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Fonte: Los Angeles Times

A série da Netflix ’13 Reasons Why’ deixou todo mundo sobre ter o que falar no ano passado – e não foram apenas coisas boas.

A série contou o efeito do suicídio da adolescente Hannah Baker (Katherine Langford), que deixou para trás uma série de fitas relatando seu tormento interno. O drama elencou um duro enfoco nas difíceis verdades da vida dos adolescentes, bem como um assédio pesado através de redes sociais e assédios sexuais.

Baseado no romance bestseller de Jay Asher, a série quase que instantaneamente se tornou uma das séries mais exibidas dentre os espectadores jovens. Mas o drama também despertou uma tempestade de debates entre os adultos sobre ter glamourizado o suicídio. Algumas escolas preocupadas pelo país até fixaram avisos para os pais sobre permitir seus filhos a assistir.

Quando a possibilidade de uma segunda temporada foi sondada, uma pergunta rapidamente surgiu: Com a morte de Hannah na 1ª temporada ter exaurido a fonte material, essa é uma narrativa que realmente tem que continuar?

As pessoas disseram, ‘a história está contada’, que a vida dos personagens acaba ali, nós ouvimos todas as 13 fitas,” disse o produtor executivo Brian Yorkey, que encabeçou o projeto. “Eu sempre fui a criança que terminava um livro e queria saber o que aconteceria depois com os personagens. Então, para mim, eu não consigo imaginar essas crianças não seguirem em frente, ainda lutando com a ideia de que fizeram parte daquilo, para chegarem a um outro fim, a recuperação.”

A Netflix e os produtores sentiram que a missão principal da série de expor as verdades desconfortantes, valia a pena arriscar mais ultrajes e seguir em frente com a segunda temporada.

A continuação de ’13 Reasons Why’, que estreou há algumas semanas para críticas tépidas, mais adiante explora o impacto do suicídio da Hannah em seus amigos e família, bem como a culpabilidade da escola. Mas o escritor da série, que desenvolveu o arco da história com a ajuda de consultores de saúde mental, intensificou o foco no assédio assexual dentre os adolescentes.

O resultado é uma temporada que é tão provocativa e perturbadora quanto à primeira.

As coisas retomam com a distante amiga de Hannah, Jessica Davis (Alisha Boe), tentando estabelecer a normalidade de volta após ser estuprada por seu colega e atleta Bryce Walker (Justin Prentice) na última temporada. (Para quem não sabe, Hannah também foi abusada sexualmente de Bryce na primeira temporada)

Uma grande fonte de ultraje é uma cena no episódio final da temporada, em que o fotógrafo da escola Tyler Down (Devin Druid), um solitário da escola, é brutalmente estuprada por três estudantes e atletas, liderados por Monty, em um banheiro da escola. Em certo ponto, Tyler é sodomizado com um cabo de vassoura.

O Conselho Parental de Televisão, um grupo advocatício de Los Angeles que monitora a decência dos conteúdos, pediu para a Netflix cancelar a série.

A diretora do programa PTC, Melissa Henson, que assistiu inteiramente a segunda temporada, em um pronunciamento: “Para as crianças que já correm o risco, que estão sofrendo bullying ou abuso, a série talvez sirva de gatilho para alguns sentimentos e pode criar circunstâncias perigosas na vida real. Nós pedimos para que os pais e escolas estejam alertas e em guarda nas próximas semanas e meses.”

Yorkey sustenta sua opinião de enfatizar temas problemáticos e seus elementos na série.

“Eu entendo a tentação de querer proteger as crianças de tudo,” disse Yorkey, que não possui filhos. “Mas quando nós encobrimos as coisas com o silêncio, nós tendemos a encobri-las com um estigma e com vergonha, e quando nós não falamos sobre as coisas, as pessoas que passam por aquilo se sentem incrivelmente isoladas e não tem noção nenhuma de que alguém vá entender o que elas têm passado.”

Os novos episódios chegaram enquanto Hollywood – e a maioria de sua sociedade – continua a sentir os efeitos causados das recentes alegações de assédio sexual e estupro contra pessoas poderosas.

“Nós assistimos enquanto esses problemas meio que explodiram e entraram em cena e na nossa cultura,” Yorkey disse. “E eles são problemas que são centrais na segunda temporada. Não apenas assédio sexual, mas assédio sexual em série. As formas que isso sistematicamente impede a forma que instituições, seja intencionalmente ou por inércia, permitem que isso continua e tentam continuar mantendo como segredo.”

Enquanto Alisha vê isto, o fortuito desenvolvimento apresenta uma oportunidade de uma coisa boa. A atriz de 21 anos disse que recebeu centenas de mensagens no ano passado de jovens espectadores que se identificaram com a história de Jessica como uma vítima do assédio sexual. Mas ela também se lembrou de como sua personagem foi depreciada por algumas pessoas.

“Eu acho que são paralelos do que acontece no mundo real – como as pessoas culpam a vítima,” Alisha disse. “Elas não acreditam no sobrevivente e ficam ao lado do agressor. Mas é louco o quanto isso mudou no ano passado.”

Katherine, cuja presença de seu personagem nesta temporada é vista em flashbacks e em alguns tipos de aparições, disse que a história de Hannah é um exemplo do por quê estas histórias precisam ser contadas.

“Hannah foi vítima de assédio sexual e o que aconteceu com ela naquele momento de sua vida, foi algo com o que ela não conseguiu viver,” disse a atriz. “Eu acho que há algumas discussões incrivelmente importantes para serem feitas a partir desta série.”

A série expandiu a conversa para incluir assédio sexual masculino, disse Yorkey, porque os escritores sentiram, enquanto pesquisaram, que o assédio sexual de homem contra homem era “meio que uma epidemia”.

“Da mesma forma que nós fizemos com o assédio sexual na primeira temporada, nós queríamos que aquela cena fizesse justiça aos homens jovens que realmente experienciaram isto e tentar não suavizar o momento,” Yorkey disse.

Para Devin, atuar na cena foi angustiante. “Eu me lembro de ficar muito nervoso só pelo fato de ser uma cena tão traumática que pessoas reais tiveram que experienciar e eu acho que é isto que precisa ser lembrado – que pessoas reais passaram por aquilo.”

A Netflix se recusou a comentar sobre a reação que a descrição gráfica recebeu. Yorkey, no entanto, disse que a cena foi intensamente debatida entre os escritores, bem como com os produtores de estúdio e da Netflix.

Na turbulenta exploração de assédio sexual veio a questão da justiça. Yorkey disse que dois cartazes laranjas na parede da sala dos escritores guiaram a temporada: “O que é justiça” e “Você consegue encontrar justiça em um mundo injusto?” Yorkey cita uma estatística da RAINN (Rape, Abuse & Incest National Network): Apenas seis de 1.000 estupradores ficarão presos por seus crimes.

No fim da temporada, Bryce está no julgamento por estuprar Jessica e no fim, por unanimidade, recebe a leniente sentença – que não é diferente do caso de 2016 que envolveu o nadador da Universidade de Stanford, Brock Turner, que foi sentenciado a seis meses de prisão por assediar sexualmente uma mulher inconsciente.

“Eu acho que muitos espectadores vão achar que o que nós entregamos foi insatisfatório,” Yorkey disse. “E nós sentimos que é assim que deve ser, porque, infelizmente, a justiça pode ser difícil no mundo real neste assunto.”

O julgamento contra Bryce trouxe a tona uma cena que quase não foi ao ar, devido a preocupação de que os espectadores achassem que a série estivesse seguindo a história do #MeToo. Na cena, Jessica direciona seu depoimento a seu agressor, Bryce, enquanto ela reconta a experiência traumática do estupro. A cena transitou para outras personagens femininas na série, que recontarem suas próprias histórias de serem abusadas ou assediadas.

Para Prentice, interpretar o agressor em série Bryce permitiu que ele visse como o comportamento desviante em uma idade jovem pode causar danos.

“Bryce cresceu desrespeitando as mulheres e sentindo que o mundo gira em torno dele,” Prentice disse. “Infelizmente, há muitos Bryces por aí neste exato momento. Eu acho que há esperança que tudo isso possa mudar se nós simplesmente começarmos a falar sobre este assunto, o que o estupro significada, o que o assédio sexual significa, o que consentimento é e influenciar esses jovens desde cedo.”

Confira as fotos do photoshoot realizado pelo fotógrafo Michael Nagle para o Los Angeles Times:

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