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Fonte: The Sydney Morning Herald

Apenas há 3 curtos meses, o mundo não tinha ideia de quem era Katherine Langford.

Mas interpretar o personagem principal no drama controverso da Netflix, ’13 Reasons Why’, que conta a história da adolescente Hannah Baker, que tira sua própria vida após sofrer bullying em uma escola de ensino médido situada na Carolina do Norte, propeliu Katherine a um estrelato internacional.

No despertar de sua performance, que foi aclamada pela crítica, a atriz de 21 anos de idade de Perth, ganhou 6 milhões de seguidores no Instagram e apareceu nos talk shows americanos do Jimmy Fallon e de Ellen DeGeneres.

No entanto, foi o tweet com um coração de seu ídolo Lady Gaga que indicou o quão grande ’13 Reasons Why’ – e a própria Katherine – se tornaram.

“Esta mulher, esta artista, que eu amo e admiro tanto, sabe quem eu sou,” disse Katherine, soando ainda levemente espantada. “Foi neste momento que eu pensei, ‘Ok, isto é grande porque ela assistiu. A Lady Gaga assiste a série.'”

Ao abordar os potenciais problemas adolescentes nas redes sociais, bullying, estupro, doença mental e suicídio de uma forma inabalável, ’13 Reasons Why’ é uma série bem pesada e inesquecível. Katherine ainda está digerindo o impacto profundo que a série teve nos espectadores, a fama da noite pro dia que ela ganhou e as lições de vida que ela aprendeu.

“Eu acho que a minha história é um pouci bizarria,” ela confessou. “Eu acho que ninguém tinha ideia de que a série iria ser tão grande quanto tem sido. Eu sinto como se tivesse acontecido por um motivo, e eu sei que isso parece besta. Foi definitivamente o mais difícil – mas o melhor – primeiro emprego que eu poderia pedir.”

Quando eu conheci Katherine durante sua visita fugaz à Sidney no início deste mês, ela apareceu vestida com uma calça jeans e uma jaqueta preta com cordões. Mas mesmo em roupas casuais, ela possui uma beleza que é remanescente de uma princesa medieval, com seus cachos marcantes caídos em suas costas, uma linda pele de porcelana de tirar o fôlego e seus limpos olhos verdes que encontra, que ela possui.

Ela inclina a cabeça em uma espécie de reverência quando ela aperta sua mão, ri fácil, e possui a tendência de fazer pausas longas e pensativas enquanto pondera suas respostas às perguntas.

A experiência própria de Katherine na Perth Modern, uma escola para crianças afortunadas e talentosas na inércia de Subiaco, foi vastamente diferente da de Hannah Baker. Os estresses das provas foi igualmente estressante, apesar de ela estar ciente que piadas de mal gosto e bullying – exacerbados pelas redes sociais – existiam.

“Interpretar Hannah trouxe de volta o sentimento de que todo mundo está te observando,” ela reflete. “Eu acho que, independente de onde você esteja, o ensino médio sempre vai ser uma experiência difícil, no entanto eu acho que há algumas coisas que nós podemos fazer para torná-lo menos doloroso.”

Enquanto Katherine diz que não possui o humor rápido e sarcamos de Hannah, ela se identifica com o desejo persistente de acreditar na bondade dos outros da personagem, mesmo quando suas ações provam outra coisa. Ela também se identifica com Hannah e sua natureza não conformista. “Eu nunca me importei com me adaptar,” ela disse.

A filha de dois médicos “extremamente inteligentes e muito, muito trabalhadores”, Katherine, originalmente tinha planos de seguir os passos de seus pais. Ela disse aos orientadores de carreiras no 10º ano que a sua primeira preferência era medicina, seguida por política. Em terceiro lugar de sua lista de carreiras era o teatro musical.

“A discussão é a parte importante do show. Trata-se de enxergar os problemas e instigar conversas que são necessárias.”

“Mesmo essas duas primeiras opções sendo muito diferentes, eu sempre quis fazer alguma coisa que iria fazer a diferença e/ou ajudar as pessoas e/ou o mundo.”

Quando ela se formou no ensino médio, Katherine sabia que queria ser atriz. “Eu gosto de ter a oportunidade de dar voz à personagens, que são pessoas que não tem voz, e de contar histórias que são relevantes e refletem na sociedade.” Mas ela foi rejeitada em todas as escolas de atuação em que se inscreveu, sob o argumento de ser muito nova e não ter muita experiência de vida.

Então ela se encarregou em ensinar a si mesma tudo que ela podia, começou a trabalhar em três empregos de meio período e encontrou um agente. O agente conseguiu uma reunião com alguns empresários americanos, que conseguiram duas audições em vídeos. Uma delas foi para ’13 Reasons Why’.

A sua contratação como a personagem principal é especialmente marcante porque, ela não só conseguiu o papel baseada somente em vídeos de audições que ela enviou para LA, foi seu primeiro emprego profissional em sua carreira, e ela narra a série em um sotaque americano.

“Pelo que eles me disseram, eles fizeram audições com muitas garotas e eu acho que a única coisa que eles queriam era capturar a essência (do personagem), e eles não queriam ou precisavam de pessoas com um nome famoso, porque não era uma rede, é a Netflix.”

’13 Reasons Why’ marcou tão habilmente os adolescentes que é classificada como a série mais popular da Netflix até então, e a série mais tuitada do ano. Mas a série também atraiu controvérsias pelo jeito que aborda o bullying, estupro e o suicídio. Tem sido criticado por sensacionalizar o suicídio e ser extremamente simplista sobre os motivos que levam as pessoas a se matarem.

Os especialistas americanos em saúde mental avisaram que pode causar um efeito contagiante suicida, enquanto na Austrália, o serviço de ajuda à saúde mental dos jovens foi reportado em ter um “número crescente” de ligações e emails relacionados à série, e deixou claro que o conteúdo pode ser perigoso para os espectadores menores de idade.

Algumas escolas particulares de Sidney proibiram seus alunos de assistirem, enquanto a Nova Zelândia acrescentou uma nova classificação especificamente para a série, exigindo que as crianças menores de 18 anos assistam a série com um dos pais ou um guardião.

Katherine disse que todos envolvidos em ’13 Reasons Why’ sabiam que causaria controvérsia e ela dá boas vindas às discussões que a série causou sobre assuntos difíceis. “A discussão é a parte importante da série. Trata-se de enxergar os problemas e instigar conversas que são necessárias.”

Apesar das controvérsias, Katherine se orgulha muito do impacto que ’13 Reasons Why’ causou, particularmente na forma em que é autenticamente representados os problemas adolescentes dos espectadores. Dentre os fãs que a esperavam quando ela desembarcou em Sidney, estava uma garota que entregou uma carta em suas mãos, que descrevia a diferença que o show causou em sua vida. “Para mim, esta é a parte mais recompensadora,” Katherine explica.

“Eu acho que nós abordamos váris problemas diferentes na série, em que as pessoas se identificam diferentemente, dependendo de suas próprias histórias pessoais e do contexto. Eu me sinto mito sortuda por ter a oportunidade de ter a plataforma do show para falar sobre assuntos que são importantes.”

Ter sido impulsionada nos olhos do público tão de repente e tão cedo em sua carreira, significou uma íngreme curva de aprendizado para Katherine, que atualmente se encontra em tapetes vermelhos em eventos de Hollywood como o MTV Awards e sendo abordada por estranhos nas ruas.

“De repente, parece que todo mundo me conhece, e eu fiz apenas uma coisa!” ela ri.

Apesar de estar envolvido em um hit tão massivo, Katherine dispõe pouco do egocentrismo do qual a sua geração é conhecida. Diferentemente de muitos de seus colegas, ela não está particularmente investida na quantidade de seguidores em suas redes sociais.

“Não é algo que eu sinto que preciso de uma afirmação acerca,” ela disse. “Para mim, não importa quantos seguidores eu tenho, mas se meus seguidores amam a série e eu sou capaz de interagir com eles, esta é a maior recompensa.”

A atenção ainda é uma novidade que Katherine está prestes a ficar saturada – não que ela deixou subir a sua cabeça, para a surpresa até de seus amigos mais próximos em Perth. “Eu sou muito discreta e eu, definitivamente, não me considero super famosa ou muito conhecida. Ainda está em um ponto que está divertido.”

Dentre o tumulto dos últimos 18 meses de sua vida, o piano tem sido um refúgio para Katherine. Ela ensinou a si mesma a tocar quando ela tinha 16 anos, após assistir um show da Lady Gaga e rapidamente entrou para o programa de músicas em sua escola.

Quando ela se mudou para a Califórnia para assistir ’13 Reasons Why’, uma das primeiras coisas que ela fez foi comprar um piano por U$ 50.00. Após um longo dia de filmagem, ela ia para casa e tocava para extravasar.

Ela também tem mantido outros elementos de sua vida privados. Ela revela que tem uma irmã de 19 anos, mas prefere não dar mais detalhes sobre sua família. E ela não vai revelar nenhum dos membros do elenco de ’13 Reasons Why’ que ela se tornou particularmente próxima durante as filmagens, dizendo apenas, “Todo o elenco se dá muito bem, nós todos vamos ser amigos por muito, muito tempo.”. Quando perguntada sobre garotos, ela responde: “Você tem alguém que queira sugerir?” (Ela indica Christopher Robin, o Ursinho Pooh, como sua primeira paixão da infância, e Orlando Bloom como a segunda.)

Não obstante seu recente status de celebridade, Katherine diz que o melhor impacto que ’13 Reasons Why’ teve em sua vida foi o que ela aprendeu interpretando Hannah Baker.

“Eu acho que enfatizou para mim a importância de ser forte, corajoso e único. Também reafirmou que essas coisas são ótimas, são coisas boas.”

Armada com este conhecimento, Katherine está seguindo para a próxima fase de sua carreira. Seu primeiro filme, uma adaptação do romance ‘Simon vs The Homo Sapiens Agenda’, que também estrela Jennifer Garner, que estréia em Março do ano que vem. Agora, ela está de volta nos EUA para filmar a segunda temporada de ’13 Reasons Why’, mais inteligente e mais experiente desta vez.

“Não há um manual para estrelar em uma série da Netflix,” ela disse sorrindo. “Eu sei que parece brega, mas eu só espero ser a melhor Katherine Langford que eu puder.”

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