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12.05
2018
Katherine Langford figura uma das capas da edição de maio da Elle Austrália

Tradução e Adaptação: Katherine Langford Brasil

Para o mês de maio, a revista Elle Austrália lançou cinco edições de colecionador. As edições podem conter Katherine Langford, Amy Shark, Darcy Vescio, Victoria Lee e Danielle Macdonald, na capa, todas estrelas australianas. A edição que contém Katherine na capa trouxe uma incrível matéria. Confira a seguir:

Ela foi de uma estudante com dificuldades (trabalhando em três empregos) para a estrela do novo hit da Netflix ’13 Reasons Why’ no período de um ano. Agora, parte do elenco de Hollywood, a atriz explica como uma garota de Perth foi parar em La La Land.

Dizem que a borboleta é a pior técnica de natação para o nadador profissional. Lutar contra a necessidade natural do corpo de endireitar e voar direito, como deve ser, o nadador que nada borboleta deve impulsionar o corpo em direção a meio que um arrepio em um arrepio – mas com uma boa velocidade – e, além disto tudo, atingir o quase impossível: fazer aparentar bem. Então quando eu perguntei à Katherine Langford, uma nadadora campeã do ensino médio, qual era sua melhor técnica, eu não fiquei nem um pouco surpresa em ouvir a resposta dela. “Ah, nado borboleta,” ela disse. Claro. Faz todo o sentido que alguém que possui o dom dado por Deus de talento e naturalidade iria sobressair, literalmente, da forma mais difícil de se nadar. Pelo fato de Katherine ser tão ambiciosa e determinada a atingir algo como, bem, uma lagarta saindo de um casulo.

Para aqueles que não estão familiarizados, um breve resumo: lá em 1996, quando Katherine nasceu em Perth de seus pais Elizabeth e Stephen. Liz é uma pediatra, Steve trabalha no ‘Royal Flying Doctor Service’. Langford demonstra grande aptidão com artes bem nova e é aceita na prestigiada ‘Perth Modern School’. Inspirada por um show da Lady Gaga, ela é aprende sozinha a tocar piano com 16 anos. Com 18 anos, ela está pronta para dar uma chance à atuação, mesmo tendo um plano reserva (voltar para a faculdade para estudar e ser professora de música). Aos 19 anos, ela está gravando algo que será seu papel de estreia, como Hannah Baker, em ’13 Reasons Why’ da Netflix. Agora, com 22 anos, ela foi nomeada a um Globo de Ouro e estrelou em seu primeiro filme nos cinemas, ‘Com Amor, Simon’. Resumindo: se você não conhece Katherine Langford, por onde você esteve?

É no ano entre finalizar o ensino médio e parar como protagonista na adaptação do romance ’13 Reasons Why’, produzido por Selena Gomez, que ela realmente me ganhou. Como uma garota de Perth, sem contatos em Hollywood, conseguiu o papel da sua vida em menos de 12 meses? Mentindo para seus pais, claro. “Eu fiz audições para a escola de teatro e não consegui entrar,” ela disse. “Então eu me inscrevi na faculdade. Mas alguma coisa me atingiu no último segundo; Eu apenas sabia que não era a coisa certa para mim. Então… Sem contar para meus pais, eu me “desinscrevi”. É essa a palavra? Depois eu consegui um emprego, e outro emprego, e mais um emprego, e comecei a fazer testes.”

Ela está bem ciente do cliché, ela disse, de ser uma atriz com dificuldades correndo de um emprego para o outro (no caso de Katherine, sendo garçonete, atendendo pessoas no cinema, bem como se vestir como personagens para eventos em escolas infantis). Mas ela estava determinada a fazer dar certo. Em seu tempo livre, ela fez aulas de teatro e literalmente fez seu dever de casa. “Eu escrevia uma lista de atores que eu amava – Eddie Redmayne, Benedict Cumberbatch, Carey Mulligan, Rose Byrne, Cate Blanchett – e tentei descobrir como eles conseguiram. Como eles foram de ser mais uma criança que queria atuar para realmente atuar? Eu queria saber os passos, mas eu também só queria saber que o que eu estava correndo atrás era realmente possível.”

Mais tarde naquele ano, após seus pais descobrirem que Langford – que diariamente chegava em casa cheirando a cerveja, sem um roteiro para falar sobre – não foi na universidade, e depois de ter conseguido um lugar na ‘Western Australian Academy of Performing Arts (WAAPA), ela contou que faria um “temporada piloto”. Isto é Hollywood falando pelo processo de fazer centenas de audições para séries contra milhares de outras atrizes para um papel em um piloto que talvez nem faça sucesso. Depois, se for realmente produzido, a série talvez nem vá ao ar. É uma grande aposta para qualquer pessoal. Raramente vale à pena.

“Eu estava em Los Angeles por alguns meses antes de conseguir o papel em ’13 Reasons Why’ e sinceramente… Foi tudo tão tumultuado,” ela disse. Mas primeiro, Langford fez audições para Will, uma série britânica sobre a vida de um jovem William Shakespeare. Ironicamente, ela perdeu o papel para sua conterrânea de Perth, a atriz Olivia DeJonge. “Eu estava tão apaixonada com aquele papel,” ela disse. “Eu desisti do meu lugar na WAAPA para fazer a audição, que eu estava tentando entrar há três anos. Eu lembro de ligar para o dono da WAAPA e dizer: ‘Desculpa, eu consegui um trabalho em Londres’. E aí eu perdi o papel”. Em seguida, ela foi para os EUA e perdeu outro papel. “Foi muito difícil,” ela disse. “Eu me senti muito sozinha. Eu me lembro de voltar da mercearia para casa chorando. Meus dedos estavam doendo muito porque eu tive que enrolar os vegetais e frutas que eu tinha comprar em volta dos dedos, nos sacos de tecido, porque eu não poderia pagar mais 25 centavos para uma sacola plástica. Eu não tinha mais dinheiro, emprego nem escola de teatro.”

Foi nessa época, ela disse casualmente, que a sua colega de quarto quase a matou. “Oh,” ela disse suavemente, quando eu quase tive um ataque cardíaco. “Sim, bom, não foi muto legal. Ela deixava o gás ligado durante a noite para aquecer a casa – mas apenas a chama aberta, o que pode causar envenenamento por monóxido de carbono. Eu fui embora o mais rápido possível.”

Langford estava pronta para ir embora quando ela foi parar em ’13 Reasons Why’. Depois disso, sua vida mudou para sempre: a série foi um sucesso, uma segunda temporada será lançada em breve. Fãs descobriram a música que Langford postou no YouTube antes de ser famosa e pediram mais (ela educadamente argumenta quando nós conversamos, dizendo que isto é algo que ela pode voltar a explorar novamente depois). Ela vestiu preto em solidariedade ao movimento Time’s Up no Globo de Ouro no início do ano e reconheceu ser absurdamente surreal ser indicada ao lado da atriz inglesa Claire Foy, um ano após assistir a atriz ganhar esta categoria em casa com sua mãe em Perth. Ela sabe o poder que sua fanbase milenar possui e está entusiasmada para incentivar a mudança – para o controle de armas, tratamento igualitário para as mulheres, para um mundo melhor para a comunidade LGBTQI. Mas, por enquanto, ela está indo devagar. Bom, o mais devagar possível quando você é uma campeã de nado borboleta.

“Eu quero me certificar que o próximo projeto que eu fizer parte seja algo que eu esteja apaixonada com, algo que eu possa fincar meus dentes na oportunidade,” disse Langford. “O que eu realmente quero fazer é tirar um tempo para trabalhar em minhas habilidades como atriz. Eu ainda tenho muito o que aprender.”

Confira os scans da edição de maio da revista Elle Austrália com Katherine na capa, fotos dos bastidores, bem como vídeos dos bastidores e as capturas dos vídeos:

SCANS

PHOTOSHOOT

BASTIDORES #1

CAPTURAS #1

BASTIDORES #2

CAPTURAS #2

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