. A Nimue muda o visual dela conforme avançamos na série por causa do estilo, mas também pela funcionalidade. Quando eu tentei subir em um cavalo pela primeira vez no começo da temporada, eu estava usando um vestido e (…) eu fisicamente não conseguia subir e você pensa nossa, algo tão básico como a sua roupa impediu você de simplesmente fazer coisas funcionais.”

Fantasia é inescapavelmente influenciado pelas experiências e pelas visões de mundo do criador, independente do quão longe esteja de duendes, Deuses e espadas mágicas. Assim como assuntos de gênero, a luta entre religião e mágica em ‘Cursed’ que a Nimue se encontra envolvida, em essência, natureza revidando contra a civilização humana. Em um senso mais universal, este conflito cria uma conexão próxima através das eras de um período de tremenda agitação até o nosso atual.

“Muitos dos tópicos das adversidades que os personagens enfrentam na série, como opressão religiosa, opressão de minorias, humanos destruindo a natureza — são coisas que nós conseguimos nos identificar,” Katherine ressaltou. “Quer dizer, a Amazônia acabou de pegar fogo, o que é um grande revvés para o nosso mundo. E também ter a oportunidade de assistir isto através de ‘Cursed’, você percebe que eles estão lidando com coisas muito parecidas com o que nós estamos atualmente. Eu acho que isso talvez vá ressoar com o público – sabendo que, sim, esta é uma história antiga. Sim, pode ser fantasia, mas também é humana, atual e relevante.”

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