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30.07
2018
VÍDEO: Entrevista de Katherine Langford para a W Magazine

Fonte: W Magazine

Talvez sem série – deixa sozinha, uma cêntrica série do ensino médio – despertou diversos debates e peças de pensamento online na história recente quanto ’13 Reasons Why’. Lançada na Netflix e produzida por Selena Gomez, a série, que é baseada no romance do mesmo nome e que teve sua segunda temporada lançada em maio, lida com as consequências de um suicídio de uma adolescente e como este fato afetou a comunidade a sua volta. No centro de tudo isso está Katherine Langford, a nativa de 22 anos de idade de Perth, Austrália, que foi escalada para interpretar a protagonista feminina da série, Hannah Baker, que aparece em assombrosos flashbacks e visões.

Considerando a onipresença da série na cultura pop, é difícil imaginar que há apenas 3 anos, Katherine, que também estrelou o imensamente popular filme ‘Com Amor, Simon’ este ano, era uma atriz adolescente com dificuldades em Los Angeles, que mal poderia bancar sacolas para levar suas compras para casa. Aqui, a atriz fala sobre crescer na Austrália, fazer o teste para a série e o motivo de ela amar e temer as redes sociais.

Qual foi a sua primeira audição?
A primeira que eu fiz, eu tinha tipo 7 anos de idade, e foi um curta-metragem indie aleatório. Eu estava super nervosa e meu pai estava na sala e foi horrível. Mas eu organizei tudo sozinha e disse tipo, “Pai, eu preciso que você me traga aqui às 16:30, na sexta-feira.” A primeira audição que eu fiz que eu consegui o papel foi ’13 Reasons Why’ e este foi um ponto tão esquisito da minha vida. Eu tinha acabado de entrar na escola de teatro que eu estava tentando entrar por três anos, e eu liguei e disse, “Eu não posso ir,” porque me pediram para fazer um teste para dois outros projetos. Eu peguei um voo para Londres (para uma audição de vídeo), eu não consegui aquele projeto e eu era a única pessoa fazendo o teste. Depois eu peguei um voo para L.A e eu estava lá para a temporada piloto, que eu não havia me preparado. Eu perdi todo o meu dinheiro. Eu morei com esta mulher que deixava o gás ligado durante a noite e havia envenenamento por monóxido de carbono. Foi uma bagunça. Eu fiquei catatônica por dois dias. Eu acordei no meio da noite para ir ao banheiro e eu senti esta onda de calor e senti o cheiro do gás. O meu primeiro pensamento foi “Meu Deus, a casa está pegando fogo.”. A mangueira do gás estava aberta com uma camada de chama por trás e havia uma poça de água perto do gás. Eu pensei tipo, “Isso não é bom.”

Isso aconteceu quando você estava morando em Los Angeles?
Sim. Esta foi definitivamente uma experiência. Eu tinha 19 anos. Eu estava em LA. Do outro lado do oceano, sozinha. Foi uma zona e meu dinheiro estava acabando tão rábido que eu não conseguia comprar as sacolas do supermercado, então eu pegava a sacola de plástico das frutas e dos vegetais e as amarrava em volta dos meus dedos e colocava minhas compras dentro, e depois eu voltava para casa chorando, porque era uma época tão agitada. Isso é uma das coisas que eu olho para trás e, eu não quero soar clichê, mas é sempre uma memória humilde e experiência que você pensa, ‘Ah tá, você fez isso. Você pode fazer qualquer outra coisa, você é boa.’

Quando você leu ’13 Reasons Why’, você teve a sensação de que iria conseguir o papel?
Algumas vezes com roteiros ou audições, quando você os lê, é algo que você realmente se identifica e você consegue se ver no papel. Com ’13 Reasons Why’, veio em uma época tão esquisita da minha vida e ter sido rejeitada em dois testes que eu fiz, fez eu sentir que era muito certo, eu nem pensei em mim mesma no papel. Eu apenas preparei e fiz. Depois eles ficaram me chamando de volta e fazendo novos testes comigo. Quando eu fiz o teste pelo Skype, eu pensei, “Ah, talvez eu tenha uma chance boa neste.”

Como você descobriu que tinha conseguido o papel?
Foi em uma quinta-feira. Eram duas horas da manhã e eu não conseguia dormir. Parte de mim estava “Você vai conseguir.” e a outra parte estava “Não, você não vai conseguir.” Eu recebi uma ligação cinco horas da manhã dos meus empresários e eles falaram, “Você quer ouvir a notícia mais ou menos ou a notícia rui?” Eu fiquei tipo “Meu Deus, a notícia rum, não, não, espera, certo, a notícia mais ou menos. Me dê a notícia mais ou menos.” Eles falaram “A notícia mais ou menos é que você conseguiu o papel. A notícia ruim é que você tem que conseguir um visto O-1 em dez dias.” Geralmente leva de seis a oito semanas. Mas eu fiquei sabendo que eu consegui o visto em uma sexta-feira de manhã e eu ia pegar um vôo 36 horas depois. Eu arrumei minha mala para 6 meses em 36 horas. Foi uma loucura.

Quando tudo mudou para você?
Eu acho que a primeira vez que eu comecei a perceber que as pessoas assistiram à série, ou as pessoas começaram a me reconhecer, foi quando eu estava em Savannah filmando ‘Com Amor, Simon’. Várias pessoas do elenco foram para Savannah para o fim de semana da Páscoa. A garçonete que estava nos servindo falou “Você parece muito com a menina daquela série.” Eu respondi “Eu pareço, sou eu.” Ela falou, “Não.” Eu fiquei tipo, “Sou eu. Por que você não acredita em mim?” Mas quando nós saímos do restaurante, eu ouvi um ‘Ei!’ e veio esta mulher correndo. Era a garçonete e ela falou “Meu Deus! Eu não acreditei em você. Eu posso tirar uma foto?” Ela correu três quarteirões só para tirar uma foto comigo. Então foi aí que eu comecei a perceber (a mudança); quando você percebe que as pessoas começam a te reconhecer.

Foi quando você criou suas redes sociais?
Eu estou tentando lembrar o ponto exato. Foi depois de nós fazermos a divulgação em Nova Iorque. Eu conversei com a Selena (Gomez) e eu acho que minha conta ainda era privada no Instagram naquela época. Ela falou tipo “Aí, eu sei de onde você está vindo… A mensagem da série é muito importante e se você quiser se conectar com as pessoas é um bom jeito de fazer isto.” Então eu o fiz (tornei a conta pública), e, quer dizer, eu ainda não posto tanto assim. Eu acho que você passa por um momento e pensa “Ah, redes sociais, isso é tão legal.” E depois – eu acho que todos nós já passamos por isto – o ponto em que você começa a se sentir dependente das redes sociais ou o que as pessoas dizem nas redes sociais é quando você dá um passo para trás. Eu percebi que quanto mais eu postava, mais eu valia para os paparazzis, mais eu iria ser seguida, e eu não gosto disto.

Qual filme te faz chorar?
Alguns. Eu me lembro de ficar emocionada com Titanic quando eu tinha 11 anos. E o Romeu e Julieta de Baz Luhrmann. Eu tinha 13 anos e eu lembro de assistir no Youtube, porque eu estava tão obcecada tentando assistir, e eu fiquei aos prantos na biblioteca da escola. Eu assisti três, quatro, cinco vezes, e imprimi o manuscrito inteiro. Romeu e Julieta realmente me impactou quando eu era adolescente.

Quem era a sua celebridade crush quando você cresceu?
A minha celebridade crush era mais um personagem crush e na verdade eram dois. Quando eu tinha 4 anos de idade, eu falei para a minha mãe que eu queria casar com o Christopher Robin do Ursinho Pooh, tipo o desenho mesmo. O meu primeiro crush humano foi o Orlando Bloom como Legolas. Eu sou uma nerd discreta. Eu realmente gosto de ‘Star Trek: Voyager’ com a capitã Catherine Janeway, ela foi uma verdadeira inspiração quando eu era criança. Meu pai foi para a exibição da meia noite do primeiro filme de ‘Star Wars’, então meus filmes favoritos quando eu tinha cinco anos eram ‘Cinderella’ e ‘Mars Attacks’. Era disto que eu gostava.

Você era uma nadadora competitiva?
Eu era. Eu treinei natação por aproximadamente 10 anos. Eu fui para o campeonato nacional e meus pontos fortes eram nado borboleta e de bruços.

Você precisou cortar o seu cabelo para isto?
Não, eu apenas tinha que dobrá-lo e colocá-lo na touca de natação. Eu sempre tive cabelo longo. Eu acho que uma época eu fiquei com vontade de cortá-lo curto, mas sinceramente, até hoje, eu deixo meu cabelo fazer o que ele quiser. Não era tipo eu tenho que ter estilo ou algo do tipo. Eu sinceramente iria nadar cinco horas da manhã e depois me trocava lá, tomava café da manhã no carro no caminho da escola e ia para a escola de cabelo molhado e cheirando a cloro.

Você sente falta?
Tem muitas coisas da natação que eu sinto falta. É difícil porque eu estava treinando em um nível profissional e eu tive que parar porque eu acabei entrando em uma escola para crianças talentosas, fazendo trabalhos escolares e músicas, era muita coisa para fazer ao mesmo tempo. Eu não entro na piscina provavelmente há anos, porque eu treinava muito quando eu era nadadora. Mas, definitivamente, hpa coisas que eu sinto falta. Eu sinto falta do atleticismo e da camaradagem de estar em um grupo em que todos vocês estão passando por algo juntos e estão tentando alcançar a mesma coisa.

Qual é sua música de karaokê?
Certo, então no meu aniversário deste ano, o Tommy, um dos meus amigos, comprou um karaokê. Eu não canto no karaokê porque eu acabo gritando e, tendo treinado como cantora por 10 anos, uma das coisas que sua professora de canto te diz é para não gritar e para não forçar sua voz, e eles simplesmente me abençoaram com Lady Gaga a noite inteira, então “You and I” me matou. Mas “You and I” e “Born This Way”, ou Janice Joplin. Eu amo a Janice. Ou um clássico, tipo Queen. “We are the Champions” ou “Bohemian Rhapsody”. Eu amo um hino, em geral.

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