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24.11
2019
Katherine Langford concede entrevista exclusiva para a Refinery29

Fonte: Refinery29

Como você se sente sobre um mistério de um assassinato intrigante? Você gosta do Chris Evans interpretando um educado, pirralho de fundo fiduciário em um suéter impecável? E da Katherine Langford como uma paródia cortante de um por cento que veste a justiça social como a última linha da Rag & Bone? Se uma dessas coisas flutua no seu barco, você deve estar super ansioso desde o primeiro trailer da homenagem de Rian Johnson para a Agatha Christia, ‘Knives Out’. Katherine, por outro lado, está presente neste mistério imaculado desde sua infância e ela simplesmente sabia que ela tinha que fazer parte disto. Os motivos delas eram puros – diferente de alguns de nós, que nos entregamos no momento em que vimos o Chris Evans e o supracitado suéter perfeito.

Em ‘Knives Out’, Katherine interpreta Meg Thrombey, uma estudante universitária que está desde sempre tentando convencer os membros de sua família elitista a se importarem com coisas como mudança climática – mas deve ser notado que ela nem sempre faz o que diz. Ela é apenas uma personagem altamente específica em uma parada de pessoas super ricas e estranhas, interpretadas por Toni Colete (a mãe de Meg, e uma influenciadora de bem estar); Jamie Lee Curtis (a tia dela e uma empresária independente); Michael Shannon (seu tio e um motorista profissional dos coquetéis de seu pai); e é claro, Chris Evans (seu primo, um playboy com fundo fiduciário que não tem emprego). Imediatamente, cada membro da família Thrombey se torna suspeito na mais recente morte do patriarca da família e o escritor de mistério prolífico, Harlan Thrombey (Christopher Plummer), tudo enquanto tentavam firmar sua estaca em sua propriedade. O resultado é uma investigação guiada pelo detetive sulista de Daniel Craig – ou como Chris Evans o chama no trailer: “CSI: KFC”.

É um filme que qualquer ator iria gostar muito de trabalhar e Katherine não é exceção.

E porque eu sei que você já está preocupado: não pira. Katherine foi muito cuidadosa em não estragar o filme que está cuidadosamente guardado e possui um fim dramático.

Esta história é tão cuidadosamente feita – você pôde ver o roteiro antes de pegar o papel? O que você achou do roteiro?
Houve alguma coisa que simplesmente me atraiu do início ao fim. Pareceu realmente novo, mas familiar, por causa do gênero e sendo uma homenagem à Agatha Christie. Depois eu fui a uma audição para o filme e foi muito competitiva, o elenco possui um calibre muito alto e os criadores por trás disso tudo possui um calibre muito muito alto.

Há apenas um personagem no roteiro que possui a sua idade e apropriada para você interpretar – há outro papel no filme que te deu um pouco de inveja?
Uma das coisas mais legais deste filmes é o elemento conjunto e como você tem esses personagens realmente fortes e personalidades fortes dentro da família, que você pode se relacionar ou se identificar. E isto meio que acrescenta à sátira e o humor do filme – cada um deles meio que amam e odeiam ao mesmo tempo.
Rian Johnson é um desde cineastas e escritores muito muito especiais, conseguir traduzir o que as pessoas acharam tão especial do roteiro e colocar isto no filme. E além de tudo, é divertido e acessível, mas também muito inteligente.

Certo, eu prometo que isto tem a ver com o filme: Você assistiu ‘Succession’?
Ai meu Deus, sim. Eu assisti os dois primeiros episódios e tem uma atriz australiana brilhante neles, Sarah Snook.

Eu pergunto porque, para mim, este filme é uma mistura de Agatha Christie e ‘Succession’. É esta lente de paródia de uma super riqueza, que é uma coisa que está muito em voga na mídia no momento. Como participante desta tendência crescente, o que você acha deste desejo de colocar uma lupa na parte mais alta da sociedade?
Antes das redes sociais, você tinha uma ideia, um brilho ou sei lá, mas o problema de ter redes sociais atualmente e ter telefones com câmeras é que você consegue ver as fotos dos bastidores destes estilo de vida e, antes disto, nós apenas fantasiávamos sobre isto. Mas de uma forma estranha, eu acho que agora mais do que nunca, eles são quase mais fantasiados, porque não se trata apenas de mostrar a realidade por trás de tudo; nas redes sociais, você está tentando retratar a melhor situação que você pode. E eu acho que no fim do dia, o que você aprende em filmes como estes é que as pessoas são humanas e não importa o quão fico sejam ou não sejam. Você ainda tem que lidar com emoções humanas e situações humanas. Ninguém está imune à morte e, como subproduto disto, coisas como herança e disputas familiares irão ocorrer.

Nós obviamente não podemos falar sobre como tudo termina porque é brilhante e eu não quero que ninguém saiba antes de entrar no cinema, mas como você se sentiu quando assistiu o final pela primeira vez?
Eu acho que a primeira vez que eu assisti o filme eu estava em Londres, gravando uma série chamada ‘Cursed’. Eu sabia que o Rian estava editando e montando a trilha sonora na Abbey Road Studios enquanto eu estava lá, então em uma das primeiras oportunidades que eu tive de ver o trabalho que nós fizemos no filme foi quando eles estavam gravando ao vivo a trilha sonora. Foi muito especial… E mesmo sendo um gênero de investigação enorme que homenageia o estilo da Agatha Christie, assassinato/mistério, não se trata apenas do mistério. Trata-se da jornada toda e ter essa dinâmica e este elenco em conjunto fabulosos, e depois também ter as maravilhosas brincadeiras que o Rian escreveu e as coisas que nós improvisamos, isto faz a jornada ser maravilhosa. Eu acho que para mim, é isto que faz um filme ser ótimo; algo que seja interessante, divertido e cativante, mas que você não precisa se esforçar muito para aproveitar.

Os roteiros do Rian são tão cheios de complexidade, então como vocês fizeram improvisações?
Uma das melhores coisas do Rian Johnson é que ele é um diretor tão emponderador. Ele é tão humilde e tão legal como pessoa e faz você se sentir confortável. Ele realmente deu um espaço livre para nós improvisarmos com os personagens que ele escreveu.
Nós estávamos gravando nesta casa de 400 anos de idade e, com frequência, eu ia para trás dos monitores ou iria mais cedo para o set se não fosse a minha cena e ficava sentada atrás dos monitores apenas para ver o que ele estava fazendo. E isto é apenas uma nota de rodapé para dar créditos ao Rian como pessoa, mas ele viu que eu estava interessada no que eles estavam fazendo, então ele sempre se certificava de que eu pudesse ver ou ele falava ‘Ah não, vem aqui. Aqui é melhor para enxergar’. Ele é um fotógrafo fabuloso e tirou estas fotos análogas enquanto nós filmávamos no fim da produção e ele me deu uma câmera analógica que eu tenho guardada em casa, para usar com filme.

Então se ele encontrar um papel para você em Star Wars, você está dentro.
Eu sou obcecada. Eu sou uma grande fã de ficção científica nerd e eu não sei se as pessoas sabem disto, mas quando eu estava crescendo, eu amava Star Wars e Star Trek: Voyager e coisas do tipo. Quando meu pai cresceu, ele era um nerd de ficção científica. Ele cresceu nos anos 70, então obviamente eu sou um subproduto desde que eu tinha uns 5 anos de idade. Eu amo a Disney e eu amo Star Wars e Star Trek. Então isso ia ser a coisa mais legal.

Bom, você já está neste folheto. Eu não tenho certeza se você assistiu sua cena deletada de ‘Avengers: Endgame’ que saiu no Disney+. Você viu alguma reação à cena?
Eu terminei esta série que eu estava trabalhando por 10 meses e eu estava no aeroporto e de repente no meu telefone, eu recebi todas essas coisas sobre a publicação da cena. Eu tive a oportunidade de filmar as cenas com o Robert Downey Jr. no ano passado e foi simplesmente de verdade e honestamente uma das experiências mais incríveis que eu já tive na vida. É algo que eu estava feliz apenas de ter nas minhas memórias e guardando na minha mente. Mas ver que a cena saiu foi meio que uma surpresa. Por fim, o que aconteceu foi que os fãs da Marvel queriam ver esta cena, e foi por isto que a cena foi publicada. E é meio louco porque ‘Avengers’ é literalmente a maior franquia do mundo, então você não consegue agradar todo mundo e os fãs tinham expectativas do que eles queriam, mas as respostas tem sido realmente positivas. Ter esta experiência com o Robert Downey Jr., que deu vida a esta narrativa de super-heróis para pessoas do mundo todo, é realmente surreal e maravilhoso.

Você tem permissão de falar sobre a série que você estava gravando – Cursed, da Netflix? Por que você entrou nesta agenda cansativa?
Em um ponto no ano passada, eu estava começando a trabalhar em uma outra coisa e escrevendo um pouco de música e eu não estava procurando necessariamente por nada. Eu estava sendo muito muito seletiva em projetos em potencial e o meu agente enviou este manuscrito incrível desta lenda Arturiana sobre a Dama do Lago. Uma das coisas sobre lendas arturiana é que elas têm pouquíssimos personagens femininos e se há personagens femininos, não há narrativas sobre elas. É realmente o primeiro reconto de uma lenda arturiana pelos olhos de uma mulher e é uma coisa que eu já havia terminado de ler e eu literalmente surtei e fiquei ‘Caralho, isto é muito bom.’
Eu acho que inicialmente era para ser seis meses de filmagens, mas acabou sendo quase um ano. E você pode entender o motivo; nós tínhamos cenas de luta e eu treinei tipo quase que no ano passado inteiro para andar a cavalo, lutar com espadas e depois treinava para não me machucar. É contar a história de uma verdadeira heroína que é capaz e forte e não apenas alterar a história porque ela é uma mulher. É algo que eu gostaria de ter tido quando eu estava crescendo.

Você mencionou trabalhar em músicas algumas vezes.
Durante toda a minha vida, música e atuação têm sido duas partes de mim que eu realmente sempre amei. Eu senti que talvez a música seja algo que eu mantenho para mim mesma porque, para mim, é bem pessoal. Mas depois, enquanto eu ficava atuando e fazendo trabalhos e dando entrevistas, simplesmente pareceu que eu realmente precisava me perguntar ‘Katherine, você pode não fazer isto?’ e a resposta para esta pergunta foi ‘Não, eu tenho que fazer isto’. Em seguida eu disse para mim mesma ‘Olha, se você vai fazer isto, você vai ter que fazer bem’. Então tem sido, desde esta decisão e dizendo para os meus empresários que isto era algo diferente que eu queria correr atrás, sobre encontrar o som e escrever com produtores. E depois, obviamente, eu tenho estes projetos incríveis que vão sair, como o filme com o Rian Johnson, uma série de 10 meses que é o primeiro reconto feminino de uma lenda arturiana. Mas eu vou trabalhar nisto nos próximos meses. Então, talvez isto seja algo que as pessoas podem esperar.

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