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Fonte: NME

Há um vídeo enorme da Katherine Langford rodando no meio da Times Square, mas provavelmente não há chances de ela sequer ver. Colocado para promover ‘Cursed’, a nova fantasia épica da Netflix, Katherine desliza sobre as encruzilhadas do mundo, girando uma grande espada medieval para todos os Nova Iorquinos usando máscaras faciais. Ainda presa em quarentena em algum lugar da Suécia, Katherine precisou se contentar com postar a foto de outra pessoa no Instagram.

“É tão incrível ver as imagens lá em cima!” ela conta ao NME via Zoom. “Mas tudo isto é simplesmente tão surreal agora. Eu adoraria ver pessoalmente, mas eu estava na Europa quando tudo isso começou, então eu tenho estado presa morando com amigos por meses, simplesmente esperando tudo passar, como todas as pessoas”.

As próximas audições foram canceladas, planejamentos de projetos foram colocados em espera, a atriz australiana de 24 anos de idade está tentando dar o seu melhor desde março – aprendendo uma nova língua e tentando pegar o violão. “Eu tentei me manter produtiva,” ela ri. “Eu comecei tentando trabalhar a minha lista de desejos, mas eu basicamente só comprei plantas. Agora eu sou uma mãe orgulhosa de plantas. Eu tenho uma dioneia chamada Schnappers e eu tenho uma Chinese Lily chamada Chris, por causa do comediante australiano (Chris Lilley). Eu estou mantendo elas vivas, então eu devo estar fazendo algo certo!”

Conseguir o protagonismo de ‘Cursed’ – uma série que se passa em algum lugar entre Game Of Thrones, a fantasia da Disney ‘Malévola’ e o cheio de sangue ‘300’ de Gerard Butler – e recém estrelada ao lado de Daniel Craig, Chris Evans e Jamie Lee Curtis no thriller do ano passado aclamado pelos críticos, ‘Entre Facas e Segredos’, Katherine claramente tem feito algo certo há algum tempo já. Há apenas 4 anos, ninguém sequer sabia o nome dela.

Crescer sendo filha de médicos no subúrbio de Perth, Katherine era nadadora profissional antes de participar de workshops locais de atuação, encontrar seu próprio agente, recusar uma vaga em uma universidade e ir em direção a um dos maiores e mais difíceis papéis de adolescente do planeta.

A primeira temporada de ’13 Reasons Why’ saiu em 2017, com Katherine assumindo o papel protagonista de Hannah Baker – uma garota do ensino médio que se mata a pós sofrer assédio mental e físico de quase todas as pessoas de sua vida, deixando para trás uma coleção de fitas de áudio para as pessoas responsáveis. Com cenas de estupro, bullying e violência emocional em quase todos os episódios (incluindo uma cena chave de suicídio que a Netflix precisou cortar porque era muito gráfica), é difícil pensar em um primeiro papel mais desafiador para um jovem ator assumir.

“Eu acho que eu estou começando a me dar mais crédito por isto,” ela diz, agora dois anos após deixar a série. “Mas naquela época foi a primeira coisa que eu tinha feito, então eu acho que eu encarei tudo superficialmente. Aquela experiência foi a minha única experiência em um set de filmagens. É um papel pelo qual eu sou muito grata por ter interpretado e uma história que eu sou muito grata de ter contado. Mas sim, quando eu olho para trás agora, eu acho que foi provavelmente o primeiro papel mais difícil por diversos motivos. Mas por uma quantidade esmagadora de outros motivos também foi o melhor. Eu tive sorte de estar rodeada por pessoas maravilhosas e criadores incríveis naquele trabalho. É um trabalho que eu sempre vou ter no meu coração.”

Mas não foi apenas o papel em si só que Katherine precisou enfrentar naquela época. Criticado de uma forma massante por sua retratação inflexível de suicídio e auto-mutilação, Katherine de repende se encontrou no centro de um dilúvio terrível de Relações Públicas envolvendo profissionais da saúde, Netflix e muito barulho de gente brava nas redes sociais.

“Eu tive alguns anos para me separar de tudo aquilo agora,” ela diz, escolhendo cuidadosamente suas palavras. “Em se tratando de fãs, ou especificamente de redes sociais, eu acho que é muito difícil entender isto. Quando eu comecei a atuar, e até agora, a minha prioridade número um é o trabalho. É o motivo de eu estar aqui. Eu amo o que eu faço e eu realmente não estava naquela série por qualquer outro motivo a não ser atuar e performar. O meu relacionamento com as redes sociais é algo que eu acho que evoluiu desde então, mas conforme os fãs tocam em assuntos mais profundos, eu realmente acredito que esta é uma parte incrivelmente humilde do trabalho. Ouvir que o que você faz afeta alguém de uma forma positiva ou que muda a perspectiva de tudo de alguém… É incrível.”

Saindo da série após a segunda temporada, Katherine assumiu um papel mais leve na brilhante comédia romântica adolescente ‘Com Amor, Simon’ antes de seu grande papel como a filha de Tony Stark em ‘Avengers: Endgame’. O único problema? As cenas dela foram cortadas da versão final.

“É uma memória que eu sou muito grata por ter, mas agora infelizmente é apenas uma memória!” ela ri, encolhendo os ombros com o fato de que ela foi cortada do maior filme de todos os tempos. “Foi uma experiência incrível e surreal. Trabalhar com os irmãos Russo, trabalhar com o Robert Downey Jr. no último dia que ele era o Homem de Ferro, na última cena dele?! Eu sou uma fã tão grande da Marvel e havia tanta coisa para eu absorver. Eu estava pisando no set de uma das maiores franquias do mundo, então para mim tudo girava em torno de absorver o máximo possível daquilo.”

Felizmente, ela teve a chance de recompensar por isto com ‘Entre Facas e Segredos’, se juntando a outro impressionante elenco (incluindo seu quase colega de elenco de Avengers, Chris Evans) conforme ela ajudou a subir a audiência do mistério de assassinato do diretor Rian Johnson. “Eu tenho tantas tantas coisas para falar sobre aquele filme e toda aquela experiência,” ela diz. “Todo mundo naquele filme simplesmente carrega tanto talento e história, mas o Rian é um cara tão humilde e maravilhoso. Eu ouvi rumores sobre uma sequência e isso me deixa tão empolgada… Mas para ser sincera eu gostaria de fazer literalmente qualquer coisa que o Rian escreve ou dirige!”

Mas antes de tudo isso, voltando para balançar uma espada no meio de um gênero fantasia – com ‘Cursed’ vendo Katherine assumir as lendas Arthurianas, maldições antigas e o buraco enorme deixado por ‘Game Of Thrones’. Adaptado de uma novela gráfica escrita por Tom Wheeler e Frank Miller (Sin City, 300), ‘Cursed’ reescreve a história de Nimue – mais conhecida como ‘Senhora do Lago’ que eventualmente entrega ao Rei Arthur sua espada mágica, Excalibur.

“Me enviaram o livro e eu simplesmente não conseguia parar de ler,” ela diz. “Eu estava procurando por algo que fosse desafiador e diferente, mas eu definitivamente não estava procurando uma grande série para fazer. Quando eu desci do avião em Londres para começar a pré-produção, já havia se tornado nessas enormes gravações de 11 meses de duração e este enorme comprometimento. Eu não acho que alguém tenha imaginado isto! Isto me fez perceber quanto tempo, dinheiro e esforço vão na criação dessas obras épicas, mas isto é muito diferente em alcance e magnitude de qualquer coisa que eu já fiz antes.”

Talvez ela tenha sobrevivido à tortura emocional de ’13 Reasons Why’, mas Katherine anda tinha muita coisa para aprender antes de assumir o papel da Nimue – uma rainha guerreira que está pulando em cavalos em meio a construções em chamas, lutando com lobos e arrancando cabeças antes de chegar no episódio 3.

“Eu não fiquei intimidada neste aspecto de forma alguma, sério,” ela diz. “Eu já fui atleta, então na verdade eu estava muito empolgada para usar o meu corpo para um papel, porque eu nunca tinha feito isto antes. Mas eu também não entendia muito da realidade do que eu estava entrando! Eu faço isso às vezes – eu sigo a minha intuição depois eu preciso me inteirar do que está acontecendo!”

Treinar intensivamente por quatro semanas para aprender equitação, lutar come spadas, coreografia e acrobacias, o grande desafio de Katherine veio em ter que ficar debaixo do clima inglês. “Os dois primeiros dias de gravaçõs foram no meio do inverno e eu precisei gravar esta cena de luta na chuva,” ela ri. “Todos os dias eu terminava ensopada. Eles basicamente jogavam outro balde de água fria em cima da minha cabeça antes de cada tomada. O dia todo. A noite toda. Por 14 horas!” 11 cansativos meses de gravações seguiram, levando Katherine mais ao limite do que nunca.

Valeu à pena? Agora quentinha e seca na Suécia, toda feliz aguando Chris Lily e Schnappers, as gravações parecem que foram há muito tempo – e a atriz está ansiosa para ver o que os fãs vão achar da série, enquanto ela espera a flexibilização do lockdown. “Crescer como fã de fantasia, não haviam muitos exemplos femininos,” ela diz. “Quando eles estavam me entregando espadas de filmes diferentes para tentar descobrir como deveria ser a Excalibur, cada espada que eles me entregavam pertencia a um homem – atores incríveis de incríveis papéis diferentes, mas eles ainda eram todos reis, cavaleiros e personagens masculinos. Nós estamos colocando uma mulher no centro deste conto lendário e isto é algo que me deixa tão orgulhosa em ‘Cursed’. Eu mal posso esperar para que todos vejam.”

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