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01.07
2018
Katherine Langford está na edição de julho da revista Glamour Espanha

Mesmo que possa parecer prematuro chamar Katherine Langford de estrela, se alguém conjurar um relance de seus últimos anos se dará conta que não. Após o sucesso no mundo todo com a série da Netflix ’13 Reasons Why’, esta atriz australiana de 21 anos da um passo para o cinema com um dos filmes mais esperados do ano, ‘Com Amor, Simon’, e com um papel que, sem dúvida, lembra a Hannah Baker que a trouxe tãos bons momentos. O que ninguém nega é que Katherine tem demonstrado ter muito bom gosto escolhendo roteiros com um determinado conteúdo de atualidade e tratando temas polêmicos como o bullying, a depressão, a descriminação social ou o suicídio. E por isto ‘Com Amor, Simon’ é tão importante, porque ela interpreta Leah Burke, a melhor amiga do protagonista, um adolescente de 16 anos que não tem coragem de revelar sua orientação sexual até que um dia um de seus e-mails chega às mãos erradas e começa a ser chantageado com seu segredo. De tudo isso e de sua eminente carreira como atriz, conversamos com Katherine exclusivamente em Los Angeles.

Por que decidiu participar deste filme?
Eu me lembro que o roteiro me causou várias emoções, uma espécie de tornado que me afetou tanto que precisei aceitá-lo. Sou uma pessoa muito sensível e com ‘Com Amor, Simon’, me dei conta de que é uma versão de uma velha história que se repete. Acabava de terminar meu primeiro trabalho como atriz em ’13 Reasons Why’, e foi nesta época quando eu fiz o teste para o filme e eu tive certeza que eu queria fazer parte de uma história tão bonita.

Você tem apenas 21 anos, mas não tem medo de ficar rotulada com papéis de adolescente?
É verdade que eu só tenho interpretado adolescentes, mas eu reconheço que tenho tido muita sorte, porque, no fundo, são dois papéis muito diferentes.

Me fale sobre seu período de escola, antes de ser a atriz famosa que é atualmente.
É uma fase difícil para todo mundo, independentemente do lugar do mundo. Crescer não é fácil para ninguém. Eu tive sorte e aproveitei muitas experiências, frequentei uma escola para crianças talentosas durante os últimos três anos e tive um grupo de amigos muito liberal, muito solidário. Neste sentido, todos foram muito acolhedores, mas também escutei coisas loucas. Não sou imunes à estas outras experiências que as pessoas podem sofrer na escola.

Seus pais apoiaram a sua dedicação para isto?
Tive uma educação muito normal, já que meus pais não estavam envolvidos nesta indústria e sempre me apoiaram e trabalharam muito duro por mim. Eles sabiam que eu queria aproveitar meus momentos e foi isto que eu fiz. O que eu tenho certeza é que eu ainda tenho muito o que aprender e melhorar e, mesmo que os papéis que eu interpretei até então são parecidos, não tenho que me preocupar com os estereótipos, mas sim tentar participar de projetos que me motivem.

Por que decidiu ser atriz?
Desde pequena eu praticava vários esportes – eu era nadadora em nível internacional até os 14 anos – e eu gostava muito de música e interpretação. Quando encontro algo que realmente amo, algo em que eu me concentro e me foco, posso ser muito intensa. Quando me aceitaram na escola de superdotados e a quantidade de trabalho aumentou, decidi deixar a natação e me concentrar para ser atriz, porque é uma arte que me dá espaço para crescer como pessoa.

Nos seus trabalhos há uma forte carga social. Você sente a responsabilidade de contar histórias assim?
Sou muito jovem e muito sortuda por poder contar histórias que chegam às pessoas que vão além de mero entretenimento. Pessoalmente, meu público são pessoas jovem, quero estar ali para eles porque creio que é importante. Também usar as redes sociais para me aproximar de todos, quero estar a disposição deles e, por isto, usou meu nome e minha voz. Eu amo fazer parte do movimento Time’s Up pela magnitude internacional que há por trás disto e quero que meus seguidores saibam que estou com eles.

Falando sobre as redes sociais… Você está acostumada com elas?
Acho que tudo depende de como elas são utilizadas e, obviamente, de quanto e como você depende delas. As redes sociais tem suas vantagens e desvantagens, como tudo, mas permitem também que você se conecte com as pessoas, com uma comunidade global que as vezes pode ser benéfica e outras não… Pode-se encontrar fora de seu ambiente alguém para se relacionar, mas também a raiva e a inclusão global que gera expectativas pouco realistas. O assédio sem rosto, anônimo, não só estão colocando muitos jovens em cordas bambas, mas também sequer permitem que hajam consequências cara a cara. Senti que era importante fazer parte das redes sociais e criei meu perfil no instagram para todos os que precisam se comunicar ou expressar suas opiniões.

Você anunciou que não estará na terceira temporada de ’13 Reasons Why’. O que pode me contar sobre isto?
Sim, vai ser assim, mas esta série sempre será uma parte especial da minha vida.

Você gosta de investigar a parte psicológica dos seus personagens?
Na verdade, depende de cada projeto. Para a série, como é centrada em temas muitos pessoais, tive que conversar com vários psiquiatras, porque queria contar a história com sinceridade. No caso de ‘Com Amor, Simon’, não tive tempo nem achei que era necessário, mas eu li o livro em que se baseia o filme.

Confira scans da entrevista:

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