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Fonte: The Hollywood Reporter

Recentemente, o site The Hollywood Reporter publicou uma dura e pesada crítica sobre a 2ª temporada de ’13 Reasons Why’. O teor da crítica gira em torno do enredo da temporada e não dos autores, tendo a reportagem inclusive ressaltado o talento de Katherine. Confira a crítica traduzida a seguir: (CONTÉM SPOILERS)

A segunda temporada do drama do suicídio de uma adolescente da Netflix é uma bagunça desnecessária e frustrante de um arcaico julgamento, mistério antigo e um desajeitado esforço de trazer Katherine Langford de volta.

A primeira temporada de ’13 Reasons Why’ da Netflix já foi uma coisa precária.

Carregada pela estrutura rígida do livro de Jay Asher, um trabalho sensível de um tremendo time de diretores liderado por Tom McCarthy e um elenco excepcional de jovens atores, a primeira temporada da série conta um conto angustiante do suicídio de uma adolescente que retrata escuridão com seriedade, honrando os personagens e apelas alguns raros desenrolar de miséria. Mesmo tendo sido dirigido com a melhor das intenções, a série foi um cajado de controvérsias e, mesmo eu sentindo que a maioria das controvérsias negativas sobre a série obscureceu o ponto ideológico e a representação confusa com endosso, a preocupação foi espalhada o suficiente a ponto de não poder ser ignorada.

Assim como o livro de Asher, a primeira temporada de 13 Reasons Why tem um final conclusivo; o pouco que ficou sem resolução não é o suficiente para exigir uma segunda temporada.

A completamente desnecessária segunda temporada estreia na sexta-feira na Netflix e, diga o que você quiser, mas, pelo menos não começa com um personagem entrando correndo em uma sala e gritando “Gente! Gente! Eu acabei de encontrar uma nova caixa de fitas explicando mais 13 motivos de Hannah Baker ter se matado!”

Ao invés disso, com Brian Yorkey escrevendo e Gregg Araki dirigindo, a nova temporaca começa alguns meses após as fitas deixadas por Hannah (Katherine Langford) ter deixado a ‘Liberty High School’ de cabeça para baixo e ter levado as pessoas que a amavam, inclusive o melancólico mocinho de Dylan Minnette, Clay, ao extremo limite.

Conforme retornamos, a mãe de Hannah, Olivia (Kate Walsh), iniciou um processo contra o colégio Liberty, alegando que a falha da escola em perceber o bullying e negligências institucionais é responsável pelo miríade choro de Hannah por ajuda, que foram responsáveis pela morte da garota. O julgamento que está por vir é o principal foco da temporada, assim como todas os estudantes que receberam as fitas de Hannah são chamados para depor. Mesmo não tendo, superficialmente, novas fitas, saiba que o que está nas fitas é meramente o começo.

Passou tempo o suficiente para o eternalmente tolo Clay começar um relacionamento com Skye (interpretada por Sosie Bacon), uma garota espirituosa, porém frágil, que prova que o namorado, definitivamente, possui um tipo. Clay não foi chamado para depor nem pela promotoria de justiça nem pelos defensores e ele está confuso do motivo de ninguém querer que ele conte sua tola verdade. Enquanto isso, aqueles que deporam ou estão prestes a prestarem depoimento – incluindo o pervertido fotógrafo Tyler (Devin Druid), a psicologicamente frágil Jéssica (Alisha Boe), o profundamente em conflito Zach (Ross Butler) e, voltando para a escola com a capacidade diminuída após o que aconteceu na últia temporada, Alex (Miles Heizer) – estão recebendo ameaças e avisos sobre o que irá acontecer se eles revelarem segredos. Quem está enviando as ameaças? É o maldoso Bryce (Justin Prentice) ou um dos idiotas intermitentemente chorões do time de baseball? E quem é responsável pela distribuição das escandalosas polaroides mostrando que Hannah foi apenas uma das vítimas do problema desenfreado de assédio sexual da escoa?

Uma das acusações feitas contra a primeira temporada foi que fez parecer que o suicídio pareceu ser a única opção para Hannah. A segunda temporada recompensa isso agressivamente. O primeiro episódio começa com um aviso de 45 segundos, todos os episódios terminam com um número e um telefone para pedir ajuda e, vários dos episódios trazem o aviso de gatilho no início. Os pais, dopados, sem noção e incapazes de se comunicarem com seus filhos na primeira temporada, ficaram assustados com a abundância do aviso “Há algo que você quer conversar com a gente?”. O conselheiro de orientação Mr. Porter (Derek Luke) é perseguido pelas coisas que ele deveria ter falado e feito.

Mesmo eu não achando a segunda temporada necessária, após assistir os 13 episódios, em um nível intelectual eu pude dar um passo para trás e ver o que o Yorkey e os escritores queriam fazer quando expandiram o universo além da história do livro de Asher.

Os espectadores foram direcionados para o Clay na primeira temporada. A frustração e traição que ele vivenciou foi a revolta gradual de uma narrativa que ele achou que entenderia, enquanto ele entendeu que a Hannah em sua cabeça foi apenas uma construção artificial. A frustração e traição que nós supostamente deveríamos experienciar na segunda temporada é a crescente revolta da narrativa que nós vimos na primeira temporada, que foi uma construição artificial feita por ele mesmo. Dentre as coisas que nós lembramos da primeira temporada, novos flashbacks e os depoimentos testemunhais de personagens diferentes, a verdade começa a ser vista muito mais como uma coisa de Rashomon. Algumas das novas informações vêm de detalhes que passaram despercebidos no livro de Ashar. Outras vezes, relances de relacionamentos e eventos não demonstrados minam vastos alongamentos da primeira temporada. O sexto episódio, em que alguns leitores/espectadores irão se sentir em um especialmente exaustivo pedaço de continuidade retroativa, conta com vários personagens gritando uns com os outros sobre coisas que não estavam nas fitas e o motivo de terem sido deixadas de fora, curvando-se para trás para dar uma desculpa da existência da temporada inteira.

Eu também estou preparada para reconhecer que a segunda temporada tem um alcanço de tentativa de abordagem melhor do que a primeira temporada. O foco mais amplo no assédio sexual e no padrão duplo imposto nas mulheres, especialmente jovens mulheres, na sociedade contemporânea, coloca ’13 Reasons Why’ diretamente no mesmo barco que os movimentos #MeToo e Time’s Up.

Infelizmente, a execução da temporada é frequentemente triste. E mesmo eu não tendo sentido que a primeira temporada engajou na exploração pornográfica da tristeza, eu não posso dizer o mesmo da segunda temporada. Isso acontece, especialmente nos últimos episódios.

Utilizando-se do julgamento como um dispositivo estruturado talvez não tenha sido uma ideia ruim, exceto que não há nenhum aspecto do julgamento que não é absolutamente ridículo. Vai desde a representação dos promotores (interpretados por Wilson Cruz e Allison Miller), procedimentos legais e estratégias surreais, mas o julgamento grita vários momentos “Você está brincando com a minha cara” por episódio. O julgamento também abre a porta para episódios que contenham a narrativa (que não é de Hannah) para personagens que assumem a posição, narradores que revelam que todo mundo em ’13 Reasons Why’ falam da mesma forma e com clichés. Nenhum dos, literalmente dúzias, de personagens que agora entopem o que era uma história bastante limpa na primeira temporada, possuem uma voz distinta.

A primeira temporada teve episódios acolchoados, mas o efeito borboleta da causalidade se deslocou, aos poucos, para um resultado trágico, de uma forma organizada. É provavelmente intencional o fato de que pouca coisa na segunda temporada aparenta seguir um padrão comparável de causa e efeito, porque, muitas vezes, a vida não segue, mas um número absurdo de coisas estão acontecendo, por motivos que raramente fazem sentido. Há múltiplos mistérios em progresso, nenhum deles dos quais resultam uma surpresa que faça sentido. Há o arco para a grande reviravolta do final que você poderá ver chegando desde, pelo menos, o quarto episódio. Há revelações “chocantes” de personagens que nunca são realmente chocantes e muitas das jornadas dos personagens são mostradas logo após ou fora da escola.

Mesmo assim, as interpretações geralmente funcionam. Boe e Heizer possuem arcos interessantes que os permitem brilhar. O justin (Brandon Flynn) está no pior e mais implausível especial após a escola, uma sobrecarga que amarra a série em uma epidemia opiácea nacional, ao mesmo tempo, eu acho seu trabalho convincente. Bacon é fofo e um pouco desolador e é irritante quando a série basicamente esquece dela. A série também esquece sobre um detalhe chave do plano de fundo de Clay, um detalhe que mesmo que tivesse sido trabalhado na história, talvez teria deixado Minnette interpretando as mesmas duas emoções repetidamente, não que ele faça de forma ruim. Minnette é o protagonista da primeira temporada e não é culpa dele que a série o tenha reduzido em um rapaz reativo que faz coisas idiotas e acha que ele é um cara bonzinho, mesmo nós tendo basicamente estabelecido de forma clara que ele não é.

Pelo menos ele tem dois lados para interpreta. Muito mais do que teve na primeira temporada, O Bryce (Prentice) é uma completa caricatura de um vilão, mas marginalmente melhor do que vários de seus seguidores do baseball, cujos comportamentos consistem em esbarrar nas pessoas no corredor, proferindo insultos homofóbicos. As fileiras de adultos que possuem apenas uma expressão facial durante a temporada inteira inclui Steven Weber, como o diretor da escola; Jake Weber, pai de Bryce; e a coitada da Kate Walsh, mesmo seus olhos vermelhos estando, às vezes, cheios d’água de tristeza e, às vezes, esperança.

Talvez o que eu mais tenha sentido falta foi Katherine ter um motivo de estar lá. Sua vulnerável e, frequentemente engraçada (em uma série em que a falta de humor alcança extremos angustiantes nestes novos episódios) ganham a gama de radiante para esmagado na primeira temporada. O diretor da série sabia que sempre podia cortar para um close-up em Katherine e que ela venderia qualquer coisa que a série quisesse. Ela ainda está por aí na segunda temporada e, a cada aparição, aponta para como os escritores estão tentando, na maioria das vezes de forma besta, de um jeito que não irá estragar a amada atriz/personagem.

O fim da segunda temporada encaminha para uma terceira que talvez seja até mesmo menos justificável que a segunda. Está provavelmente na hora dos produtores libertarem Katherine, para que ela possa capitalizar em cima da sua nomeação ao Globo de Ouro para fazer algo melhor. Eu certamente irei me libertar. Eu não fui um fã da primeira temporada e sendo uma crítica de televisão sofrendo de completismo OCD, eu provavelmente teria largado a segunda temporada após o sexto episódio, se não antes.

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