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22.05
2018
Katherine Langford concede entrevista para a edição de maio da revista Seventeen México

Katherine Langford concedeu entrevista exclusiva para a revista Seventeen México, oportunidade na qual a revista também estampou lindas fotos de Kat fotografada por John Russo. Confira a entrevista e os scans a seguir:

Nos fale sobre ‘Com Amor, Simon’. Do que se trata?
O filme é baseado no romance ‘Simon vs. the Homo Sapiens Agenda’, de Beck Albertalli. Retrata a história de um garoto de 17 anos que cursa o ensino médio. É a história de como ele se apaixona e o que acontece quando um de seus colegas de classe revela sua orientação sexual. Isto afeta ele, sua família e amigos, bem como as pessoas à volta dele.

Se pensarmos em outros filmes de jovens de 17 anos, a qual você acha que mais se assemelha?
Acredito que, sem dúvida alguma, conta com a essência e características de um filme de John Hughes, o que, na minha opinião, é algo muito especial. Não deixa de ser muito moderno e, ao mesmo tempo, tenta não desenvolver-se em outra época – apenas na atual -, mas tem elementos de romance e comédia. Uma combinação que faz com que parece alguns dos filmes de Hughes.

Você falou sobre os filmes de Hughes, histórias que ocorrem nos anos oitenta – Sixteen Candles (1984), The Breakfast Club (1985), Ferris Bueller’s Day Off (1986) – Você acha que a nostalgia está presente hoje entre os jovens?
Creio que na atualidade não é difícil reconhecer a grande presença da tecnologia e eu acho que, talvez, há um pouco de nostalgia, ou quem sabe, pessoas que estão preenchendo as lacunas do que sente que faz falta. Vivemos em uma era muito tecnológica e digital.

Um aspecto de ‘Com Amor, Simon’ que o difere dos outros filmes para jovens é que há um protagonista homossexual. Nós queríamos que não fosse algo particularmente único, no entanto, é…
A representação é uma coisa muito importante. Sobretudo no cinema e em outras formas de arte. Sinto que atualmente há mais filmes LGBTQ, ou filmes que giram em torno de protagonistas LGBTQ, no entando ainda são poucos, sem dúvidas deveria haver mais. Mas o que faz de ‘Com Amor, Simon’ muito especial é não apenas uma históra centrada em um personagem gay, mas também o fato de que é uma grande história de amor.

O que você acha que há de diferente neste filme de outras histórias com protagonistas gay?
Há algumas histórias com um protagonista LGBTQ, e o fizeram bem, como ‘Carol’ ou ‘Call Me By Your Name’, para citar alguns, mas eu acredito que esta é diferente. Não apenas é uma história de amor, é sobre a adolescência; uma história sobre crescer, amadurecer, se tornar adulto, e talvez, esta seja a primeira vez que uma história de amor LGBTQ é contada de uma maneira tão grande por um estúdio importante.

E sobre a sua personagem?
Leah Burke é a melhor amiga de Simon. Eles são melhores amigos desde o jardim da infância. Leah é muito interessante; por fora, dá a impressão de ser alguém, até certo ponto, segura. É muito criativa e segue a moda.

Seguir a moda é algo que podemos dizer que acontece com todos os jovens…
Sim, creio que uma das grandes razões para que Leah siga a moda e a criatividade é porque, para ela, não é somente uma maneira de se expressar, e sim de também mostrar o que sente por dentro e converter isto em algo material e que pode ser visto de uma forma externa.

Você acredita então que a moda pode representar quem nós somos?
A moda pode servir como um obstáculo entre nós e o resto do mundo e é uma barreira de proteção. Acredito que, para Leah, em particular, sua barreira consiste em seus trajes e desenhos, porque é algo que ela é muito boa e que pode fazer. Inclusive depois de haver praticado com os estilistas e maquiadores, quando estávamos na primeira fase de gravação do filme, eu disse que acreditava que Leah era alguém que brinca com sua roupa e maquiagem de maneira criativa, porque é algo que pode criar, mostrar algo que se pode adaptar.

Como atriz, é divertido interpretar alguém que usa roupas tão legais?
Claro! Sempre me interessei por design, desde pequena, e, apesar de não ter crescido na indústria da moda, mantive um gosto por design, moda e arte… Creio que através da interpretação de um personagem, e em particular a Leah, você fica muito mais consciente de como se vestir, e ainda mais da história por trás de cada roupa.

Leah e Simon são amigos a vida inteira. Você já conhecia o Nick Robinson? Foi difícil criar este vínculo de amizade entre os personagens?
Nick Robinson é ótimo. Não nos conhecíamos, mas ele é muito talentoso, prestativo e tem uma energia maravilhosa. Então foi fácil nos darmos bem e acho que tivemos uma dinâmica que espero que seja similar a de Leah e Simon.

Ensaiaram muitas semanas com o diretor antes de começarem. Isto ajudou sua dinâmica?
Ter tido duas semanas de ensaios nos ajudou a nos conhecermos e a interpretar; não apenas aprender e nos darmos bem como pessoas comuns e atuais, mas também para descobrir qual era a energia e a dinâmica. Ao ler um personagem em um roteiro, você tem uma ideia de quem seja e o que ele faz, mas só depois de juntar todos os personagens em uma sala é que realmente descobrimos como irá acontecer e interagimos.

Leah e Simon passaram por muitos anos e experiência juntos…
Sim, eles têm 17 anos agora e, pelos últimos 10 anos, viveram muitas coisas. Simon teve namoradas, evidentemente, mas no entanto não deu certo. Leah nunca teve um namorado, mas presenciou e esteve em todas os relacionamentos que Simon teve; e, durante este tempo, se apaixonou por seu melhor amigo. O que acontece com ela no decorrer do filme é que, enquanto Simon está lutando contra seus próprios problemas, Leah também está se desfazendo de seus próprios conflitos ao tentar lidar com todas as suas mudanças ao seu redor; e no processo, se apaixonando por Simon, pensando erroneamente que o sentimento é recíproco.

Leah representa então muitos dos sentimentos que vivenciamos aos 17 anos…
Sim. No entanto, Leah não se sente muito confortável em sua própria pele. Ainda não conseguiu descobrir quem é ou como quer se apresentar perante as pessoas. E sequer se desapegou um pouco a ideia de que está apaixonada por seu melhor amigo. Assim, quando percebe isso, dói. Este é seu primeiro amor.

Você sente que outras jovens poderiam se identificar com ela?
Acredito que cada vez que assiste um filme, você se identifica com alguém ou com a história de alguém, do seu próprio jeito; porque todos vivemos vidas diferentes e temos experiências que nos moldam. No entanto, acredito que a batalha de Leah é parecida com o que muitos de nós passamos: nem sempre gostamos de nós mesmos; não saber quem seja. Acredito que isso é algo que todos nós passamo. No decorrer do filme cada personagem lida com seus próprios problemas. Cada um luta com não saber quem é e neste filme, Leah está tentando se decifrar.

Acredita que agora os filmes e séries abordam mais esses sentimentos?
Sem dúvida sinto que houve uma mudança na narrativa. Eu acho que há uma grande quantidade de fatores: creio que o público é muito mais inteligente e estão mais informados sobre o que está acontecendo no mundo, porque hoje em dia se transformou em uma grande conversa mundial. Agora estamos muito unidos; não apenas os países, mas também como uma comunidade global. E creio que isso foi transferido para o cinema e para a televisão.

Ainda com estas mensagens, ‘Com Amor, Simon’ é também um filme muito divertido…
Sim, creio que há mensagens maravilhosas, que são muito sólidas e importantes; mas, no fim, é um filme que fará você se sentir muito bem! E acho que pelo mesmo motivo, as pessoas vão reagir… Sair do cinema e se sentir otimista, ou ter uma experiência positiva com um filme é realmente maravilhoso; e também necessário, devido a tudo que estamos passando no mundo. Da mesma forma que há momentos divertidos, creio que Logan Miller (quem interpreta Martin), tem umas cenas fantásticas, que enchem o filme de humor.

Mudando um pouco de assunto, você foi nomeada ao Globo de Ouro por ’13 Reasons Why’. Como se sentiu?
Foi muito emocionante. Foi uma noite maravilhosa e apenas tentei absorver da melhor maneira que consegui. Para mim foi especial por muitas razões. Minha primeira nomeação ao Globo de Ouro, evidentemente, mas também foi uma noite comovente por causa do movimento ‘Time’s Up’. Me lembro que no ano passado, nesta mesma época, eu tinha acabado de gravar a primeira temporada de ’13 Reasons Why’ e assisti a Claire Foy receber o prêmio desta categoria. Então, este ano, estar nomeada juntamente com ela, Elisabeth Moss, Maggie Gyllenhaal e Caitriona Balfe, foi um momento surreal em que eu pode encerrar um ciclo.

Como se sentiu com o impacto que ’13 Reasons Why’ teve?
Acho que a parte de discussão e reflexão, definitivamente foi a parte mais gratificante. Nesta discussão, debate, era importante que as pessoas expressassem preocupações e suas opiniões, porque é assim que aprendemos coisas diferentes. Se as pessoas gostaram da série ou não, é algo muito pessoal. Não posso dizer a ninguém como reagir porque cobrimos tanta coisa na série que as pessoas vão reagir de maneiras diferentes, dependendo de suas próprias experiências e seu próprio contexto.

Sabemos que não pode falar muito, mas o que podemos esperar da segunda temporada?
Estou muito emocionada. Depois de ler os primeiros roteiros, eu fiquei muito feliz porque creio que teremos a oportunidade de continuar falando sobre coisas importantes, mas com uma história diferente com muito mais dos demais personagens e suas próprias experiências, motivo pelo qual fico empolgada. Creio que de alguma forma isso continuará transmitindo a importância do que fizemos na primeira temporada.

SCANS

 

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